O entardecer de um amor incompleto
2 A fria chuva passa e o sol forma um novo arco-íris
Depois de alguns dias, eu estava dando aula aos novatos. Aquela seria a última aula do dia, e tinha sonhado com o Inaba na noite passada. No sonho, ele estava conversando comigo, parecia ser uma pessoa compreensiva e gentil ao me escutar falar sobre meus problemas. Mas, de repente, vem a minha mente aquelas memórias horríveis de quando ele me agarrou e colocou-me contra a cama sem hesitar, e vagarosamente foi tirando minhas roupas, não importava o quanto eu gritasse, suplicasse para que me soltasse, ele continuava a fazer as suas tramas asquerosas. Quando pensei que havia acabado, ele enfiou aquela coisa dentro de mim, parecia estar a tirar sarro de minha cara, pois ficava o tempo todo rindo, falando algumas palavras do qual eu não conseguia entender.
Quando ele terminou, eu não queria acabar fazendo alguma "bobagem". Desejava sair de lá o mais rápido possível. Meu corpo suplicava por mais, porém, eu não queria isso, não com ele, não desse jeito. Então, sai correndo.
Agora que ele voltou, o que será de mim dessa vez? Acordo com pavor, tentai beber um copo da água, mas acabei o derrubando no chão, o copo por ser de vidro, estilhaçou-se, e acabei fazendo um pequeno corte em meu rosto.
A manhã se passou rápido, enquanto eu dava as próximas instruções, eu não conseguia parar de olhar o Inaba, e sem que eu percebesse, lá estávamos nós dois as sós como no dia anterior e quando fui sair, o Inaba me segurou pelo pulso e me colocou contra a parede, assustado, fitei seus olhos.
__O que você está fazendo? Eu tenho que ir...
__Para onde? Você realmente está em condições disso?
__Do que você está falando?
__Você está todo vermelho desde que entrou por aquela porta, e o que aconteceu para ter se ferido?
__Mas o quê? __Fale voltando a mim e desviei o olhar.
O que está acontecendo? Por que aquele desejo está voltando? Mal consigo olhá-lo sem pensar em coisas eróticas...
__Você está bem?
__Sim, agora me deixe ir... __Falei ao tentar me livrar dele, mas de nada adiantou. Pensei que já que aquela seria praticamente a ultima vez que o veria, não faria diferença se eu falasse o meu verdadeiro nome, e disse sorrindo levemente. __Ou você irá fazer as mesmas coisas que fez naquela noite?
__Do que você está falando? __Ele disse assustado, sem entender o que havida mudado em mim, e isso o fez quase tremer.
__Você não se lembra, Inaba? Daquela noite em que você nem se importou comigo, e fez todas aquilas coisas horríveis. __Fale querendo o dar medo.
__Mas, do que você está falando?
__Não se lembra de mim?! O meu nome verdadeiro é Rick!
Naquele momento, Inaba se lembrou de mim, porém, ele não se lembrava daquela noite de horrores, talvez por que nós dois nos lembrávamos deste momento de modos diferentes.
__Mas... você desapareceu... eu não entendo. __O puxei, fazendo-o me beijar.
__Se você não se lembra, o farei se lembrar e sentir na pele o que eu senti naquele momento. __Falei declarando minha vingança.
Ao sair de lá, pensei, o que eu estou fazendo? Por que falei aquelas palavras para ele? Nem tenho coragem para fazer isso. O que está acontecendo comigo? Ele pareceu tão... não, se não souber me controlar, irei acabar... Aquelas imagens voltaram a tona.
__Não, isso nunca irá acontecer, não comigo! __Pensei alto, entretanto, não havia ninguém para me ouvir.
Enquanto fiquei pensando, ia em direção a meu apartamento... e novamente aquela mesma pessoa estava na porta.
__Deste quando você está aí?
__Faz pouco tempo. __Shisemi sorriu.
__Irá ficar para comer?
__Depende, o que terá dessa vez?
__Será sopa de missô. __Falei contente, pois era a minha comida favorita.
__Mas é isso o que você tem comido direto!!!
__E que mal há nisso?! É muito gostoso, além de poder ter sabores variados!
__Não interessa. Venha, nós iremos comer fora, hoje. __Me arrastou, mesmo eu tentando voltar.
__Mas e a sopa de missô?
__Ela não sentirá a sua falta, então vamos!
__Minha sopa de missô... __Reclamei já no restaurante, ao comer arroz e batatas fritas.
__Se você continuar reclamando, irei comer a sua comida! __Shisemi pegou uma batata de meu prato.
__Mas você já tem o seu! __Afastei meu prato do alcance dele.
Depois de um tempo de silêncio.
