O garoto da Casa ao lado
15 Especial: Ganbatte ne, Otani!
Notas iniciais
Otani PVO on
Eu estou decidido! Hoje eu vou me declarar para a Natsume! (Ou não, né)
As vezes eu acho que ela sabe que eu tento me declarar, e apenas faz de tudo para me ignorar. Não importa! Hoje eu consigo!
Dês de que a conheci, percebi que ela era diferente. Na verdade ela era estanha, mas isso não vem ao caso. Eu tentei me aproximar de várias formas, sem sucesso, até o dia que consegui fazer dupla com ela em um trabalho. Daí viramos amigos e eu percebi que gostava dela, mas do nada ela se afastou. Hoje estamos mais próximos novamente, apesar das brigas *gota*
Hoje é sábado. Estava deitado na cama, então levantei e entrei no banho. Agora são 10h 30m. Saí e vesti uma blusa zul clara, um casaco preto, uma calça e um tênis. 11h 00m... Será que a Natsume já está acordada? Peguei meu celular e liguei para ela.
– Alô? — a voz dela estava rouca e sonolenta. Será que a acordei? Comecei a pensar na Natsume de pijama *sangramento nasal* Pare de ter pensamentos pervertidos Otani! — A... lô?
– A-alô. É o Otani. — corei.
– O que quer? — falou secamente.
– Você já foi mais gentil!
– Gomen nasai pela minha indelicadeza, Otani-sama! — falou ironicamente e eu ri.
– Estará ocupada mais tarde?
–...
– Natsume?
–...
– Oe! Está aí?
– Ah... Eu n-n-não! Quer dizer... sim! Quer dizer... não sei...
– Sim? Não?
– Não estarei... — sua voz saiu bem baixa.
– Vamos sair? — coragem homem!
– Claro! As meninas vão adorar e... — parecia nervosa.
– Só nós dois... — corei de novo.
– Só nós... dois?
– Hai, hai!
– Mas...
– Passo na sua casa as 17 horas. — ela sussurrou um "ok" e desligou.
Me joguei na cama.
– Hoje será um dia e tanto!
Natsume PVO on
Tá... eu vou sair com o Otani... Só nós dois... Como um encontro. Não a nada para se preocupar... UM ENCONTRO?! KYYYAH!
– Aconteceu alguma coisa filha? — minha mãe abre a porta do quarto. Bater na porta, nem pensar né? Ela tem os cabelos azuis, iguais aos meus, só que mais claros e posso dizer que ela é muito bonita.
– N-nada, mãe! N-n-não vou para um encontro com o garoto que eu gosto nem nada assim. Porque se fosse isso, eu estaria supernervosa, e como a senhora pode ver eu estou supertranquila! — comecei a rir feito uma louca e a Akemi-san (minha mãe), me olhou com uma cara de "você não é minha filha, sua louca!" e saiu do quarto.
O Otani parece gostar de mim também, e as meninas vivem dizendo que ele tenta se declarar e eu sempre estrago tudo. Mas não é como se eu quisesse estragar, eu simplesmente fico nervosa e começo a falar mais que minha boca. Será que ele vai se declarar? Devo falar o que sinto? Eis a questão...
Otani PVO on
Estava indo para casa do meu melhor amigo. Em um momento como esse precisamos de conselhos amorosos. Apesar que ele não é muito bom nisso, não. Já que quem tomou a iniciativa e se declarou primeiro foi a garota e não ele.
Estava chegando perto da casa do Haru, e consegui avistar um gigante e uma baixinha encostados no muro baixo. Exatamente quem eu precisava!
– Yo! — falei.
– Yo, Otani! — Haru sorriu.
– Yo, Otani-kun! — Hiromi sorriu e acenou.
– Hiromi... já que você é amiga da Natsume... e o Haru é um péssimo conselheiro...
– Ei! — Haru fez cara de zangado.
– Eu queria te perguntar... — continuei — qualfloraNatsumegostariadeganhar — corei violentamente.
– Hã? — ela disse e os dois me olharam confusos.
– Qual flor... aNatsumegostariadeganhar. — estava envergonhado e as palavras saiam assim.
