O farol e sua sombra!
27 Capítulo Vinte e Sete - Opala e sobrenome!
Depois de conversarem um pouco, a família de Ginger chegou. Aconteceu mais uma rodada de cumprimentos e nostalgia, e então eles foram almoçar. Os mais velhos discutiram sobre datas, uma para o noivado em si, outra pra o casamento. Cinnamon planejava vim para One Hall, mas possivelmente levaria mais de dois meses para sua chegada. A viagem em si ocuparia cerca de dois meses, para mais ou para menos dependendo do vento, mas quando um imperador interino decidia viajar, geralmente demorava-se meses apenas para organizar a viagem, a tripulação precisava ser confiável, os navios deveriam receber manutenção, os alimentos conservados, em suma, muito trabalho precisaria ser feito para que houvesse o máximo de conforto que um navio poderia oferecer, o que não era muito, mesmo com tanto trabalho. O noivado e casamento de Ginger e Levi precisavam parecer o mais real possível. Tudo seria mais fácil se o parlamento tivesse aceitado a ideia de uma nova lei, isentando alguns grupos, mas o egoísmo e o rancor eram maiores e a discussão sobre os Faróis continuavam um tabu. Por Éden, aquilo já estaria resolvido, mas depois de formar um parlamento, ele não poderia tomar uma decisão monocrática, só poderia lamentar não ter lembrado dessa questão antes do problema aparecer e tentar contornar como podia.
As datas foram definidas. Garden e Blackblood começaram as preparações. Nem o noivado, nem o casamento seriam uma grande festa. Ginger e Levi eram mais reservados, uma grande festa se quer combinaria com eles e a natureza da relação também precisava de algo mais intimista. De qualquer modo, Peony e Zachary, irmãos mais velhos de Levi, já tinham contribuído com generosidade para as fofocas e cochichos em seus próprios casamentos. Para o noivado de Abraham e Beverly, não houve tempo de festejos, o desastre da Villa Riggi aconteceu primeiro e não existia condição alguma de fazer qualquer festa que fosse.
Levi não se ocupou muito com as festas, exceto para fazer acompanhar Ginger nos seus dias livres. Ele estava muito ocupado com o trabalho, estudando os poucos arquivos e relatos sobre Faróis e com as reformas que mandou fazer em sua casa. Toda a segurança precisava ser reforçada, os muros averiguados, assim como as grades e os trincos. Exceto por William, que era da confiança total de Levi e Éden, os outros empregados não sabiam sobre a condição de Ginger. Também não era necessário que eles soubessem. O palacete precisaria ser defendido com um Farol dentro ou não. Os mortos não eram um risco apenas para Ginger, mas para todos os funcionários ali também. Onde houvesse vivos, ali eles iriam. Ginger, por outro lado, estava mais envolvida com as festas, e Levi sempre a encontrava em um estado complexo de muita animação e proporções iguais de cansaço. As bochechas sempre estavam coradas e os olhos fundos. Ela raramente falava sobre costura nesse meio tempo, tal era seu nível de interesse, se quer parecia recordar que aquele seria um casamento de fachada. Levi também se sentia pouco disposto a lembrá-la daquilo. Sua noiva estava feliz e ele gostava de vê-la feliz, portanto, ambos ignoraram a verdade daquela relação e só seguiram o fluxo. Quem os via de longe acreditava que era real e aqueles que os via de perto estavam começando a acreditar também. Eles eram um par muito empolgados para um casamento falso.
A data do alistamento passou e Levi levou Ginger a casa de seu pai pela terceira vez. Elena trouxe um ourives, da raça dos “Olhos de Joias”, para a confecção de um brasão em pingente para Ginger. Por alguns curtos meses, seu sobrenome seria Blackblood, e como todo Blackblood, de nascimento ou casamento, receberia um pingente com o brasão da família. Quando Levi falou com ela sobre isso, Ginger achou que explodiria de empolgação. Ela poderia escolher a pedra e a cor da borla e da corda, o tipo de atividade que a animava de sobremaneira.
