Notas iniciais
Bonjour :) Boa leitura cherrys.

Ela olhou novamente para a porta. Passou a mão pelos cabelos curtos e cheios os jogando para o lado, deixando sua aparência mais desesperada e louca. Não tinha culpa, tudo o que já tinha passado à levava àquele estado. Todos os sentimentos; a raiva, a culpa, o ciúmes, sua imaturidade e incrivelmente o amor, ou a falta dele....

O barulho que vinha atrás da porta estava começando a parecer uma pressão sobre ela, dizendo que ela já devia estar do outro lado, arriscando todas as suas chances de felicidade. A igreja em que se encontrava estava bem decorada, simples mas bonita, para um casamento com 70 convidados estava aceitável. Um casamento... um casamento que deveria ser ela a noiva.

Tudo começou quando um estalar aconteceu, ela percebeu que um certo menino que conhecia não parecia mais tão horrível, continuava babaca, mas aqueles sentimentos dentro dela de querer ficar perto dele ganharam um nome de uma maneira completamente inesperada mas não repudiada com nojo. Ela começou a ficar amiga dele, uma amizade que não era muito sólida mas engraçada e feliz. Mas, sempre tem que ter um mas, ele era apaixonado por outra, ele assumiu que queria ela, mas não do mesmo jeito que queria a outra.

Ocorreram beijos, muitos, e também muitas confusões, as indiretas e a necessidade dela de saber que nunca era saciada, como a necessidade dela por ele. Mas para ele, ela era um nada.

Tudo tinha mudado. Por quê? Não tinha sido esse o acordo. Não era para ser ela a sofredora. Era para ser ele. Ele deveria sofrer e fazer poemas de tristeza. E ela que esqueceria ele e amaria muitos outros homens. Mas não, foi ela que se encolheu de tristeza e ciúmes de vê-lo com outras, mesmo que rindo, era triste saber que não eram mais suas piadas o fazendo rir.

Isso não impediu que após seis anos, anos frios e sozinhos passados em uma agonizante saudade, em uma festa, ela encontrasse o mesmo menino transformado em um homem que a olhava do mesmo jeito: como se ela fosse uma incógnita que ele não sabia se queria resolver, não era o olhar que a atormentava, aquele que parecia que ele a odiava e não queria de jeito ou maneira olhar em seus olhos. Era aquele que fazia seu coração saltar do mesmo jeito. Eles se olharam e conversaram, e contaram as novidades. As malditas novidades. Ele iria se casar com a outra. Aquela por quem ele havia trocado ela.

Mas a ideia sugerida por aquele par de olhos a levou para aquela droga de igreja, para aquela droga de porta, para aquela droga de sentimento em seu âmago, aquele que dizia para ela tentar, tentar finalmente a possibilidade de ser feliz e se sentir amada. Poderia ser um erro? Já era um erro. Ele poderia dizer não? Sim. Também poderia dizer sim, porque ele queria vê-la feliz e fazer a mesma coisa que havia feito seis anos antes, iludir até o último fio de seu cabelo e não realmente amar ela. Ou dizer sim porque era o certo, porque era ela a mulher da sua vida, não um qualquer do passado, mas a rainha do seu coração.

“Pare de enrolar e vai logo, se alguma coisa der errado a gente pensa nisso depois, agora vai!”

Abriu as portas que levavam ao quarto do noivo. Os padrinhos estavam lá também, até mesmo o seu par –a gentil noiva havia convidado ela para ser madrinha após uma de suas amigas, que ela também havia estudado com, precisar fazer uma cirurgia na data do casamento. Ela viu muitos rostos conhecidos, amigos que ela confiava e ainda confia pois nunca perderam contato.

—Posso falar com o noivo por um instante? – todos olharam para o noivo que rindo foi até o corredor encontrar a moça que estava quase morrendo de stress.

—O que foi? – os olhos dele a encaravam da mesma maneira, incógnita. Minutos se passaram e ela finalmente reuniu coragem.

—Você chegou a me amar?

—Na?

—Eu acho que te amei, na verdade, acho que ainda amo. Não, pera, eu não te amei em si, eu gostava de você, muito. Eu não sei a sua história com ela, e realmente não quero saber. A única coisa que eu preciso é saber se você quer continuar a nossa história, aquela que foi meio interrompida, mas que era muito melhor que essa. E você sabe, você sabe -suspirou- que ela nunca vai te amar, se preocupar e ao menos olhar pra você do mesmo jeito que eu. Eu! Eu que sempre estive aqui e você nunca viu, nunca se preocupou em olhar três vezes, porque eu sei que você olhava para mim duas vezes, e esse seu olhar me trouxe aqui. Seus olhos me fizeram falar, de uma maneira confusa, mas é isso.

Ele olhava fixamente para ela agora. Ela sentiu todo seu corpo queimar e saiu correndo, como pode fazer aquilo?

—Idiota! Trouxa! Iludi...

Uma mão a puxou de encontro a um tórax, ela só teve tempo de ver a flor em sua capela antes que fosse beijada como a muito não era. Seu alma gritou de felicidade e saudade. O beijo durou muito e ao mesmo tempo pouco, e quando acabou, olharam-se nos olhos do outro. A resposta que ela tanto queria estava ali. Eles iriam pensar nas consequência depois, naquela noite foram felizes, ela sentiu o que era o amor e teve uma pequena consequência implantada dentro de seu ventre.

A sua história estava continuando, e estava com seu final feliz na ponta da caneta.

Notas finais
Opniões bem-vindas.COMENTEM PLEASE! Pode só dizer Pipoca se gostou ehuheuehueheu Bejos e até uma próxima ;)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!