O escárnio do desejo.
7 Capítulo 7: O ápice da paixão
Ferdinando não desperdiçara um só momento. Voltando para a boca da ruiva, a beijava, enquanto ajeitava o seu instrumento, que enfim, com uma explosão de desejo invadiu o corpo da ruiva...Mais ele não completou,não a invadiu totalmente,porque apesar do intenso desejo que emanava deles,ele não havia parado para pensar que aquela era a primeira vez dela e que provavelmente ela não sabia o que a esperava,e no mesmo instante em que pensou nisso olhou para Gina que o segurava firmemente o pescoço e se retirou de dentro dela,ou pelo menos da metade dela,ela o olhava assustada como se não soubesse mais o que fazer,e ele a encarava da mesma forma,como se tivesse se esquecido de tudo. Queimando ainda de desejo e dúvida,a ruiva perguntou com a voz abafada:
–Já...foi? É desse jeito mermo?
Ferdinando não pôde deixar de dar uma risadinha,e a olhando fixamente respondeu:
–Não,num é desse jeito mermo,e leu neim quero que seje
–Ara como assim Ferdinando?
–Gina... sussurrava enquanto lhe beijava a boca suavemente – eu não quero que ocê sofra,quero que ocê fique bem..
–Mai ieu num tô le intendendu,caso de que eu havia de sofrê?
Ferdinando ficou confuso..Dona Tê não havia explicado as coisas para ela?Será que ela era mesmo tão ingênua assim? Ele estava louco de desejo de possui-la ali,agora,mais sabia que tinha de lhe falar,e tentando ser o mais carinhoso possível disse:
–Gina,venha aqui..
Gina não estava entendendo nada daquilo,e pior,não estava gostando,até agora pouco estava ardente em todas as partes do seu corpo, a vontade de ter incontrolavelmente Ferdinando dentro de si a deixava louca, e era isso que ela estava ali naquele momento,louca,de desejo,de raiva,de tudo.
–Ferdinando..o que foi? Ieu fiz arguma coisa errada?
–Ocê-dizia ele olhando bem fundo dos olhos da amada -num feiz nada di erradu,iei é que tava indo rápido dimais i esquecendo certas coisas..
–Qui coisas?
–Ocê Gina..é craro que ocê nunca feiz isso antes num é mermo?
–Ara Ferdinando,mais é craro que não sô!
–Ocê..é virgem.
Gina ficou vermelha de vergonha,tarde demais para sentir vergonha estando os dois ali nus,mais respondeu com a cabeça que sim..Isso foi a deixa que Ferdinando teve para a abraçar e dizer em seu ouvido:
–Eu lhe amo,e num vô lhe fazê sofrê, vai sê tudo direitinho tá? Gina a primera veiz tem que sê cum carma caso que si não..
Gina o calou com um beijo
–Num diga mai nada Ferdinando,leu já intendi..ieu me dexei leva e neim pensei nessas coisa..mai eu sei..
“Graças a Deus” pensou ele,assim ele não precisaria ter que explicar como tudo aquilo funcionava, ela não era assim tão ingênua quanto ele pensava,não mesmo..
–Ocê,confia em mim Gina?
Ela olhou para ele,e foi como se naquele momento suas almas estivessem unidas,como se a alma dele estivesse dentro dela,e a dela dentro dele,era uma coisa única,como se dois corações fossem um só..Gina deixou uma lágrima escorrer no canto do olho e disse:
–Craro que eu confio no cê ,porque eu lhe amo seu engenherinhu,e se eu não lhe amasse num estaria aqui co cê!
Ferdinando estava com a respiração acelerada,como se o coração fosse saltar pela boca..Meu Deus,ele amava aquela mulher e a queria,não só ali e agora,mais para sempre..
–Ocê num sabe o quanto eu também lhe amo brabeza!E a respeito,nóis tamo namorando sim sinhora!
E entre risos,ele a deitou novamente,dessa vez mais suave,ele queria que aquele momento fosse especial e inesquecível,queria torna-la mulher com todo o amor que havia dentro de si,e como antes, o desejo incansável voltou e parecia que os destruiria a qualquer momento,era insuportável..Ele começou a beijar-lhe a boca,enquanto ela agarrava sua nuca com delicadeza,vez ou outra eles se olhavam e sorriam,como dois bobos,e isso fazia o desejo aumentar mais ainda..Ele desceu a boca para o pescoço da ruiva,que estava se contorcendo embaixo dele,e sentiu que ela estava explodindo enquanto ele carinhosamente beijava seus seios,passando a língua sobre cada mamilo,ele sentia ela gritar por dentro,e sabia que depois de tudo aquilo teria bons arranhões e apertões em suas costas,por causa do tanto que ela fincava suas unhas lá.
