O garoto da Casa ao lado
5 Baka!
Notas iniciais
Hiromi PVO on
Ouvimos o barulho do portão abrindo. Arregalei os olhos, coloquei as mãos nos ombros de Haru antes que nossos lábios pudessem se tocar e o empurrei. Ele entendeu e se afastou corado.
– ... Oh, Haru?! Oi rapaz. — meu avô entrou entrou e sorriu para Haru que foi se levantando para abraçá-lo. — Já estão namorando? Você é rápido Haru. Cuide bem da minha Mi-chan! — Espera, o que? Cuide bem? E... Mi-chan? Fiz uma cara de assustada.
– N-n-não! Nós não somos namorados! — gaguejei um pouco corada.
– Ah! Desculpem. Pensei que fossem. Então são amigos?
– Por enquanto sim! — Haru respondeu sorrindo para o meu avô e eu fiquei super corada fitando o chão.
– Hahaha — Meu avô riu e Haru e ele piscaram o olho um para o outro. Calma, o que tá rolando aqui?
– Tá, tá! — falei sorrindo envergonhada para meu avô que subia as escadas e fui empurrando Haru até o portão — Olha! Já são 18h 00m... — olhei em meu celular — Bai, bai Haru! — Fui fechar o portão mas ele me impediu com uma das mãos. Fiz biquinho, ele sorriu e como um ninja me roubou um selinho rápido. — O-o-oque você a-acha que e-está f-f-fazendo? — gaguejei super corada, ele deu um sorriso e foi em direção a sua casa.
Fechei o portão, corri na cozinha e peguei alguma coisa pra comer, subi pro meu quarto, fechei a porta e me joguei na cama. Levei uma das, mãos a boca e depois ao peito.
– Pare de bater tão rápido coração idiota! — corei — Haru, Baka! — falei e coloquei meu travesseiro em meu rosto querendo esconde-lo. — Como vou encará-lo na escola amanhã agora?! — pensei — Haru, Baka! — gritei, me sentei e completei — ... Eu gostei... — e corei.
–-- Quebra de tempo ---
Fui descendo as escadas em direção a cozinha, já arrumada. Minha avó não estava, e eu estranhei, Também não tinha visto ela chegar em casa ontem, porque eu entrei em meu quarto e adormeci pensando no Haru.
– Haru baka! — gritei e derrubei a xícara que estava em minha mão — Merda! Minha xícara preferida! — fiz biquinho. Recolhi os cacos grandes e varri o resto. Quando levantei vi na porta da geladeira um bilhete:
"Hiromi, a vovó teve que viajar por causa do trabalho. Fique bem com seu avô! Iria te contar ontem, mas quando cheguei você já tinha dormido e não quis te acordar. Obs: Te amo"
– Okay. — suspirei.
Tomei um gole de café em uma xícara qualquer. Olhei no relógio: 06h 55m.
– Aaaaaaah! To atrasada! — peguei minha mochila e saí correndo. Passei para o lado de fora e me virei rapidamente para fechar o portão.
– Ohayo! Pensei que não iria hoje. — me virei assustada. Haru estava sentado no muro de sua casa.
– Kyaaaah! — gritei, fechei o portão rapidamente e saí correndo. Não queria encará-lo, não agora!
– Mas, o que... ? — Ele pareceu ficar sem entender.
Estava correndo e olhei para trás, Haru me seguia correndo também.
– Kyaaaah! Pare de me seguir pervertido — gritei.
– Do que você está falando? E eu só to indo pra escola, sua estranha! — gritou.
– Então pare de correr!
– Estou atrasado também!
Cheguei na escola, entrei correndo e Haru entrou logo depois correndo também.
– Esses jovens de hoje em dia, são um bando de pervertidos! — falou o porteiro da escola.
Fui direto para a sala. Abri a porta com força, com o cabelo todo bagunçado e com uma cara de quem correu uma maratona.
– Oha...
– Ohayo! — Fui interrompida por Haru que surgiu atrás de mim. Ele parecia irritado. Todos olharam curiosos.
– Entrem. — falou um professor que eu ainda não tinha visto — Você é a aluna nova? — me perguntou quando eu e Haru sentamos
– Ha-hai! — gaguejei — sou Asumi Hiromi. — sorri fraco.
