O filho de Ártemis
10 O bicho papão é meu pai
Notas iniciais
Pov Fred
Bom, nesses dias eu realmente não sabia oque tinha acontecido ao certo minha vida mudou tanto que chego a pensar que estou em um sonho pois, viver com meu primo era apenas oque eu sabia, mas a verdade é que tudo em minha vida tinha mudado... Primeiro descubro que sou um semideus, que tenho mais de 1 bilhão de anos, que minha mãe me abandonou no mundo, que sou um mero pião de Hades, que um dos meus melhores amigos está preso, que minha memoria foi roubada por um dos filhos da deusa da noite, e que tenho que salvar meu tio que simplesmente foi sequestrado por Nyx e que se eu não for até lá vou morrer, problemas? Sim, mas a maior decisão agora é, fugir ou matar? Com o monstro que está na minha frente? Com certeza...
_ Fred corre!- gritou o Vinicius, apavorado, eu nem tinha percebido que o monstro se aproximava, lentamente como um predador...
_ É o mesmo, que estava no orfanato!- gritei virando para o Vinicius
_ Só percebeu agora?
Gritou o Vinicius um pouco abaixo de mim, com uma cara de assustado, talvez medo, certo mas como sentir medo aquele monstro merecia minha compaixão ele era tão legal, mas a Mikaele não achava isso, ela tirou não sei de onde uma lança e foi pra cima do monstro, o Tiger, estava aparecendo e reaparecendo como uma lampada ascendendo e apagando rapidamente, a garota amiga da Mikaele também estava com uma lança e estava em cima do monstro, como se fosse a montaria dela de três metros de altura ela era linda mesmo com um elmo meio torto na cabeça, sua pele cintilava, pois o suor que escorria parecia como um manancial, bom agora reparando ela estava sugando água de uma árvore que estava perto dela, a água passava pelos braços dela e começava a se formar como uma cólera de água em volta do pescoço do monstro, duas coisas engraçadas que percebi, a primeira foi que eu e o Vinicius estávamos parados de boca aberta olhando as meninas lutarem, a segunda foi que o monstro me olhava de uma forma cruel, como se tentasse saber oque se passava em minha mente era estranho mas ele parecia tão calmo como se esperasse algo de mim...
Da primeira vez que nos vimos foi no orfanato eu o fiz sentir medo mas agora ele parecia mais forte e alto... Eu sabia realmente oque ele era, não só eu mas a Mikaele também... Bom voltar ao acampamento não seria uma má ideia, mas ter de voltar nos primeiros instantes de uma missão sem conclui-la seria suicídio e vergonha total, no entanto eu sabia oque ele queria, então fui logo ao encontro dele parei na frente ele me olhou como se ainda estivesse esperando algo de mim e estava... Parei e foquei nos olhos pois estes eram o centro de onde começava o medo, me concentrei até pensar nos medos daquele monstro instantaneamente ele começou a rugir como se tentasse mudar seus pensamentos ou se centralizar em algo fora do próprio medo, ele fechou olhos de medo de vez em quando se via que ele tentava pensar em outra coisa até até sorria mas logo a lembrança se esvaziava e voltava o incomodo do medo, as meninas pararam de ataca-lo além dele não reagir a elas, atacar um monstro que o interesse dele é outro e não você, não é legal. Depois de alguns segundos elas vieram ao meu lado ficaram impressionadas por verem que eu estava me divertindo e não apavorado como elas e o Vinicius que agora estava ao meu lado também. Deixar aquele monstro daquela forma estava me deixando com um sentimento de prazer, pensamentos se formavam como se me desse vontade de tortura-lo daquela forma por horas, dias ou até mesmo seculos...
_ Fred! Fred!- gritou o Vinicius balançando meus ombros, eu estava perdido em minhas memorias me fazendo esquecer do mundo real... Acordei de susto, o monstro já estava se debatendo não o deixei se mover estava destruindo ele apenas com o olhar...- Fred para com isso agora! Cai na real estava fixado totalmente em tortura-lo que tinha perdido até a razão...
_ Ok muito bom está mais confiante!- falou uma voz atrás de nós virei quando olhei era um homem, cabelos castanhos ondulados e cacheados, pele branca mas de um branco meio pardo, usava calça jeans preta e uma blusa social por cima de uma blusa do exercito por baixo, eu tinha serias lembranças daquele cara só não me lembrava, ele me causava arrepio, ele me fazia lembrar de muitas coisas que poderiam causar medo ao outros mas a mim não...
