O escárnio do desejo.
1 Capítulo 1 : O desejo bate a porta..
Lá estava Gina, no quarto a sós com Nando. Ela ainda esperava que nada acontecesse, mas conhecendo oengenheirocomo ela conhecia ele não perderia a oportunidade de chateia-la, ou na opinião de Nando, corteja-la mais uma vez.
–Ferdinando, que qui nóis tá fazendo aqui?–Gina, eu quero um beijo seu.–Ara!–Eu quero um beijo que você queira me dar. Eu não quero lhe roubar mais nada!–A única coisa que eu quero agora é saí daqui! E se ocê não deixá, nóis vamo tê que rolá nesse chão! Gina estava realmente acoada e aturdida, mas Nando deu umagrandegargalhada.–Pois eu não vejo nada de errado nisso, minha querida. Desde que ocê esteja disposta e que eu não tenha que rola-la a força!–Ahhh! Mas quanta bestage que sai dessa sua boca, Ferdinando!!–Ara, a culpa é sua, visse minha cara. Porque minha boca podia de tá ocupada fazendo outra coisa agora....E como sempre Nando foi se aproximando mais e mais....–Mas oia só você, sai pra lá Ferdinando! Má eu vô sai desse quarto! Disse ela se dirigindo aporta.–Araaaa, má não vai mermo! Não sem antes me bejá! Disse ele fazendo um biquinho, cá entre nós irresistível, mas nossa ruiva resistiu e então falou.–Ué, mais eu achei qui eu não fosse obrigada a faze nada. Só si eu quisesse.–I ocê não qué Gina?–Ara, má é claro qui não sô! I além do mais, nóis tá si demorando muito aqui. Oqui que teupaie tua mãe vão dizê?–Bão eu num sei, mas a Catarina não é minha mãe, ocê sabe disso.–Sabe Ferdinando, "disse ela mudando de assunto" ela tava oiando cum umas cara prêu. Inté parecia qui tava com ciume!Ferdinando ficou preocupado com a acusação, mas logo pensou que era só Gina tentandomudaro assunto.–Ara minha cara, mais isso não tem o menor cabimento. E além do mais não a ninguém que eu quera mais que ocê....–Ocê não vai me deixá saí? Pois intão tá certo, "disse Gina se sentando na cama de Nando" vou só esperá....Nando sem perder tempo se deitá na cama do lado de Gina, em uma pose digamos um tanto quanto sensual...–Pois eu espero o beijo cocê!Gina revirara os olhos, mas se mordia por dentro pelo fato de ter Nando ali, deitado ao seu lado, ahh, como queria beija-lo. Aquele pouco que ele lhe agarrara outro dia não tinha sido suficiente para sentir todas as partes daquele corpo esguio.Acariciaro seu rosto era oque ela mais desejava. Tocar-lhe amão, deslisando pelo braço, para o peitoral, magro porém definido, e indo mais além.Então ela pensou, "E se eu beijá ele, será que ele para?" talvez sim, mas ela não queria que ele parasse. Adorava quando tirava o engenheiro agrônomo do sério. Do jeito como ele chegava perto dela toda vez que ameaçava beija-la.Já havia se passadomeia horadesde o último pensamento de Gina, foi quando ela decidiu. Nando sentiu uma movimentação no lado da cama onde a ruiva estava, saindo de seu pré cochilo e virando-se, viu que ela estava se deitando na cama, ao seu lado, junto a ele. Ficou exasperado.–Ara essa Gina..... Foi tudo oque ele conseguiu dizer, mas a ruiva disparou.–Me bejá Ferdinando.–Oque?–Me bejá logo antes que eu mude de idéia. Vamó cabá logo com isso! disse ela sem olhar nem uma vez para Nando. Não queria encontrar o olhar do amado, já estava feito, não tinha mais volta.Se você visse a cenaondeos dois se encontravam e não soubesse oque estava a acontecer acharia graça, pois Gina estava ali, parada como uma taboa, coma as mão junto de si, esperando Nando ter a iniciativa. Já ele estava comos olhos arregaladospensando "Isso é alguma brincadeira?".–Vamo Ferdinando, tá esperando oque? Eu tô lhe autorizando!Ferdinando olhava incrédulo para Gina, ela não aguentava mais esperar.–Ara qué sabe? Cansei, eu vô me levantá daqui e...–Ocê nem pense nisso!Ferdinando pegara ela no ato! Estava deitada novamente na cama, mas dessa vez o rosto de Nando estava logo acima do seu, ela sabia que agora era a hora, iaacabar comtudo aquilo, ou começar algo novo. Ela preferia a última opção. Olhando em seus olhos Nando disse:–Agora ocê se prepare, minha cara. pois ocê vai exprementá uma coisa qui eu tenho certeza qui nunca sentiu antes. E pra lhe se sincero eu também não.