–Ferdinando – dizia ela implorando por ele,como se necessitasse dele para viver
Mais ela não mais o queria depressa,ela o queria calmamente,por inteiro,queria sentir cada momento de tudo aquilo,que para ela era totalmente novo e maravilhoso.. “Como pude pensar um dia em não querer isso?” Pensava ela enquanto o Engenheiro a beijava em todas as partes do seu corpo e ela sentia seu membro ardente perto da sua parte mais quente,era insuportável senti-lo encostar lá repetidas vezes,era como se ela o pudesse sentir dentro de si,o mesmo desejo que ardia nela era o mesmo que ardia nele,ela nunca se sentira tão ligada a alguém como estava se sentindo naquele momento.Ela estava ali,totalmente entregue a ele,ela era dele, e ele era dela,e isso ninguém mudaria.
Ferdinando a beijava com ansiedade,e sabia que não iriam aguentar mais,então ele delicadamente se arrumou em cima da moça,olhou-a apaixonadamente e disse:
–Eu lhe amo,e ocê há de sê minha pra sempre...
Ao ouvir isso,Gina explodiu de paixão,e com os braços em volta do pescoço do amado ela o sentiu,delicadamente entrando dentro dela,ela não pôde deixar de gemer,e o mesmo aconteceu com ele que gemia a cada vez que entrava mais fundo..Até que ela sentiu,sentiu ele a fazendo mulher,deu um grito abafado de prazer e surpresa ao mesmo tempo,e fincava novamente suas unhas nas costas do Engenheiro..Ela começou a sentir lágrimas descerem por seu rosto,lágrimas de felicidade,ela estava sorrindo por dentro,mesmo pela surpresa de tê-lo dentro de si, o que no começo achou estranho,mais agora era como se fizesse parte dela,e ela o sentia maravilhosamente, e mais ainda quando ele investia mais e mais,cuidadosamente para não machuca-la...”Como se fosse possível.” Pensava ela,era impossível pensar que tudo aquilo a machucaria,era...incrível!A dor do rompimento de menina para mulher havia passado tão rápido como se nunca tivesse existido,agora era só prazer,só e mais nada..Ferdinando ao perceber que a ruiva tinha lágrimas em seu rosto,a olhou assustado e perguntou:
– Machuquei ocê?
–Não..
–Intão pruquê essas lágrima meu amor?
– Filicidade..
E esbanjando um lindo sorriso o puxou para si,beijando-o apaixonadamente e querendo que ele se movesse mais dentro dela,e ele correspondeu aos seus anseios,não deixando a desejar,ele a possuía mais,cada vez mais,a fazendo delirar,gritar..Ele estava dentro dela e ao mesmo tempo a beijava nos lábios,nos seios,no pescoço..era uma explosão de amor,era como se eles não quisessem que aquele momento acabasse jamais,a sede deles não saciava,eles haviam perdido a noção do tempo..Estavam completamente ofegantes,suados,suas forças estavam no limite! Ferdinando caiu em cima de Gina,e sentiu seu coração pulsar juntamente com o dela,os dois corações estavam na mesma batida,e isso o fez sorrir,e se retirando de dentro dela com cuidado, ele a beijou,a beijou como nunca antes tinha beijado mulher alguma..pois ele a beijou com o seu coração,com a sua alma,com tudo de bom e tudo de ruim que existia dentro dele,com todas as suas forças e fraquezas,com todo o amor que existia nesse mundo,e ele soube naquele momento,tanto quanto ela,que a partir daquele dia eles pertenciam um ao outro,de corpo,alma e coração..
Havia se passado minutos,minutos que pareciam horas,Gina estava recostada no peito de Ferdinando,abraçados,sem proferir palavra alguma,somente ouvindo a respiração e o coração um do outro.
Ferdinando pensava no quanto era sortudo por te achado ali naquele fim de mundo uma mulher como essa,uma mulher que despertava todas as emoções nele,e isso o fazia querê-la como nunca. E Gina..Gina estava vendo estrelas,nunca imaginara que aquilo tudo fosse ser tão bom,tão maravilhoso,e como Ferdinando foi bom,carinhoso,mostrando para ela que se importava e a queria feliz..E se ambos tinham alguma dúvida do amor deles,todas tinha acabado naquele momento..