Ele ficou me encarando como se esperasse que eu falasse com ele, a Hannya a Mikaele estavam de joelhos o Vinicius também, elas tinham o puxado para o chão, apenas eu estava de pé encarando seriamente aquele homem que subitamente eu lembrava que era meu...
_ Pai... Sim Fred Sullivan sou seu pai, a parte da sua família que não te renegou que não disse que você é apenas um erro, você Fred é um dos meus únicos filhos, um dos filhos do medo...
Aquelas palavras açoitaram o meu ser, era como se por um instante a unica coisa que eu deveria fazer era concordar e me juntar a ele, um medo horrível pairava em mim como um de, quando você acaba de assistir um filme de terror e acha que algo do filme pode acontecer na sua vida nas próximas horas, como um vídeo maléfico do nada passar na sua tv, ou o telefone tocar e você saber que te resta só uma semana só porque assistiu o tal vídeo, ou você ter que fazer coisas horrendas como estar preso e a unica chave estar em pode de acido na sua frente e que pode corroer sua mão ou qualquer parte do corpo que você coloque, fora que se você se meche as algemas se apertam cortando mais e mais seu pulso... Sim era muito estranho tudo isso mas dava medo e me detonava por dentro, eu tinha que parar de pesar naquilo então quebrei o silencio falando:
_ Ok, o deus do medo é meu pai, melhor te conhecer desta maneira do que em alguma situação difícil ou em uma prova insana- falei ainda o encarando mas eu com um olhar apavorado, todos já estavam de pé, eu porem deixei que minhas emoções me regessem falei daquela maneira apenas, me deixando seguir por uma simples intuição deixa-lo nervoso era preciso ele veria que sou um filho de sua altura que não abaixaria a cabeça para ele nada, eu realmente não sabia oque estava acontecendo comigo mas sabia que era preciso.
_ Garoto, sei oque se passa na sua mente, não tente me impressionar com essas palavras você já provou seu valor pra mim mesmo sem tentar, mas não pense que em sua caminhada até aqui, você não fez vários inimigos, muitos são então prepare-se e lembre de sua profecia, com vocês- ele falou se virando para os outros, tenho convicção que ele não estava nada acostumado a ser um... Pai...- você filho de Apolo seus dons são muitos, você conhece alguns deles treine-os nesse tempo em que irão buscar Apolo, você filha de Atena- falou virando para Mikaele e fazendo uma pausa, olhando pra ela dava pra ver que ela estava tremula e inquieta, era estranho, nesses últimos dias ela sempre parecia ter tudo em controle sempre, mas agora parecia não conseguir nem se manter quanto mais ter tudo a sua volta em seu controle- cuide de meu filho... na casa de Nyx achara oque procuras, e bem, lute por oque for, você criança sempre lutou continue assim, e agora criança de Poseidon...- ele deu uma pausa e encarou a Hannya... Ela era linda eu não me cansava de admira-la, já era loucura ficar pensando nela toda hora mais mesmo sem conversar com ela eu me sentia bem por te-la pelo menos no meu campo de visão- já recuperaste o manto da deusa da névoa, junto com outros, tens poder de controlar a névoa também, aproveite de sua benção, nessa missão será necessário e muito útil, e mais uma vez meu filho, acredite nas pessoas certas, de uma chance de conhecer sua vida passada então escute e preste atenção em tudo oque a Mikaele falar...Alguma pergunta? O Vinicius meio desajeitado levantou a mão fina e tremula, o espanto em seus olhos era apavorante e até medonho...
_ Então o senhor é o bicho papão? Cara sempre imaginei o senhor como um monstro, tipo um demônio de cara feia ou algo do tipo, e agora te vejo nessa forma estilo aquele cantor do one direction, aquele- ele colocou a mão na cabeça pensou e se calou
_ Então você me prefere ver desse jeito- ele se calou e fixou o olhar no Vinicius, até que ele começou a chorar e gritar como uma pessoa totalmente louca.
_ Tudo bem! Melhor sua outra aparência- gritou ele, já se debatendo no chão e gritando aquilo estava me em comodando de certa pois ele era meu primo sempre tentei não o fazer sofrer, mas de outra forma estava sendo legal aquilo que era fazer alguém se sentir com medo, aquilo era como comer alguma comida favorita era até satisfatório!Fiquei parado não conseguia me mover parecia que Fobos estava colando meus pés no chão, falar não dava a voz não saia, eu tentei mas não conseguia falar...