Ao vê-la no dia marcado, uma semana após o alistamento, Ginger parecia que brilhava, os olhos dela reluziam, mas a sombra embaixo deles entregava sua noite mal dormida. Levi não sabia se ria ou se preocupava, então fez os dois, com a preocupação ganhando na disputa. Era apenas um pingente, não deveria custar o sono dela, mas ele também sabia que não poderia dizer isso em voz alta, ou Ginger ia chiar, depois desanimar e por fim, ficar chorosa até que outra coisa chamasse sua atenção. E então ela lembraria de sua tristeza novamente e seu humor ficaria instável até que a própria se consolasse o suficiente ou se um terceiro o fizesse. Levi sentia que era uma sorte seus interesses serem restritos, ou ela viveria em montes e vales emocionais. Ginger tinha uma dificuldade anormal para lidar com frustrações. Na maioria das vezes, quando eram isoladas, ela conseguia lidar com isso sozinha, mas era evidente que se abatia facilmente com os “nãos” e demorava mais do que as outras pessoas para digeri-los. Caso ela fosse frustrada muitas vezes seguidas em pouco espaço de tempo, Ginger se calava por horas, ou desatava a chorar. Deixá-la desabafar sobre suas frustrações era um jeito eficiente de lidar com elas, mas em alguns momentos a mulher emudecia, engolindo todas as suas emoções. Então com muito tato, Levi perguntou:
-Você passou a noite em claro?
-Sim… tentei dormir, mas minha cabeça estava tão cheia que não consegui. Porquê? Está muito óbvio?!
Levi optou pelo silêncio. As mulheres de sua família tinham o colocado contra a parede e citado uma lista monumental de coisas que ele não deveria falar para sua noiva e no topo da lista estava o tópico sobre a aparência de cansada dela sem nenhum consolo e cuidado em seguida. Foi esse também o momento que Levi descobriu que o silêncio também era uma resposta por si só. Com as “não sobrancelhas franzidas” Ginger entrou no vestíbulo para conferir sua aparência.
-É sério?! Acabei de perceber, minhas olheiras estão imensas… Porque você não me falou? Porquê ninguém me falou? Eu vou ser uma noiva feia.
Disse Ginger, depois de se ver no espelho do vestíbulo. Suas noites mal dormidas lhe causaram uma olheira proeminente quando ela semicerrava os olhos. Ninguém tinha lhe avisado. Tudo bem que ela era uma pilha de nervos e ninguém quer mexer com uma pilha de nervos, mas sua aparência era muito importante e Ginger queria ser uma noiva linda! Agora ela seria apenas uma noiva cansada e naquele momento, era uma noiva muito brava. Levi, o noivo que estava preocupado com a falta de sono da sua noiva e com a possibilidade dela adoecer, corajosamente replicou:
-Para Ginger, claro que não! Você vai precisar se esforçar muito para ficar feia. Muito.
A resposta que Levi recebeu foi um beicinho desconfiado, acompanhado de uma cruzada de braços. O Blackblood também cruzou os braços. Ele não era cego e aquela mulher precisaria de demandar muita energia para parecer feia. Levi via tanta beleza em Ginger que ele estava á ponto de acreditar que até um cego a acharia linda.
-Muito. E não me olha com essa cara, estou falando sério!
Insistiu Levi, fechando a cara também. Foi assim que o casal chegou à casa de Éden emburrado. Era uma briga sem sentido, mas ninguém queria ceder, então apenas continuaram emburrados.
Ao entrarem na sala de estar, eles encontraram Elena, Adrian e um rosto desconhecido conversando. Era um Imortal, de pele escura, com joias penduradas em suas orelhas e olhos que pareciam conter uma lapidada pedra preciosa. As roupas eram diferentes daquelas que Elena e Adrian usavam. Ele era de outro império. O Continente Imperial não tinha esse nome atoa. Adrian foi o primeiro a ver os noivos e avisou sobre eles. Elena ao se virar, e vê-los, não deixou passar batido aquele humor estranho e logo questionou:
-O que foi que azedou vocês? Eram um chamego que só.