– Gomen... Não entendi. — balançou a cabeça negativamente.
– Fale para fora, seu tapado! — Haru falou e eu ignorei o "tapado".
– Que... q-que flor a Natsume... gostaria de g-ganhar? — desviei o olhar.
– Hahahahaha! — Haru caiu na gargalhada — Tomou coragem, baixinho?
– Pare de rir, seu desgraçado! — falei.
– AWWWN! — os olhos de Hiromi estavam brilhando. Alguém tem um óculos escuros? Acho que vou ficar cego... — Pare de ser bocó, seu grande baka! — Repreendeu o Haru e lançou-lhe um olhar assustador.
– G-gomen Hiromi! — ele disse e ela sorriu.
– Bom... — ela voltou o olhar para mim — Eu acho que ela ia gostar de rosas vermelhas. Ela comentou sobre isso uma vez... — sorriu travessa — Estão namorando?
– Não... Ainda não! — olhei para Haru que sorria maliciosamente e sorri também.
– São dois bocós! — Hiromi bufou.
Me despedi do casal e segui para a floricultura mais próxima e comprei as rosas vermelhas. É bom que a Natsume goste, porque minha mesda toda foi embora nesse buquê. Preciso arrumar um emprego...
Agora eu preciso fazer uma cartão. Mas como? Sakura! Eu preciso da Sakura!
–-----*------
– Hã? Um cartão para a Nat-chan? — Sakura disse após eu quase colocar meu cerébro para fora tentando explicar pra que eu quera aquilo.
– Hum! — fiz sinal de positivo com a cabeça.
– Ai, não acredito que o boy resolveu-se de vez! — Yumi apareceu por trás de Sakura. Estou igual um tomate.
– Entre. — Sakura sorriu. Entrei e me sentei no sofá, Yumi e Sakura sentaram ao meu lado.
– O que sente pela Nat-chan? — Yumi perguntou e Sakura pegou um papel rosa e um envelope branco.
– Eu a acho a garota mais bonita do mundo... — sussurrei em um tom que elas pudessem ouvir. — Ela é incrível! É durona, mas é frágil. É estúpida, mas é gentil. É fria, mas é sensível. Ela me fascina...
– Kyyah! Otani, você é tão gay! — Yumi falou e eu fiz uma cara estranha — E quando eu digo gay, quero dizer fofo!
– Otani-kun, a Nat-chan vai amar! — Sakura me entregou o envelope.
– Eu espero *cora*
– Agora vai para casa e se prepara! — Yumi disse e foram me empurrando até a porta.
– Não vá estragar tudo, ouviu?! — Sakura disse. É incrível o fato dela, nos repreender sendo fofa.
– Hai, hai!
– Gambatte ne! — disseram e eu sorri.
Agora são 15h 45m, já se passou bastante tempo, mas ainda tenho bastante tempo para ensaiar o que dizer.
Natsume PVO on
– MÃE! AI MEU CORAÇÃO!
– O que foi Nat-nee-san? — meu irmão. Tem uns cinco anos, tem os cabelos castanhos iguais ao do papai.
– Você não é a mamãe, pirralho! — mostrei a língua brincando e ele retribuiu.
– O que foi filha? — minha mãe apareceu.
– Mãe, eu não tenho o que vestir *choro*
– Você está linda! — ela disse.
– Eu estou com a toalha de banho... *gota*
– Gomen *gota*
– Mas seu guarda-roupas está cheio, nee-san... — o pirralhinho Hideki falou enquanto mexia nas minhas coisas.
– Você não entende meu desespero...
– Você não é minha irmã... Sua problemática! — falou.
– Com quem está aprendendo essas coisas?
– Com a melhor! — apontou pra mim e sorriu.
– Seu pestinha!
– Experimente isso! — minha mãe me jogou um vestido preto liso, com alguns botões na parte de cima e um pouco apertado e em baixo bem soltinho.
– Ok! — sorri.
*Campainha*
O pirralho Hideki foi atender e eu ouvi a voz do Otani o cumprimentando.
Otani PVO on
– Otani-nii! — irmão de Natsume me abraçou.