__Por que você está com essa cara tão triste? __Shisemi perguntou.
Resouvi contar tudo para ele, enquanto este estava tomando Sunday de morango, e acabou se engasgando quando falei que havia beijado o Inaba, mas logo se recuperou.
__Por que você fez isso?
__Não sei, eu só... __Olhei para Shisemi que parecia estar indignado com isso. Se falasse o motivo, ele poderia usar isso contra mim. __Só fiquei com remorso do passado e fiz sem pensar. __Pareceu que ele sabia que inventei isso, além do mais se fosse verdade eu já teria feito com ele a muito tempo.
Depois que voltei para meu apartamento, estava saindo fumaça de dentro dele, depois de eu te-lo aberto, um cheiro forte de queimado e fumaça saíram dele e foi se alastrando quase que pelo corredor inteiro e tudo isto por causa da sopa de miso que ficou no fogo durante quase 2 horas, eu tive que enfrentar tudo aquilo para consegui desligar o fogão e colocar água na panela que já estava seca, com as verduras e carnes todas grudaram na panela e pareciam querer fazer parte dela.
Depois daquela longa noite, eu acordo com o bendito pesadelo de antes e fui dar uma volta para esquecer disto, mas quando o elevador abre as portas eu vejo o Inaba que estava lá sozinho e digo.
–melhor eu ir indo pelas escadas -eu não queria ver a cara dele tão cedo, muito menos ficar no mesmo lugar que ele nos finais de semana.
Mas o Inaba me agarra pelo braço e me puxa para dentro do elevador que logo fecha as portas.
–mas o que é que você tem? por que você fica sempre.. -antes que eu terminasse a frase ele me beija do nada me fazendo ficar corado, mas não quis me entregar a ele que logo diz
–eu.. só não consigo ficar longe de te. -e continua com os seus beijos que me faz quase derreter, eu o coloco contra a parede do elevador depois do beijo eu lhe digo tentando ameaça-lo, mas ele não pareceu levar a sério.
–eu lhe odeio, então não pense que eu não irei lhe matar depois disto!
–se você me odeia, então o que foi aquele beijo que você me deu ontem?
–isto...eu não fiz aquilo por que eu quis, foi o meu corpo que.. -eu paro e penso, a quem eu estou enganando? eu fiz isto por que eu achei ele meio fofo e.. mas ele não é. -eu o largo e falo olhando para o lado -foi o meu corpo que se moveu, então eu tenho nada haver com isto. -o Inaba me olha com um olhar assustador, eu fico paralisado com o seu olhar e o elevador chega ao destino dele que logo sai.
Em quando eu fico a dar o passeio, fico com os meus pensamentos, mas ele devia estar neles o tempo todo? será por que ele faz isto comigo, em quando tem tantas outras pessoas que ele poderia estar..-eu me lembro da tal declaração do Inaba de a pouco- aquilo que ele disse só poderia ser uma mentira, pois ele nunca pensou em mim, ele sempre... sempre esteve rodeado de garotas e nunca foi gay, pois até tinha uma namorada, então por que ele iria se apaixonar por uma pessoa miserável como eu que nunca teve sorte na vida? talvez ele tenha finalmente tido o que merecia e agora pensa que se me conquistar voltará tudo ao normal?.. acho que isto só acontece nos animes, mas por que ele fica sempre me fazendo ficar parecendo ser uma pessoa inferior a ele todas as vezes, deste o colégio... me pergunto o que ele tem feito deste que eu fugi dele, não que eu tenha mesmo fugido, eu só estava querendo distância de meu estuprador, mesmo que ele seja a pessoa desejada.. e bem, se eu tivesse ficado lá poderia ter feito o mesmo com o Inaba, mas o que ele iria pensar de mim se eu o fizesse? não posso ficar próximo dele, muito mais por que ele fica me fazendo ter tais vontades que talvez nem eu consiga controlar.. se ele conhecer tal lado meu, não saberei como agir depois... -eu acabo batendo contra uma garota que cai no chão ou foi o que me pareceu.
–me desculpe, você está bem senhorita? -eu falo estendendo a mão para ajuda-la a levantar, mas esta se levanta sozinha.
–o que você pensa que está fazendo no meio da rua? -eu me espanto com suas palavras e de fato eu estava mesmo na rua, eu a seguro pela mão e saio correndo para a calçada mais próxima de nós.
–desculpe, por isto senhorita, você está bem? -eu acho que ela pode ter se machucado em quando eu a segurava ou quando caiu ou quando uma moto quase a atropelou.
–estou bem, mas por que você estava no meio da rua?
–é que, sabe eu nem havia notado que estava na rua, então seria muito normal eu ter sido atropelado e tal, obrigado por me avisar antes que algo assim acontecesse.