– Entendo. — sorriu. Ele era bonito, tinha cabelos um pouco abaixo das orelhas, preto e parecia ser bem jovem. — Eu sou Ryo, professor de química e física — eu sorri.
A aula foi bem tranquila, a não ser pela aura maligna que Haru estava exalando.
– Hiromi. — o Haru me chamou com a voz muito séria. Gelei, mas não virei, fingi que não o escutei.
Tivemos uma aula de química uma de física, e agora aula vaga.
– Mi-chan! — ouvi e olhei, Yumi me chamava do outro lado da sala, junto com Sakura e Natsume. Me levantei e Haru me seguiu com os olhos e eu me arrepiei.
– Hai? — falei sorrindo e elas sorriram.
– Mi-chan... — Sakura começou e eu a encarei — Você gosta do Haru- kun? — perguntou muito animada.
– Eu... é... — corei — N-não! — gritei lembrando do beijo que ele me roubou.
– Ah, Mi- chan! Pode confiar na gente... — Natsume falou e as outras duas concordaram com a cabeça.
– Eu... não s-sei o que s-sinto por ele. — falei e desviei o olhar corada.
– Você o ama! — gritou Sakura e eu arregalei os olhos.
– Shhhhhhhi! Fale mais baixo! — falei colocando minha mão sobre sua boca a impedindo de falar.
– Você o ama! — agora ela sussurrou. Corei e os olhos delas brilharam.
Haru PVO on
Hiromi foi falar com as garotas. Ela está me evitando desde essa manhã. Será que é por causa do beijo? Eu estava perdido em meus pensamentos.
– Haru-kun? — Maya se aproximou de mim. Ela é uma amiga de infância, tem cabelos loiros bem longos — V-v-você está interessado na... Asumi? — Me perguntou desviando o olhar, estranhei a pergunta mas respondi.
– Não tenho certeza. — parei e a fitei conversando com as garotas, ela estava sorrindo. Ela é muito linda. Sorri. Novamente estava perdido em meu pensamentos e Maya se afastou.
– E aí Haru, já se declarou pra Asumi? — Otani gritou, todos ouviram e me encararam inclusive a Hiromi que estava muito corada, senti meu rosto ficar quente.
– C-cala a boca, baixinho de merda! — falei e encarei a Hiromi que corou ao extremo e desviou o olhar. — Esse baixinho me paga! — sussurrei.
O sinal tocou para o intervalo.
– Hiromi, vamos para o... — Comecei mas ela saiu correndo, fiz uma cara de bravo e saí correndo atrás dela.
– Hiromi, espera caramba! — gritei.
– Kyaah! — ela olhou para trás tropeçou em alguma coisa e caiu. — Ai, ai, ai... — ela se sentou no chão.
– Seu joelho... desculpe. — falei.
Seu joelho estava sangrando. Por sorte a enfermaria estava aberta. Fomos até lá e entramos. Hiromi sentou em uma das camas e eu fui pegar álcool e alguma coisa pra fazer um curativo.
– Eu posso fazer isso sozinha! — falou querendo pegar o álcool da minha mão.
– Não! Você se machucou por minha culpa. — sorri, ela corou e desviou o olhar.
– Ai. — gemeu de dor quando eu comecei a passar o álcool em seu ferimento. Assoprei na intenção de amenizar a dor, fiz o curativo e ela se levantou.
– Obrigada... — falou sem me encarar e foi andando. Puxei seu braço a encostando na parede e segurei suas mãos na altura de sua cabeça a impedindo de fugir. Ela me encarou assustada e desviou o olhar tentando se soltar.
– Por que está me evitando? — perguntei a encarando. Ela me fitou, corou e desviou o olhar — Foi por causa do beijo?
– Baka! — ela falou ainda sem me encarar. Entristeci e a soltei.
– Se odiou tanto assim, apenas esqueça! — falei e fui saindo.
Hiromi PVO on
Haru foi saindo e eu fiquei imóvel. Ele estava triste e eu não conseguia ser sincera com os meu próprios sentimentos.
– Droga! — falei Saí correndo atrás do Haru.
Ele ia andando mais a frente, não havia ninguém no corredor... me decidi!
– Haru! — gritei, ele virou pra trás e ficou parado sem expressão. O puxei pela gola da camisa e o beijei. Quando o soltei ele ficou imóvel e me olhando assustado.
– E-eu... gosto de v-você... baka!
Fale com o autor