– Yo, parceiro! — sorri e ele retribuiu.
Segurou minha mão e me levou até o sofá. Me pediu para sentar, eu sentei e ele continuou de pé me encarando sério.
– Otani-nii, sei que somos parceiros... mas preciso saber o que você quer com a minha nee-san. — falou andando de uma lado para o outro.
– Eto... *gota* — Akemi-san apareceu.
– Yo, Otani! — sorriu e eu também.
– O que andam dando para o Hideki? Ele está falando coisas que crianças da idade dele não falariam... — falei e ela sorriu.
– Yo, Otani. Gomen pela demora... — era ela e estava levemente corada... e linda.
– Está muito linda! — Não foi eu que falei. Eu estava paralisado. Será que estou babando?
– Arigatou, mãe! — ela agradeceu e sorriu — Vai ficar aí me olhando sem dizer nada, bocó? — me tirou do transe.
– É... você está linda...! — corei.
– A-arigatou...
– Vamos? — perguntei.
– Sim! — ela disse.
Saímos e eu peguei na mão dela. Senti ela tremer e dei um riso abafado.
– Estou de olho em você, Otani-nii.
– Hai, hai! Hideki-sama. — sorri e ele também. Natsume riu.
– Onde vamos? — ela perguntou quando começamos a andar.
– Não é muito longe daqui. — apenas disse isso — Farei uma surpresa!
Chegamos aonde eu queria e ela ficou parada igual uma estátua.
– Vamos na montanha-russa! — me puxou até o brinquedo.
Sim! Trouxe ela num parque de diverssões. Ela está com um sorriso lindo e eu feito um bobo. Ela não está sendo muito justa comigo! Está tão linda que... Pare Otani! Seu pervertido!
– Vamos de novo! — e é a quinta vez que vamos na montanha-russa.
– Como quiser, minha princesa! — falei e ela corou.
Depois de várias voltas na montanha-russa e de comermos algumas porcarias, nos sentamos em uns bancos.
– Eu estou cansada *suspiro*
– Isso é para você! — falei entregando a sacola que eu estava com tanta vergonha de entregar.
– Flores?
– Hai!
– A-arigatou! — abriu o cartão — Não parece sua letra... e você não é romântico assim! — me mostrou a língua.
– Pode ser... que eu tenha pedido a ajuda das suas amigas. — sorri sem graça e ela riu.
– Você é um bobo! — ficamos nos encarando. — V-vamos t-tirar um foto? — se levantou corada, assenti.
Fomos até a máquina, e entramos. Após várias caretas, pegamos as fotos e continuamos dentro da cabine.
– Olha a sua cara! — ela começou a gargalhar.
– A sua é a melhor! — comecei a rir também.
Ficamos muito próximos.
– Eu...
– Natsume, eu gosto de você!
– O que...
– Eu gosto de você! — desviei o olhar e ela continuou a me encarar — Agora você vai ficar me olhando, sem dizer nada? — disse sem a encarar.
– Eu também gosto de você, seu babaca! — me puxou pela gola da camisa e nos beijamos. Após alguns minutos, nos separamos.
– Por essa eu não esperava! — falei a encarando.
– Para de ser idiota! — sorriu e desviou o olhar.
– Seja minha namorada... — a abracei.
– Serei! — ela disse e retribuiu o abraço.
– Tem como sair da cabine logo?! Tem m fila aqui fora, tá?! — ouvimos uma voz desconhecida vindo de fora e saímos envergonhados. — Aqui não é lugar para namorar! Vão fazer isso na roda-gigante! — o cara que disse isso piscou o olho e Natsume me puxou rapidamente dali.
– Que figura! — falei sorrindo.
– Pois é... — ela estava vermelha.
– Vamos embora? Está tarde. — falei.
– E frio... — ela completou.
Tirei meu casaco e coloquei nela. Ela me olhou assustada e corou, eu ri abafado do ato.
– A-arigatou! — ela disse e eu peguei em sua mão.
Deu tudo certo! E eu acabo de perceber que ela é mais tímida do que eu imagino...
Minha namorada!
Agora eu estou empolgado! (Já vi essa frase em algum lugar!)
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