–tome mais cuidado da próxima vez, eu tenho que ir.. -quando ela estava quase fora de vista ela para, vira para mim e diz -a propósito, o meu nome é Juliete. -e em seguida sai correndo apresada.
Eu acho que já ouvi este nome em algum lugar, mas a onde? eu continuo a pensar e descobro que o nome da namorada do Inaba no colegial era Juliete, mas será que elas são a mesma? acho difícil isto.
Depois de algumas quase mortes, eu começo a andar de volta ao apartamento com medo de ter algum ferimento sério e ir parar no hospital, mas o Inaba tinha que aparecer, mas testa vez para a minha sorte ou para o pior tinha outras pessoas no elevador, quando eu sai do elevador ele saiu junto.
Não acredito que agora ele virou um perseguidor, se bem que ele vez isto naquela noite.
–o que você quer comigo, que sempre está me perseguindo?
–você nunca pensou alguma vez que as minhas "perseguições" não passassem de coincidências? você por acaso nunca pensou nem sequer que eu tivesse ido parar na fábrica de seu pais por acaso?
–bem isto..
–será que tudo isto não é apenas na sua cabeça?
–não me fale isto como se você tivesse dota a ração do mundo com estas coisas, pois eu sei que você não... -eu paro de falar de repente e fico mudo, pois se eu falasse algo tão pessoal dele, ele irá notar que eu estava sempre o observando as escondidas
–o que Rick, o que você sabe sobre mim? -ele diz sério
–nada não, você não vai para a sua casa? é que sabe, está ficando tarde e eu não quero ficar aqui sabendo que você ficará por ai.
–não tem problema, eu fico com você. -ele diz com um sorriso no rosto
–não vai ficar na minha casa não! -eu protesto
–por que não? está com medo de eu fazer alguma coisa?
–não é exatamente este o problema.
–então qual é? -eu o encaro com uma cara de arrepiar
–você não irá dormi na minha casa por que primeiramente é um apartamento e eu não permitiria uma pessoa como você entrar nela, então tchau -eu falo abrindo a porta e quando eu tentei fecha-la ele estava com a mão na frente empurrando a porta, eu tive medo de machuca-lo e acabei diminuindo as minhas forças o que acabou permitindo a entrar dele, pronto agora se o Shisemi aparecer o Inaba irá pensar que estamos tento um caso ou algo do tipo, se bem que isto não seria tão ruim.
O Inaba entra e vê o outro todo encolhido em um canto próximo a porta agachado, e este se agacha e pergunta
–você está bem?
–não, está nada bem, tem um maniaco por sexo dentro da minha casa..
–eu não sou um maluco por sexo! -o Inaba diz meio assustado como o ponto de vista do Rick, mas o Rick ouve nada além de seus próprios pensamento e continua a falar quase que sem parar.
se o Shisemi não aparecer o que será de mim perto deste cara? e por que ele iria estar sempre me perseguindo e também tem a tal namorada dele e... -o Rick parecia estar prestes a explodir que nem uma bomba nuclear a qualquer momento, quando o Inaba se cansou totalmente de tentar entender as coisas que começaram com coisas compreensivas e estavam se tornando cada vez mais sem nexo algum, ele bateu no Rick e grita irritado
–eu ainda estou aqui, então não fique agindo como se só você existisse no mundo!
–minha cabeça e meus queridos ouvidos estão doendo! -ele diz parecendo ser uma criancinha do precinho quase a chorar.
–agora ousa aqui, eu não sou um maniaco por sexo, então não me tema.
–como se eu fosse confiar em você.
–ora seu pirralho mimado! eu te pego! -o Inaba diz ao correr atrás do Rick.
Após os dois fingirem ser criancinhas e não conseguirem correr mais, os dois ficam em um silêncio mortal, que ele resolveu quebrar.
–então este tempo todo em que você estava sumido, você estava aqui numa boa com o seu trabalho e tal?
–sim e você? o que tem feito neste tempo?
–eu tenho continuado a escola, fui procurar um emprego e este parecia ser o mais fácil.
–como você pode dizer que é fácil!? você faz ideia de quando tempo eu demorei para aprender estas coisas?
–eu não sei, mas tudo foi sempre complexo para você.
–isto não é verdade! quero dizer, nem tudo era.
–o que aconteceu para você fugir?
Eu fico o encarando
–você realmente não se lembra Inaba?
–do que?
O Rick fica com a cabeça baixa e sem responder a pergunta do Inaba se levanta e diz sem olhar o rosto do outro e indo para o quarto.
–você irá dormi no sofá. -a sua voz ficou tremula na última vez que falara.
continua...
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