_ Agora filho de Apolo, agora uma lição valiosa aprenda sou verdadeiro e não lenda, não zombe, todos- ele olhou para todos e depois parou novamente o olhar para o Vinicius, ele já tinha se levantado estava tirando a areia de sua blusa e calça, ficou com o rosto vermelho era difícil dizer qual era suas emoções naquele momento, medo, raiva sei lá a expressão dele mudava a cada batida, se eu não estivesse engando poderia dizer que uma hora ou outra ele praguejava alguns palavrões só que em, grego...- não zombem do medo ele pode mudar e deixar muitas pessoas lucidas em loucas, o medo é serio mas esse não é o objetivo em que vim aqui, então vamos ao ponto vou leva-los até a estação de trem mais próxima e em troca preciso que vocês encontrem um livro em que fica nos domínios de um povo antigo, bom quando forem pra lá eu os avisarei será como nos velhos tempos- ele falou e deu um sorriso de canto de boca para a Mikaele, ela retribui com um sorriso maléfico-, bom tomei parte do meu tempo para ajuda-los então vamos? O tempo é precioso e creio que vocês não tem muito dele vamos?
Estávamos em baixo da colina, praticamente na pista, Fobos nos guiou até seu carro, todos fomos sem dar uma palavra, a presença de Fobos ali estava deixando-nos tenso mas precisávamos daquela carona, poxa até a estação seria bom pelo menos isso nos deixaria livres de monstros, quando chegamos no carro, sentamos atras, pois havia um homem parecido com Fobos a unica coisa de diferente era as blusas, a do homem era preta com uma caveira na frente, o homem nos encarou, e depois que sentamos virou pra frente mesmo ainda estando desconfiado com a nossa presença, olhou pra fora e encarou Fobos que agora estava, olhando o carro como se estivesse procurando uma mancha ou um arranhão, mas creio que não achou pois abaixou a cabeça e continuou andando, mas ainda olhando para o carro, quando chegou e se sentou no acento do motorista trocou um olhar maléfico com o cara do lado, respirou fundo e disse:
_ Deimos, sei que é pedir demais, mas vou leva-los até a estação de trem, bom sei que você não ajuda muito seus filhos mas ele é o único, posso? Era difícil compreender aquela cena, era mais ainda difícil entender as expressões deles mas no fim o tal de Deimos suspirou e disse:
_ Já os trouxe até aqui vamos, mas da próxima vez quando eu for ajudar um dos meus filhos, você vai sem me questionar, e pra onde eles vão? Aquela pergunta pairou no ar, aonde nós vamos não interessa e sim quem enfrentaremos, e se sobreviveremos...
_ Vão até a casa de Nyx, achar Apolo e bem tem coisas que terão de descobrir sozinhos, mas uma previa crianças- ele falou e acelerou o carro, tomei um susto mesmo escutando a conversa dos dois, vi que não era só eu que estava escutando também- Bom, esse filho ai de Apolo, tem uns dons maiores do que alguns de seus irmãos e irmãs, isso não é bem uma previa mas é isso ele tem as respostas pra muita coisa.
Ele falou virando-se e apontando para o Vinicius, rapidamente virou pra frente e continuou a dirigir, mais outro carro magico, a velocidade era incrível e desconfiável, estávamos já perto da estação central de Nova Iorque, mas precisamente na calçada de lá, as portas se abriram automaticamente e saímos, dei uma olhada pra dentro do carro Deimos mesmo emburrado abriu um leve sorriso falou:
_ Hum... Se você encontrar a Sofia por ai mande um olá para ela por mim ok?-falou com uma expressão pensativa- a é verdade, a maldição. Fobos simplesmente acenou, quando todos estavam ao meu lado o carro saiu em disparada certo aquilo era estranho mas tudo bem.
Andamos até chegarmos em uma padaria próxima, nos sentamos na mesa mais afastada do lado de fora, nos olhamos, então suspirei e falei:
_ Serio, preciso de respostas não sei quanto a vocês mas minha mente esta uma bagunça tenho varias peguntas e quero respostas... A Mikaele me olhou de uma maneira como já tivesse feito aquilo uma vida toda, no entanto a pergunta que eu mais estava focado era, quem realmente sou?
Fale com o autor