O fim do Inverno
3 Na casa de Anna
Elsa chegou na casa da irmã 40min depois. Subiu no elevador junto com um moreno de arrasar, que lhe dirigiu olhares intimidadores depois de exclamar um “Boa noite” digno de um calafrio em qualquer mulher, menos na “rainha do gelo”, como Elsa fora apelidada pela irmã.
— Você mora aqui? – perguntou o deus grego.
— Oh, será que estou com problemas de memória? – exclamou Elsa, dirigindo um olhar confuso ao galã.
— Problemas de memória?
— Sim, porque eu não lembro de ter lhe dado intimidade para que você perguntasse onde eu moro.
A porta do elevador se abriu e Elsa saiu sem ao menos olhar novamente para o moreno sedutor, que lhe dirigiu um olhar furioso e ofensas que ela ouviu com um sorriso nos lábios.
— Homens, pensam que são um oásis no deserto, quando na verdade são bonecos comandados pelos próprios órgãos reprodutores. Ah, se as mulheres soubessem o poder que têm.
Apertou a campainha enquanto ajeitava os cabelos ligeiramente escovados. Alguns segundos depois a porta foi aberta.
— Elsa! — Anna agarrou-a em um abraço que quase a estrangulou — Estávamos te esperando. Entre.
A casa estava cheia de homens que bebiam e davam gargalhadas estridentes, com exceção de um que estava de pé no canto perto da estante, parecia estar procurando algo.
— Elsa! – gritou Kristoff — Seja bem-vinda! Pensei que não vinha mais.
— Pois é. Eu também.
— Elsa, eu vou ser PAI!!!! – ele agarrou Anna, que estava ao lado de Elsa – Teremos um rapagão forte que nem o papai.
— Ou pode ser uma menina, Kris. – interveio Anna.
— Claro, meu amor. Uma princesinha linda que nem a mamãe.
Elsa revirou os olhos. Ver Anna feliz com sua família a deixava feliz também, mas suportar melações era demais para os seus ouvidos.
— Elsa!!
Olaf veio correndo abraçar a loira que abaixou-se envolvendo-o em seus braços.
— Olá, querido! Como você está?
— Estava com saudade.
— Eu também, meu amor.
— Sabia que eu tirei 10 na prova de ciências?
— Sério? Que legal!
— Era sobre a água, em estado líquido, sólido e gasoso. Eu acertei todas.
— Parabéns, meu amor!
— Elsa, venha ver o exame. – chamou, Anna.
— Vá brincar com seu boneco de neve de pelúcia, querido.
O garoto saiu correndo para o quarto acompanhado de Sven, o cachorrinho da família, enquanto Elsa aproximou-se de Anna e pegou o papel.
— Nossa, Anna! Que coisa mais fofa!
— É só um embrião ainda. Parece um grãozinho de feijão.
— O grãozinho de feijão mais lindo que eu já vi!
— Eu também!!! — Anna sorriu com lágrimas nos olhos — Mas, falando em comida, vamos até a cozinha, estou preparando uns petiscos para os rapazes.
— Rapazes? Esses gorilas retirados diretamente do filme do King Kong?
— Já estava sentindo falta dessa sua delicadeza.
As duas foram para a cozinha e Kristoff as seguiu.
— Anna, tem mais cerveja no freezer?
— Sim, amor.
Ela se dirigiu ao freezer, abriu e indicou uma caixa de cerveja na ultima prateleira. Kristoff pegou a caixa, deu um beijinho em Anna e saiu. Elsa se sentiu um pouco mal ao ver a cena, na verdade, uma pontinha de inveja lhe atingiu, mas ela a espantou rapidamente.
— Anna, eu já volto. Vou ao banheiro.
— Tudo bem, Elsa. É a terceira porta à direita.
— Obrigada.
Elsa saiu, sem olhar por onde andava, quando de repente esbarrou em algo.
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