-O Levi não me contou que estou ficando feia!
Com essa resposta a discussão recomeçou. Levi, não querendo mais engolir aquela injustiça, logo tratou de retruca-la:
-Você não está ficando feia, mulher! É só umas olheiras… Estou mais preocupado com seu sono instável, vai acabar adoecendo.
-Então porque não disse antes?
-Fiquei preocupado que você ficasse… preocupada.
O que ele realmente queria dizer era: irritada, mal humorada, irracional como agora, mas se conteve, aquilo seria transformar uma discussão em uma guerra. Levi estava preocupado e era apenas isso, preocupação. A aparência de Ginger continuava bonita, mas as noites mal dormidas lhe resultaram em dias mau humorados e provavelmente ela seria “premiada” com um resfriado. E considerando o tipo de alimentação dela seria um resfriado longo, o casamento seria adiado e Ginger sentiria desânimo e culpa em iguais proporções. Levi imaginava esse cenário perfeitamente, mas colocar em palavras eram outros quinhentos. Ele não precisou, sua avó interferiu:
-Você não está ficando feia, apenas mal humorada, o que a categoriza perfeitamente como uma legítima noiva dragona.
-Isso não parece bom.
Ginger comentou muito seriamente, a sobrancelha franzindo delicadamente. O conceito de feiura e mau humor se confundiu em sua mente. Talvez a feiura fosse mais tolerável do que o perpétuo mau humor e ela parecia caminhar por esse caminho. Elena, sem se abalar pelo olhar assustado de seu neto, concordou:
-E não é! Significa que você está se tornando insuportável e que as pessoas vão querer que se case rapidamente por motivos desagradáveis.
-Vou me esforçar para dormir.
Cedeu Ginger, ruborizando com a bronca e se constrangendo por seu erro. Suas preocupações estavam no lugar errado e ela tinha brigado com Levi injustamente. Lhe foi um pouco difícil engolir aquele puxão de orelha, mas assumiu que errou e que teria que lidar com seus erros. Se quer passou por sua cabeça ficar brava com Elena por avisá-la, mas lidar com seus defeitos era uma tarefa estressante e encará-los sempre foi acompanhado de tristeza por não ter sido melhor do que ela própria esperava. Frustração, era a palavra que descrevia o que passava em seu coração. Olhou para Levi que estava franzindo as sobrancelhas para a avó. Ele estava muito bravo? Ginger não saberia dizer. De qualquer modo, deveria se desculpar.
Elena acenou com a cabeça e disse:
-Assim eu espero, meu neto é tapado, mas não merece esse tipo de suplício.
-Não sou tapado.
Sua avó olhou para ele com mil pensamentos guardados para si, deu um peteleco entre as sobrancelhas de Levi, e com uma risadinha misteriosa se afastou deles com a mesma velocidade com que se aproximou. Levi pretendia segui-la, mas Ginger segurou sua camisa, o impedindo. Ela tinha acabado de levar uma bronca e ninguém ficava feliz ao levar uma bronca, portanto, estava cabisbaixa ao dizer:
-Peço desculpas, fui injusta com você!
-Está desculpada.
Levi poderia, e queria dizer, que estava “tudo bem” ao desculpá-la, mas Ginger preferia ouvir que ele a tinha desculpado diretamente do que um diplomático “tudo bem". Ela sempre parecia confusa quando com os “tudo bem”, mas parecia feliz com os “está desculpada”. O que passava na cabeça dela? Levi não sabia e temia que não entenderia se soubesse. E de fato, suas observações estavam corretas, pois, todo o constrangimento de Ginger se transformou em um fofo sorriso envergonhado, o que significava que ela aceitou que estava tudo bem entre eles novamente.
