O experimento
7 Capítulo 7
Notas iniciais
–P!!!! — Watson falou correndo para ele.
–Watson! Nos traiu por eles? — Raina sorriu.
–Eu vou te matar — Watson respondeu chorando.
Raina começou a andar pela garagem olhando para nós, até que viu Max, tremendo, pálido e pior do que nunca:
–Levem todos eles de volta ao hospital, eu vou matar esse garoto — Ela falou sacando a arma.
–Não! — Falei engatinhando até ficar em frente ao Max.
–Tudo bem, tenho bala para você também — Raina falou mirando.
–Não! Por favor — Dylan gritou.
Raina estava pronta para atirar, foi quando um dos guardas colocou a mão em seu ombro:
–A pílula funcionou com ela — Ele sussurrou.
–Você deve ser a Zoey — Ela falou sorrindo e guardando a arma.
Abracei o Max e o ajudei a levantar, um dos homens de Raina puxou com força meus braços para trás e fomos em fila até o hospital. A noite estava fria, ouvíamos ruídos das feras nos rondando e eu olhava para trás a cada minuto para checar Max.
Estava olhando para o chão quando ouvi três disparos seguidos, ao levantar a cabeça vi que Raina havia matado um tigre durante o pulo e foi possível ver apenas o animal caindo, após aquele alto barulho parecia que todos os outros animais haviam se afastado.
Depois de algumas horas de caminhada chegamos no hostil hospital, fomos revistados e obrigados a usar outra roupa, Max entrou em uma cela com Mike e Lisa, fiquei em outra ao lado com Watson e Dylan. Nos sentamos no chão e ficamos pensando em P:
–Eu sou tão estúpida — Watson falou chorando.
–Não foi sua culpa — Falei.
–Eu deveria saber que foi muito fácil escapar do hospital, eu deveria saber da escuta, eu deveria ter salvo o P — Ela falou.
–Ei, não se pode salvar todos que amamos mas podemos carregá-los em nossos corações, tenho certeza que P morreu feliz por te reencontrar e acreditava que sairíamos daqui, então não desista, não agora que estamos tão perto — Dylan falou.
–Estávamos tão perto — Falei revirando os olhos.
–Acha que o Max e a Jill ficarão bem? — Watson perguntou.
–Eu espero — Respondi.
Aguardamos ali impacientemente, a cada minuto que passava só conseguíamos ouvir o barulho de nossa respiração. Watson pegou no sono após algumas horas, Dylan e eu ainda estávamos sentados no chão:
–Você esta bem? — Ele perguntou.
–Sobrevivendo — Respondi.
–Eu vou tirar vocês daqui, eu prometo — Ele falou pegando em minha mão.
–Eu tenho esperanças — Falei.
–Só temos que tirar todos desse lugar, pegar a chave com a Raina e voltar para o helicóptero — Ele sorriu.
–É tão fácil — Falei.
Depois da conversa me deitei na cama e peguei em outro sono pesado, estava sem pesadelos, apenas sonhando com o Johnson, como se ainda estivesse perto de mim, como se não fosse mais aquela pessoa ruim. No meu sonho estávamos em um parque e eu tentava me aproximar dele, mas quanto mais eu me esforçava mais longe ele ficava, até que ele foi teleportado em minha frente:
–Filha, você precisa acordar! — Ele falou segurando meus ombros.
Estava escuro, havia apenas a luz do corredor iluminando pelo vidro, foi quando abri meus olhos e uma pessoa estava prestes a enfiar uma seringa em mim, involuntariamente bati minha mão contra a dela e a seringa foi arremessada para perto do vidro, chutei a pessoa e fui me rastejando até a parede.
Quando a luz refletiu o rosto da mesma fiquei imóvel, paralisada e confusa:
–Mike? — Perguntei.
–Zoey, não era para você acordar — Ele falou.
–O que você está fazendo? — Perguntei.
–Algo para o seu bem — Ele respondeu.
–Você não está usando a mesma roupa que nós, você trabalha para a Raina? — Perguntei.
–Ela me achou em um dia de caça e me prometeu me tirar dessa ilha, eu não teria que fazer muito e também não tinha sentimentos por você naquele tempo — Ele respondeu. — Agora me passe a seringa
–O que tem nela? — Perguntei.
–Seus pesadelos — Ele falou triste.
Peguei a seringa, injetei em Mike e a larguei tremendo e me afastando. Mike instantaneamente caiu em um sono profundo, a porta estava aberta, acordei Watson e Dylan e escapamos:
–Vocês duas resgatam os outros eu vou ir na sala de Raina buscar pela chave do helicóptero — Ele falou dando um beijo em minha testa.
Watson puxou meu braço e me levou à uma sala, ela abriu o armário e achou um saquinho com pílulas escondido:
–Escondi para emergência — Ela falou sorrindo.
Ingeri a mesma e entrei de cela em cela ajudando nossos amigos:
–Vocês estão bem — Jill falou me abraçando e cochichando algo em meu ouvido — Onde está o Dylan?
–Ele foi pegar a chave do helicóptero — Falei ansiosa e contando sobre Mike.
–Zoey… — Max tentou falar.
–Agora não, preciso tirar vocês daqui — Falei.
Comecei a atravessar a parede com os outros para que já estivessem prontos para fugir, apenas eu fiquei dentro do lugar para ajudar Dylan, o mesmo apareceu pulando de alegria e me mostrando a chave sorrindo. Atravessei com Dylan e corremos o mais rápido possível para o helicóptero, já havia amanhecido e os perigos das feras haviam passado:
–Zoey… — Max falou.