–Tá-tá certo, Ferdinando. Tá.... tá certo.... Ela foi perdendo as palavras a partir que Nando ia se aproximando de sua boca, chegandocada vezcom o corpo mais perto do seu. Estavam realmente em uma posição comprometedora.Nando para começar, deu um simples beijo, sem afobação, sem língua, sem nada, apenas um beijo, um simples beijo,mas quefoi realmente muito longo, ele só queria aproveitar aquele momento. Parou olhou pra Gina. Ela estava de olhos abertos, parecia assustada, mas ele achou que não era o caso, continuou. Lhe deu um selinho, outro, mais outro, o espaço de tempo entre cada pequeno selinho ficava cada vez mais curto. Gina não se mexia, apenas não conseguia, estava com as mãos paradas, juntas na frente da cintura, mas a cada beijo que Ferdinando dava em sua boca, elas se soltavam e eram postas na cintura de Nando. Ele sentiu aquilo, "Oh meu Deus!" pensava ele, "Isto esta realmente acontecendo!". Ele estava empolgado e não deu outra, começou a beijar a ruiva com mais ardor. Passando a mão por trás de seu pescoço, fez pressão para que a ruiva abrisse um pouco mais a sua boca e desse passagem para a sua língua, que não parava quieta no lugar. Pois ela deu, não antes de ir subindo com a mão levemente pelas costas do rapaz e parando igualmente em seu pescoço pressionando sua boca contra a dele com igual força que ele fazia.
Ambos já haviam esquecido que não estavam sozinhos na casa e que lá em baixo, Epa começou a se preocupar.–Ara Catarina, oque esses dois tão fazendo esse tempo tudo?–Ahhh eu não sei Epaminondas, eu num sei! Devem de tá só conversando. Disse Catarina tentando esconder a desconfiança.Mas escadas a cima a coisa começava a esquentar. O beijo que começara delicado, apaixonado, agora entrava em outra fase. As bocas não continham mais as línguas dos amados. Cada uma se enroscava procurando a caricia da outra. Gina apertava Nando com suas pernas enquanto suas mãos acariciavam-lhe o pescoço. Ele por sua vez com das uma mão segurava o corpo Gina contra o seu de modo de podia sentir seus seios quentes e a batida rítmica do seu coração, e com a outra passeava pelo corpo da ruiva, dos cabelos para o pescoço, descendo pelo tronco e parando em sua cintura. Até que Nando teve uma idéia inusitada, "Mas porque não?" pensava ele. No caminho de volta que fez, sua mão se repousou no seio esquerdo de Gina. Ao sentir o toque a ruiva abriu os olhos imediatamente e jogou Ferdinando para baixo de si. "Pronto, eu tô morto" pensou ele.–Gina... Gina eu posso me ispricá.... Começou a gaguejar o engenheiro. Mas Gina o interrompeu.–Não precisa expricá nada, seu porquera.E assim dizendo, fez uma coisa que Nando não esperava. Gina primeiramente sentou em cima do agrônomo, se abaixou e voltou a beijar-lhe loucamente. Ela estava em um lugar um tanto quanto infavorável para Ferdinando, e os movimentos que ela fazia realmente não estavam ajudando, algo começara a reviver em baixo de suas calças. Mas ele não era o único, algo acendera dentro de Gina e ela não conseguia parar. Começou, então a desabotoar o colete de Ferdinando e com um desespero de ambas as partes o arrancou fora, o mesmo aconteceu com o colete de Gina. Nando passava a mão pelo corpo da ruiva de um jeito ritmado: do pescoço para as costas, das costas para a lombar, da lombar para o bumbum e ali parava, do bumbum para as coxas, onde Nando apertava firmemente as partes do corpo da ruiva contra as suas. Ai você me pergunta, "Porque ele apertava as coxas? Não seria mais prático apertar o bumbum?" Seria, mas ele não queria que a ruiva percebesse oque ele estava fazendo com ela, porque aquilo meu amigo, era praticamente fazer sexo de roupa, apenas Gina não percebera ainda.Mas o próximo ato de Gina fez Ferdinando ficar ainda mais exitado. Ela começara a desabotoar sua camisa enquanto ia beijando vagarosamente sua boca e descendo para o queixo,onde mordeu e deixou