O enigma das bonecas
12 A câmara dos gritos
Na mansão, os espíritos malignos observavam Jennifer sendo levado pelo espirito até o tumulo de onde ele saíra. Elas não paravam de rir do grito alto que Jennifer dera, menos Amelie, que estava sentada ao lado de Sabrina que brincava com seu vagalume.
– O que você acha da Jennifer Amelie? – perguntou Sabrina.
Amelie parou de desenhar na parede ao seu lado e falou:
– Acho que ela é bem diferente dos outros Vermes, ela é tão boa com nós mesmo sendo torturada.
– Então... o que você sugere que façamos? Ajudaremos agora? Você sabe que aqueles que entram na câmara dos gritos nunca mais consegue sair.
– Jennifer conseguirá – disse Amelie confiante – Jennifer é esperta demais para morrer lá.
Mas por um momento Amelie ficou desanimada.
– Por que você está chorando Amelie? – perguntou Sabrina.
– Temos que ajuda-la de alguma forma no conselho, enquanto ela está resolvendo estes enigmas de alto nível de maldade, devemos tentar convencer à outros membros do conselho para mudarem de ideia.
Enquanto isso, nos sonhos de Jennifer.
Ela estava em um campo verde e calmo, era o mesmo lugar onde estava em sonhos passados, mas desta vez não havia nada de errado, nenhuma presença maligna. Jennifer olhou ao seu redor e para sua tranquilidade o dia brilhava, ao olhar para a floresta viu que na entrada dela havia um menino de colete marrom.
Ao se aproximar do menino, ele começou a correr floresta adentro.
Jennifer com sua curiosidade não parou de segui-lo.
– Espere! – gritava Jennifer se esquivando dos galhos de arvores e saltando por cima das raízes.
Ela continuou até tropeçar em uma raiz e a rolar por uma serra abaixo, os galhos que espetavam seu rosto e mãos não a feriam. Parou de escorregar pela serra quando caiu em um monte de folhas entrando no outono.
Enquanto ela sonhava, seu corpo agia por sonambulismo e começara a ficar de pé em uma sala escura com grades, a porta da sala se abriu sozinha e Jennifer foi em sua direção.
Ela saiu do monte de folhas e viu que à sua frente tinham duas paredes esculpidas por tijolos, ela começou a andar pelo corredor a sua frente até ver o menino dizendo:
– Venha! – disse ele.
– Espere! – ela disse.
O menino corria e dobrava nas esquinas do labirinto enquanto Jennifer o seguia.
Caminhando pelos corredores escuros e entrando e saindo de salas estranhas, começou a ir em direção à uma grande porta de ferro, bem grossa e cheia de trancas que começaram a se destrancar sozinhas e se abrir para que Jennifer entrasse.
O menino parou em frente à um lago no centro do labirinto e disse:
– Tire suas roupas – disse ele.
Jennifer ofegante respondeu:
– Por quê?
– Vamos tomar banho agora.
Jennifer entrou na grande sala escura.
Jennifer retirou todas as suas roupas, o menino começou entrou no lago e deu um mergulho. Quando Jennifer ia fazer o mesmo, só conseguiu entrar no lago, mas foi impedida de dar um mergulho por uma voz que irrompeu toda a tranquilidade do labirinto.
– Não Jennifer!!! – era a voz de Amelie.
Começou a chover e Jennifer sentia muito frio pois a agua era gelada.
Ao acordar do sonho percebeu que no teto havia chuveiros que estavam rojando água em cima de Jennifer, mas ao olhar ao redor havia muitos e muitos cadáveres de pessoas mortas. Jennifer começou a correr para trás e viu a porta começar a se fechar lentamente a medida que um gás era liberado para sufocar Jennifer.
Com toda sua velocidade conseguiu sair de lá pela brecha pequena que a grande porta estava formando. Caiu no chão fora da sala e olhou para a grande porta que se fechava, tossindo muito e extremamente ofegante devido ao gás tóxico que havia respirado. Percebeu que gritos abafados de pessoas vinham daquela sala e de repente pararam.
Levantou-se e tirou do bolço de seu vestido molhado um palito de fosforo. Não conseguiu ascende-lo pois a madeira estava muito molhada.
Começou a tremer de medo e de frio, seu pânico da escuridão apenas fazia com que ela ficasse mais assustada, escutava risadas vindas do corredor.
Tropeçou e caiu no chão, começou a tatear o chão até que encontrou uma lanterna velha.
Para sua alegria, ela ainda funcionava e serviu para ajuda-la a encontrar o caminho de volta para sair daquela câmara.
Ao se aproximar de uma porta onde dava entrada uma sala de pesquisas escutou mais risadas e umas conversas.
– O Verme realmente levou a melhor agora, uma morte rápida e dolorosa – disse uma voz de um homem.
– Vocês conseguiram ouvir os gritos de desespero dela? Foi a coisa mais surpreendente que eu já ouvi.
A conversa não passava de zombarias.
“Eles acham que eu estou morta” – pensou Jennifer.
Ela olhou para o outro lado e viu que havia outra porta.
Entrou lá e se deparou com um vestiário. Começou a andar agachada e sempre olhando ao seu redor para ver se alguém estava lhe seguindo. No vestiário haviam inúmeros uniformes listrados com os mais variados sapatos que serviam de abrigo para ratos.
Entrou em outra câmara e se deparou com um corredor cheio de selas.
Entrou no corredor e começou a andar com passos lentos dentro dele, sem olhar para trás mal sabia que alguma coisa à estava seguindo. Quando escutou alguns gemidos virou-se contudo para iluminar seu caminho escuro e viu que inúmeras criaturas semelhantes à que estava presa na mansão, começavam a gritar.
Jennifer começou a correr em disparada pelo corredor até ver uma porta no final dele, ela abriu-a e entrou na sala que se estendia à sua frente, fechou-a e começou a correr de novo até a outra porta em que estava aberta. Ao passar pelas escadas viu que haviam escadas que subiam para uma luz, talvez a luz da lua.
Começou a subi-las, mas as criaturas subiam aos pulos e tentavam agarrar as pernas de Jennifer.
Jennifer tropeçava e caia, continuava subindo mesmo tendo que chutar a cara de muitas criaturas.
Conseguiu chegar até a porta e a fechou com tudo.
Agora ela estava gritando de alivio por poder ver a luz da lua, ela estava agora no cemitério.
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