–Max, agora não precisamos fugir — Respondi.
Eu, Max, Dylan, Lisa, Jill, Watson e Brad entramos naquela aeronave. Dylan jogou a chave para Lisa que ia dirigir, porém o objeto passou de Lisa e caiu no chão:
–Bela mira — Lisa riu pela primeira vez.
Dylan estava se levantando para pegar, quando o mesmo começou a flutuar e veio rapidamente em nossa direção parando na mão de Max:
–Posso falar agora, Zoey? — Ele falou devolvendo a chave para a motorista.
–Você tem poderes? — Perguntei chocada.
–Sim, Raina me deu mais pílulas e achou que eu morreria, mas atingi 80% do poder, por isso estava tão doente, estava apenas de adaptando — Ele falou pegando em minha mão.
–Vamos para casa — Falei sorrindo.
–Não liga! Essa droga não liga! — Lisa gritou.
–O que aconteceu? — Brad perguntou.
–Eles tiraram quase toda a gasolina — Lisa gritou batendo forte no manche.
–Eu acho que tem alguns galões na prateleira — Dylan falou descendo.
–Vou ajudar — Brad respondeu.
–Eles estão chegando — Jill falou.
–Como sabe? — Perguntei.
–Me deram pílulas também, ativaram meus poderes — Ela respondeu.
–Jill… — Watson falou.
–Qual seu poder? — Perguntei curiosa.
–Ela rouba a energia vital de qualquer um — Watson respondeu.
Desci e fui avisar Brad e Dylan do perigo que se aproximava, nesse momento o helicóptero começou a girar, olhei para o mesmo e vi Max com a mão levantada do mesmo jeito que o transporte:
–Brad! Dylan! Rápido — Gritei.
Mike foi o primeiro a chegar, ele estava subindo as escadas da garagem para alcançar o helicóptero. Brad havia pulado e entrado no mesmo, Dylan e eu estávamos logo atrás, quando Mike atirou na perna de Dylan, fazendo com que o mesmo caísse:
–Não… — Jill falou se levantando.
–Dylan! — Gritei ajudando-o.
–Parem! — Mike ordenou.
Mike estava se aproximando para nos levar ou para terminar de matar Dylan, foi quando o mesmo parou, não conseguia se mexer, olhei para trás e vi Max com a palma da mão aberta paralisando Mike e que Jill estava ficando com os olhos avermelhados. Coloquei o braço de Dylan ao redor de meu pescoço e o ajudei a levantar, estava tentando levar o mesmo até a única escapatória possível.
Foi então que tudo fico sem som e parecia um pesadelo em câmera lenta, apenas caí no chão, com várias lágrimas escorrendo pelo meu rosto, Raina havia acertado um tiro perto do coração de Dylan que deitou no chão.
Jill ficou com os olhos completamente vermelhos e olhou para Raina que ao ver de quem era alvo tentou escapar, uma luz branca em forma de esfera estava saindo de Raina, passou por cima de mim e ao entrar em Jill fez com que Raina caísse morta no chão. Os guardas haviam chego:
–Vão! Vocês precisam ir, eles vão destruir o helicóptero — Gritei para Lisa.
Lisa acenou com a cabeça e começou a levantar vôo:
–Não podemos deixar os dois ali — Max gritou.
–Dylan, por favor, fica comigo — Falei chorando.
–Desculpa, tentei tirar você daqui — Ele falou.
–Você salvou eles — Falei.
–Não se pode salvar todos que amamos não é mesmo? — Dylan falou.
–Não, mas podemos carregá-los em nossos corações e Dylan, tenho absoluta certeza que você estará sempre presente no meu coração, no da Jill e especialmente no coração do bebê de vocês — Falei sorrindo.
–Jill está grávida? — Ele perguntou.
–Sim — Respondi.
Dylan sorriu na hora, pegou em minha mão e fechou os olhos para sempre.
Os guardas me cercaram, eu apenas levantei a mão como forma de rendimento, sabia apenas que a minha esperança havia acabado.
Uma última lágrima minha caiu no chão, nesse momento comecei a flutuar, várias daquelas luzes saíram dos guardas que tiveram o mesmo fim de Raina, Max estava me levando de volta para o helicóptero apenas com a mente e vi a luz saindo de Mike:
–Não Jill! Por favor, deixe-o vivo — Implorei.
Nessa hora Jill devolveu a luz branca para Mike, quando consegui sentir o chão me senti salva outra vez, Jill estava com o nariz sangrando, fraca e chorando, Max estava mais fraco ainda e já havia soltado Mike, me sentei no meio dos dois e os abracei. Lisa dirigiu para bem longe daquele lugar.
Um mês depois, eu e Max depositamos todo o dinheiro de cobaias para nossa mãe e não quisemos mais vê-la, descobri que Johnson tinha grande quantidade de dinheiro guardado e com sua morte o mesmo foi entregado a nós.
Brad entrou na carreira de lutador profissional, ganhando muita fama, dinheiro e levando em conta o que passou na ilha, posso garantir que faz um bom trabalho.
Lisa continuou com sua jaqueta e seu estilo único, comprou uma moto e viaja de cidade em cidade em busca de novas aventura com sua filha adotiva de 8 anos, Mia.
Max, eu e Jill estávamos morando em uma casa espaçosa afastada do centro. Max voltou para escola e tenta levar uma vida normal, eu e Jill estávamos no hospital:
–Nervosa? — Perguntei segurando sua mão.
–Muito — Ela respondeu.
Fomos chamadas, Jill se deitou e após alguns minutos o médico disse:
–É um menino.
Jill olhou para o ultrassom e sorriu.
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