–Ferdinando?
–Hum? – respondeu ele como que despertando de um sonho,um sonho que no caso era a realidade.
–Ieu tava pensando aqui..
–Nu quê?- disse beijando-lhe a testa
–Ara,isso tudo foi muitu bão – falou mesmo que morrendo de vergonha- mai eu penso qui..ara
–Disimbuxa muié! – Ferdinando falava rindo
–Ara,nois num semo casado, é isso! Ieu achu qui é errado né não?
Ferdinando parou por um momento,não havia realmente pensado nisso,mais sua preocupação acabou no instante em que começou.
–Gina,nóis num semo casado ainda...
–É u que?
–É issuu mermo..casu que nóis vamo casa!
– OcÊ tá mi piidindo em casório?
–Meu amor,o meu pidido oficiar de casamento vai sê mai bonito,mai por enquanto,entre nóis sim
Ela ia falar ,mais ele lascou um beijo em sua boca e disse:
–Ieu num quero que ocê responda agora,só quando eu pidi oficiarmente,estamos intendidus?
Gina tinha como questionar?Aquele sorriso dele a desmontava por inteira,ela só podia era concordar.
–Ara,tá bão! Mai Ferdinando! Nóis temo que i! O pessoar lá devi di tá tudo esperando nóis!
–Devi di tá mermo Gina,mai pra quem já isperô tanto num custa nada isperá mai um poco né mermo?
Ela o olhou sem entender,viu o sorriso malicioso,aquele sorriso de novo..
–Ara Ferdinando, no que ocê tá pensando?
–Nada Gina..- dizia ele enquanto a puxava para si — só qui nóis suô muito e precisamu de um banho ocê num acha?
–Mai vai demora! Até qui eu vá tome banho e dispois ocê vá e tome o seu,ara,amanhã nóis chega lá na sua casa!
–Gina Gina..
Ele a beijou,sentindo seu desejo por ela voltar novamente..
–Minha querida,junte suas ropa e vai lá nu banheru,qui eu já vô lá lhe leva uma coisa..
Gina sabia que ele estava aprontando,mais fez o que ele pediu,juntou suas roupas e desceu para o banheiro enrolada no lençol,começou a encher a banheira..Aquilo teria que ser rápido porque se não daqui a pouco seus pais estariam malucos de preocupação..A banheira encheu,e ela prendeu seu cabelo,para que depois fosse mais fácil soltar e deixar parecido com o jeito que a Professora tinha arrumado,entrou na banheira,encostou,fechou os olhos por segundos,e quando abriu deparou-se com Ferdinando ao seu lado,nu..Ela não disse nada,só o viu entrar na banheira junto com ela,e respondendo ao olhar de surpresa dela ele disse:
–Ara Gina, ocê merma num disse que ia demorá muito nóis toma banho separado? Nóis toma banho junto intão..
Gina fez a cara mais maliciosa que Ferdinando já havia visto ela fazer..
–Ocê seu engenherinhu..é mermo muitu du espertu ..
Dizendo isso ela o puxou para cima de si,beijando-o deliciosamente,um em busca do outro novamente,as partes dos dois anciosas por se encontrarem novamente..Era como se aquela água fosse um vulcão em plena erupção,parecia que estava saindo fumaças de dentro da banheira,e poderia mesmo estar,pois novamente ambos se entregaram ao amor, ao desejo,ao prazer incansável que teimava e fervia dentro deles.
Depois de duas entregas ao amor,ambos se arrumaram e voltaram para casa de Epaminondas,e ao chegarem lá os pais de ambos estavam preocupados com a demora dos dois,encheram-lhe de perguntas, o que ambos responderam conforme haviam combinado,que haviam ido andar e pararam para conversar e esqueceram a noção do tempo..e bem,todos engoliram essa história,para a sorte deles..Se sentaram na mesa,Gina do lado de Ferdinando.
–Mai a conversa ducêis devia de tá boa mermo hein,pra modi di esquece du nosso armoço! – falou entre risos Catarina
Ferdinando olhando maliciosamente e ironicamente para Gina respondeu:
–Tava.tava boa mermo nossa conversa,mai qui boa,tava...divina!
Gina o respondeu revirando os olhos,como aquele um podia ser tão..tão....delicioso?
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