Existem aquelas pessoas que acreditam em um final alternativo, aquele em que no fim tudo fica bem. Talvez eu seje uma delas, ou não. Se houve algo muito real entre duas pessoas e eu acredito veemente que tudo pode acontecer. Quem nunca foi amado de corpo e alma, não sabe reconhecer o verdadeiro gostar que passeia pela aceitação e compreeção completa do outro. Mapa só precisava que Victor a entendesse, e que soubesse que as pessoas erram. Ela errou e ele também. Mas acho que ele nunca teve a vontade de ser melhor, isso algo que é adquirio quando amamos, pois queremos ser nossa melhor versão, para que nosso parceiro continue a se apaixonar todos os dias por aquela pessoa que está ao seu lado.

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— Agora tenho certeza que acabou amiga – diz Mapa com a voz melancólica, não era uma surpresa que isso fosse acontecer, mas ela sempre guardou alguma esperança bem no fundo do seu coração.

— Acorda Mapa! Era para você ter essa certeza a muito tempo, depois de tudo que Victor fez para você! Chega de sofrer por esse menino, por favor! Vai viver sua vida na Bahia direito, você ainda está presa a esse lugar e não entendo o porquê. – Regina já está extremamente irritada com a amiga sempre sofrendo por uma pessoa que nunca realmente demonstrou gostar dela, ou se importar. Já está com outra, enquanto Mapa não consegue esquecer.

— Mas não é tão fácil.

— Para ele foi, então se vira. Já é a TERCEIRA vez que você o vê com a mesma garota em público, algo que em seus 2 meses, ele NUNCA fez com você.

— Eles não estavam só juntos, estavam se beijando, “pagando de casal”. — Mapa olha para baixo na mesma hora, pois lembra exatamente da frase que foi o início do fim "só para deixar claro: não somos namorados e não vamos pagar de casal".

— Pois é, não to te entendeno garota. — Expressiva como sempre, Regina entorta totalmente a boca em sinal de irritação, além de aumentar a voz e mexer os braços ferozmente, mostrando sua inquietude com a situação. Chega ao ponto de ser divertido a vê-la irritada, às vezes...

Mapa não sabe bem o porquê, mas, mesmo o vendo com outra garota, isso não tinha sido o suficiente para ele matar toda a esperança de talvez um dia ficarem juntos, até agora.

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Depois da conversa com Regina pela terde, Mapa decidiu visitar Luiza. Chegando na portaria do prédio...

— Mapa! E ai? Como você está? O que está fazendo por aqui? – Fala Victor ao encontrar com Mapa que arregala os olhos, mesmo sabendo que ele e Luiza moram no mesmo condomínio, não esperava encontrar com ele, porque nunca se veem em ocasiões como essa.

— Oi Victor. Tudo bem e contigo? Vim visitar minha amiga, você sabe que ela mora aqui – ela da uma risada sem graça, pois é bem do feitio pensar que ela veio aqui torcendo para vê-lo. No entanto, era tudo que Mapa menos queria, pois ela ia ter a certeza que ele jamais fora seu.

— Entendi. Você chegou hoje mesmo?

— Ué, eu cheguei ontem, fui para a festa e tudo, você não me viu lá?

— Desculpe, nem notei. – ele faz uma cara de constrangida, porque ele estava tão entretido com a outra garota que nem notou nada ao redor, isso sim é gostar de alguém. Dessa forma, mais uma vez a vida joga na cara de Mapa que ele nunca gostou dela, nem um pouquinho.

— Tudo bem, enfim, Luiza está me esperando. Tchau Tchau. – ela diz andando em direção ao elevador, já se virando de costas, não precisava escutar mais nada. Tudo já tinha sido mais que o suficiente para ela nunca mais querer olhar na cara dele. Como ele pôde pisar tanto nos sentimentos dela? Coitado, ele não fez por mal, só não sentia nada por ela mesmo, isso acontece.

— Até mais – Victor fala alto o suficiete para Mapa ouvir, e de costas mesmo, responder com um aceno. Para ele era um alívio ver essa reação dela, agora ele não teria resquícios desse falso caso de amor, em que ele mais errou do que acertou, no entanto a culpa de ter acabado sobre Mapa ficou.

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Mapa bate à porta ansiosamente, de forma que parecia que a porta se partiria.

— Já vai! – Luiza grita bem alto de dentro do apartamento e sai correndo abrir a porta.

Ao abrir, encontra Mapa com uma cara de assustada.

— Já era, de verdade amiga – Luiza abraça Mapa com muita força.

— Encontrou Victor foi? – a amiga triste balança a cabeça positivamente – Pense assim amiga, daqui a algumas horas você já vai estar na Bahia mesmo, não é? – Mapa diz que sim com a cabeça novamente – Então está se preocupando com o que?

— Não sei. — Luiza se afasta da amiga, pegando em seus ombros e olhando nos seus olhos, pergunta.

— Parou com ideia maluca de voltar para cá agora?

— Uhum. — olhando tristemente para baixo, Mapa sabe que nunca teve escolha, era para nunca ter feito a prova, como seus pais foram capazes de a forçar a voltar de qualquer jeito? Já foi dito, mas continua sendo um absurdo: querem os últimos cinco anos de dependência da filha sobre eles bem debaixo da asa.

— Bom mesmo, esqueça esse lugar, você tem tanto o que viver lá... – ela olha no fundo dos olhos da amiga – Você procurou algum daqueles rapazes que queriam ficar com você para ver se você esquece?

— Não, você sabe que não quero nenhum deles. Dessa vez nem fiquei com Felipe, a única pessoa, além do Victor, que tenho algum interesse de me relacionar.

— Você tem que parar com isso, você está deixando parte da sua vida aqui no Rio de Janeiro! PARE! — disse sacudindo a amiga feito yakult — Isso está te fazendo muito mal e você não consegue perceber! – Luiza no lugar da amiga já teria esquecido tudo desse lugar. Elas são conterrâneas e, por isso, não entende o sofrimento da amiga em insistir tanto nessa terrinha gelada em que atualmente mora.

— Você tem razão, acho que ficarei algum tempo sem vir aqui, você me perdoa?!

— Nem tem o que perdoar, dê um bom tempo desse lugar, me prometa que só vai voltar quando estiver apaixonada pela sua vida na Bahia.

— Prometo!

— De dedinho!

— Com certeza!

Algumas horas, depois ela parte, destino Bahia.

Notas finais
É uma história que realmente só conta como tudo acabou... se alguém desejar saber como tudo começou, comente e teremos uma parte dois da história.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!