O escárnio do desejo.

5 Capítulo 5: A flor da pele


Lá estava Gina, deitada na cama, as cortinas todas fechadas, Ferdinando ao seu lado, ela não ousava olhar para ele, quase vomitara em cima do rapaz.
–Ocê não vai dizê nada Gina?
–Dizê oque ara?
–Dizê arguma coisa! Vamô conversa, se anime!
–Ara, ocê que quis fazê companhia pra mim, agora aguente.
–Eu quis fazê companhia purque eu mi importo com ocê!
Mas Gina não teve tempo de responder, pois a professora entrara no quarto.
–Ora mas veja oque temos aqui... Boa tarde Dr. Ferdinando.
–Boa tarde minha cara professora.
Gina imitava os dois "Ara, quanta melação!" disse ela.
–Ciumes Gina? -Provocou Ferdinando.
–Ciumis? Ieu? Ara, eu to inté feliz de a prefessora juliana tê chegado. Nun guentava mais fica cum esse um ai!
–Ara, também não lhe faço mais companhia ninhuma!
–Mió assim!!
–Mentira minha cara. Ocê num vai se livra de mim assim tão facilmente!
–Ara ocê!!
–Parem vocês dois...... e se casem logo! Haha! — Disse a Professora provocando a amiga.
–Si ela tivesse aceitado meu pidido professora, mais essa ai é mais crica que bicho do mato!!
–Mais quanto bestera!! Ocêis são pior junto!
Nando e Juliana trocaram olhares, riram e decidiram fazer uma trégua, afinal Gina não estava das melhores.
–Tudo bem, minha amiga. Eu parei por aqui. Juliana guardara seus livros e sentara em sua cama. "Como está se sentindo?" perguntou a professora.
–Ieu tô mior, tomei uns rémedio, um chá i a tosse tá passando...
–Isso é porque eu passei bem o remédio im ocê! -Disse um Nando malicioso.
–I ocê ispera qui eu ti agradeça por aquilo seu porquera?!
–Um bejinho de agradecimento não seria nada de mais, seria?!
–Ara, mai ocê....
–Vamos parar por aqui vocês dois! -A Professora tomara a atenção para si, levantando a voz — Parecem que em qualquer lugar que vocês dois estejam juntos tem briga. Não se tem sossego, ora!
–Tá certo professora, daqui em diante eu paro.
–Para nada! -Berrou Gina.- Ocê fica qui cum ieu professora, qui daqui a poco esse dai vai cai matando im cima de mim otra veiz, cum aquelas cunversa besta dele.
–Isso é porque ocê nunca faiz nada do que eu peço, Gina. Ai tem que ser tudo a força!
–Mais óia o tipo dele professora....
–Chega!!! Eu já estou farta disso! Vocês que se resolvam! — Assim, saiu Juliana, nenhuma paciência tinha sobrado nela.
–Não perfessora, vorta aqui...... Não mi dexa sozinha com esse um ai não....ara.... -Terminou ela olhando para Ferdinando, que se sentara novamente na cama. "
–Nóis vai sempre vivê assim Gina? Qui nem gato i rato?
–Ocê que procura briga quando vem falar essas bestera nos meus ouvido.
Nando se levantara rapidamente e subira na cama de Gina se apoiando nas mãos, oque a fez se encostar na parede com medo do que o Agrônomo poderia fazer. chagando bem perto dela, ele disse:
–Tudo isso que eu falo procê Gina, num é bestera, é oque eu sinto.

Pausa dramática, Gina estava ofegante.

I... i cum tudo isso qui eu falo procê- continuou ele-ieu não quero arranja briga, ieu quero amor Gina. Eu...eu quero ocê.

Ela estava cedendo com as palavras de Ferdinando e chegando cada vez mais perto do agrônomo. Eis que da porta surge Dona Tê
–Vamo armoçá Dotor Nando...
–Tá aqui? Onde é que tá doendo Gina? — Falou o Engenheiro disfarçando
–Ara é aqui, Ferdinando. — Disse Gina apontando pro olho.
–Ara, que qui ocêis tão fazendo? -Perguntou desconfiada a Dona Tê.
–Ora Dona Tê, não foi nada. "Disse ele se afastando de Gina" a Gina só tava reclamando di um cisco no olho, i eu tava ajudando ela a tirá.
–É, mai agora já saiu mãe.
Gina deu graças a Deus que estava escuro em seu quarto, pois sua cara, não estava muito convincente.
–Aaah, intão tá..... ocê tá im condições di i lá im baixo tomá sua canja cum nóis fia?
–Sabe Dona Tê, eu acho mior não. Traga a canja da sua fia, que eu vô lá fazê um prato pra mim i já vorto aqui fazê companhia pra ela.....

Ferdinando virou e falou baixinho de modo que só Gina pode ouvir:

–Só nóis dois, pra modo de nóis continua onde paramo.
Gina estava pasma e levantou da cama.
–Sabe qui ieu tô mior mãe. Eu vô lá im baixo aromoçá cum TODO MUNDO!Vamo Ferdinando.
Ela saiu do quarto escapulida.
–Vamo Nando?
–Já vou indo Dona Tê.
Dona Tê deixara Nando no quarto. Ele olhou para um lado, para o outro, admirando as coisas de Gina e suspirou.
–Aaah, porque eu me meto cum essa uma. Será que já tá na hora deu disisti?
Ele levantou, foi até a porta, a roupa de Gina estava pendurada ao lado, ele sentiu seu perfume, fechou seus olhos e ficou ali sentindo o aroma doce da ruiva que estava impregnado em suas roupas. Abriu os olhos, olhou em volta do quarto, parando na cama da ruiva sorriu, e então respondeu a si mesmo.
–Ts, nah... Hoje não...
Rindo desceu as escadas para almoçar.

Notas finais
Esse capítulo está pequeno,mais essa paixão deles só tende a aumentar.. Os próximos capítulos estão...ferventes!