Ferdinando mais louco ainda por um momento, do queixo desceu para o pescoço e continuava descendo por aquele peitoral "Extremamente branco.." pensava ela e voltava para a boca e descia pelo pescoço e ali ficava enchendo Nando de marcas vermelhas, chupões.Ele não aguentava mais, pegou Gina pela cintura e a jogou na cama para baixo de si. Começou a beijar seu pescoço e abrir-lhe a camisa descendo lentamente chegou a seus seios ali parou, "Não estou indo longe demais?" pensou, olhou para a ruiva que retribuiu o olhar com um sorriso malicioso, isso o fez continuar. Ele abriu seu sutiã, sim ela usava um, e acariciou seus seios enquanto beijava seu pescoço. Mas ele foi mais ousado, continuou descendo com a boca e lambeu-lhe os mamilos*. Aquilo despertou o pior em Gina e ela soltou um grito.–Gina! Ocê fica quieta alguém pode ouvi!–Ara, ocê mi adescurpa Ferdinado! mas também as coisa qui ocê inventa de fazê.....–Não me diga qui num tá gostando.Gina apenas sorriu marotamente, puxou nando e começou a beija-lo. Enquanto ele agarrava sua cintura, as mãos de Gina iam deslisando pelo corpo do agrônomo e achando os botões de sua calça começo a abrir e a puxar para baixo, "Finalmente!" pensou ele, pois a calça estava realmente apertada, o leitor deve imaginar o porque. Mas Nando não se contentou, voltou para os seios da ruiva com uma loucura e um desejo sem tamanho, e foi descendo para sua barriga, abriu os botões da calça da ruiva e voltou a lamber-lhe os seios enquanto puxava a calça pra baixo....... UMA BATIDA NA PORTA!–Ferdinando? Ferdinando meu filho, mas oque qui....... PORQUE ESSA PORTA TÁ TRANCADA??–Se acalme, se acalme meu pai!! disso um Ferdinando esbaforido tentando abotoar as calças, enquanto sua companheira caçava seu colete.–Porque ocêis estão trancados ai? Oque qui ocêis tão aprontando???–Nada, nada meu pai! "Gina passara para Nando a sua camisa que fora parar em cima da comoda." É costume meu trancar a porta, eu e a Gina só tamo conversando. Ele pegara o sutiã da ruiva que estava em cima do abajur e passava para ela com um sorriso malicioso.–Ara Ferdinando! Disse a ruiva com desespero, como ela podia rir em um momento daqueles?–Ferdinando Napoleão, abra já essa porta!!–Já vou meu pai, carma!!Nando estava checando os últimos detalhes vendo se estava da mesma maneira que entrara ali. Gina estava terminando de arrumar os cabelos e estava ajeitando a cama. eles trocaram olhares de positividade e Nando abriu a porta. Um Epaminondas soltando fogo pelas ventas entrara pelo quarto.–Mas oque qui tá se assucendendo aqui? Posso sabê!!??–Ara, nada seu Epaminondas. Oque haveria de tá acontecendo? Disse Gina, o mais santa que podia.–É verdade meu pai, oque poderia de tá acontecendo?Algo martelava na cabeça de Epaminondas, mas ele não se atreveu a dizer.–Bão... bão..... eu num quero sabê!! Todo mundo pra fora desse quarto já.Não deu outra, em menos de um segundo Nando e Gina se encontravam fora do quarto, com medo que o Coronel desconfiasse de algo mais. Desceram as escadas os três.–Oque eles tavam fazendo lá im cima Epaminondas? Perguntou Catarina.–Nada, nada minha cara. "Tratou de responder Nando." Nós só estávamos conversamos e perdemos o.... rumo, do tempo.–É verdade dona Catarina, "concordou Gina" não quero que a senhora pense mal de mim...–Tá certo, imagine minha querida. Falou a Madame com uma desconfiança maior que o mundo.Silêncio.–Bom se ocêis não se importam eu já vô me indo. Passar bem.–Deixe que eu te acompanho até a porta. Se ofereceu Ferdinando.–Nã ã ni na não, Nandinho "Interrompeu Catarina" . Ocê fique ai cô seu pai, qui eu levo essa bela moça até a porta, sim?! Disse ela se trimilicando tudo!E assim se fez, Nando não teve como se despedir de Gina, nem como falar sobre o que acabara de acontecer, mas lhe dirigiu um sorriso, que foi retribuído por um sorriso acanhado da ruiva. Um último olhar e Gina se foi pela porta.
Notas finais
E a cada toque o desejo aumentará...
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