Ginger, desnorteada, ainda segurava a camisa de Levi, e só percebeu o que fazia quando o Blackblood tocou sua mão. Ela não viu nenhuma mudança na expressão dele, ou qualquer rubor em seu rosto, ele entrelaçou seus dedos com os dela como se eles já tivessem feito isso algumas centenas de vezes e Ginger permitiu, aceitando que a mão dele envolvesse a dela com candura. Seu coração disparou e ela fez o seu melhor para evitar pensar na textura levemente áspera da palma dele, ou sobre a temperatura de sua pele ou se a mão dela ia começar a suar. Ficou feliz que seu rosto já estava ruborizado e apenas aceitou ser conduzida para perto das Blackblood e do ourives, com seu coração pulsando em seus ouvidos.
-Está tudo bem no paraíso, pessoal! Alguém me traga um prêmio!
Levi usou de todas as suas habilidades para não corar com a provocação de sua avó, mas a ponta de suas orelhas ainda se enrubeceram, mas Ginger não percebeu, estava tentando lidar com seu próprio rubor e falhando miseravelmente nisso. Ela nunca combinou tanto com o próprio nome, mas Levi pouco pode aproveitar da vista. O visitante o cumprimentou e ele desviou sua atenção para o Imortal, a quem, em breve, pagaria uma pequena fortuna. Depois de cumprimentar Ginger, as pedras preciosas foram expostas.
Estavam todas enfileiradas, dentro de uma caixa de madeira, com o interior forrado em veludo. Eram lindas, mas os olhos de Ginger se apegaram às mais brilhantes, de cores claras, e principalmente as translúcidas. Levi a observou perguntar a Jasper, o ouvires, o nome das pedras do qual ficou interessada. Opala, quartzo rosa e ametista eram aqueles que ela estava fascinada. Apesar de seus olhos brilharem por causa das pedras, Ginger virou sua atenção para Levi. Seus olhos se encontraram e ela o perguntou:
-Seu pingente é feito com qual pedra?
-De ônix! É uma pedra escura, não acho que você vá gostar.
Ginger ficou em silêncio com a opinião de Levi, olhando para as pedras postas em sua frente. Amava as cores claras, mas tinha um desejo latente de combinar de algum modo com Levi. Perguntou a Jasper qual era a ônix e ele a mostrou. Era uma pedra preta, escura e brilhante, com veios amarronzados, o tipo de coisa que combinava perfeitamente com Levi e seus gostos.
-Acredito que o opala é uma combinação melhor para você, Ginger.
Levi opinou para a surpresa de Ginger, que voltou sua atenção para o opala. Era uma pedra branca, translúcida e que parecia conter tons de azuis no centro e lilás nas bordas, brilhando verde e laranja com a luz, como se tivessem salpicado tinta metalizada em seu interior. Era um brilho mágico e Ginger já tinha achado-a fascinante mesmo antes de Levi opinar. Ela certamente amava a luz e as cores e uma pedra que mudava de cor dependendo da luz capturava sua atenção sem dificuldades. Olhando a pedra, Ginger perdeu o olhar surpreso que Levi ganhou de seus parentes, do qual ele considerou ofensivo. Não era um tapado, como eles acreditavam. Levi sabia que Ginger se interessou pelo ônix por causa dele. Ele novamente ignorou os questionamentos que surgiam nas sombras de seu coração, não ousando explorar aqueles territórios sombrios e as consequências de tais aventuras. Estava satisfeito com o interesse dela, mas ele preferiu que Ginger ficasse plenamente feliz com a escolha da pedra do pingente, ao invés de escolher combinar com ele. O Blackblood ainda não sabia se ela levaria o pingente com ela, ou se o entregaria a ele. Se ficasse com o pingente, sendo do gosto dela, Ginger o usaria, ela amava a luz e o brilho, e provavelmente não se incomodaria com o sobrenome extra no fundo. Se entregasse a Levi, ele teria uma lembrança confiável dela e de seu brilho. Era o melhor dos dois mundos.
-O que você acha, senhor Jasper? Combina comigo? A opala?
-Combina sim, seu noivo está correto. Foi uma análise muito precisa, Blackblood.
Levi esboçou um riso que poderia ser uma careta em resposta à risadinha mal contida de Jasper ao elogiá-lo. Entre os Blackblood era uma piada interna que era uma tradição familiar gastar uma fortuna toda vez que um Blackblood nascia, até Adrian tinha um pingente que custava uma pequena fortuna, feito de rubi “sangue de pombo”, mas Levi foi o diferentão da família, escolhendo uma ônix. Ele tinha o pingente “mais barato” de todo o clã. Aquele senhor Jasper que não era rico à toa, finalmente teria o lucro que esperava quando Levi nasceu, ele não teve com o próprio Levi, mas com a noiva deste. O ônix era muito mais barato do que um opala cristal, mas quem sugeriu a pedra foi o próprio Levi, ele não poderia reclamar com ninguém sobre o preço. Nem consigo próprio. De qualquer modo, estava pronto para pagar uma fortuna para agradar a Ginger. Ele sabia que os gostos dela iriam todos se voltarem para as cores e os brilhos, e pedras vibrantes e brilhantes eram mais caras. Levi não pode nem responder, pois a sua noiva, com todo o brilho de sua satisfação, roubou sua atenção, ao provocá-lo com um risinho sobre a discussão passada:
-Você realmente me acha bonita, né?!
-Sim, eu acho.
Ele precisou de uma pedra para provar seu ponto. Enquanto Levi amargava esse fato, Ginger saiu perguntando para Elena e Adrian se eles concordavam com a opinião do neto deles. A pedra foi decidida, assim como o formato do nós, a cor da lã e da borla. Só faltava uma coisa.
-A inscrição feita será: Ginger Garden de Scarlet ou Ginger Garden de Scarlet Blackblood?
Jasper não viu o que sua pergunta causou. Ele estava ocupado, anotando todas as informações decididas para a joia. Os anciões riram em “segredo” da reação dos noivos. O coração de Ginger parou, e ela conseguiu ouvir a ficha caindo naquele meio tempo. Ginger Garden de Scarlet Blackblood. Ela ia mesmo se casar com o Levi Blackblood! Seu coração parecia dormente em seu peito. Ela amava aquele nome, mas seria um casamento de fachada, não?! Ela poderia usá-lo? Ela queria o sobrenome dele. O Blackblood combinava perfeitamente com o Scarlet, assim como Ginger combinava com Garden. Lentamente, virou-se para Levi, procurando respostas. Era o sobrenome dele, ele o deixaria ficar com ela?
Levi estava lidando com seu próprio turbilhão, sentindo-se o homem mais tolo do mundo por querer que Ginger quisesse o sobrenome dele. Ela iria embora, era isso que sua mente tentava lembrá-lo. Ela precisava ir embora e ele não podia ser o empecilho. Eles não poderiam ser um casal de verdade. O homem mais tolo do mundo, recebeu um olhar, e ele, que não se comunicava com olhares, não entendeu o que era. Ginger o estava encarando com aqueles olhos brilhantes, tinha algo entre as sobrancelhas dela que ele não entendia, mas fazia seu coração acelerar. Ela era tão…
-O que v…você acha?
Impaciente demais para traduzir sinais, Ginger perguntou diretamente. Ela se sentiu uma heroína gaguejando apenas uma vez na pergunta inteira quando se deparou novamente com aquele complexo olhar suave. Levi mal reconheceu sua própria voz quando a respondeu:
-Você decide.
Como uma heroína direta que ela era, Ginger, sem temer se expor ou cair em alguma pegadinha, decidiu:
-Será Ginger Garden de Scarlet Blackblood!
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