O encontro do
1 Capítulo 1
Eu estava de saída do colégio quando avistei meus seguranças.
— Lakishmi. – Meu irmão gritou ao me ver.
— Oi Raj. – Respondi revirando os olhos.
— Qual é? Por que você me trata assim? – Raj perguntou baixinho enquanto andava ao meu lado.
Eu particularmente não gostava quando ele andava perto de mim no colégio, era irritante, eu era bonita, inteligente e esperta. E o meu irmão era simplesmente bonito. As meninas babavam quando ele passava ou me xingavam porque eu tinha muita sorte de estar perto dele.
— Você é irritante e eu não gosto como as garotas me olham quando eu estou perto de você. – Respondi andando bem rápido.
— É inveja. – Ele deu de ombros. – Você não devia se preocupar com isso.
Eu estava caminhando mais rápido para sair do colégio. Raj como um bom cavalheiro abriu a porta para mim e eu parei logo em seguida.
— Mas que merda. – Falei assim que vi a quantidade de carros que nos esperavam.
— Mamães está aqui não é? – Raj falou um pouco surpreso.
— Ela deveria estar viajando. – Respondi rapidamente. – O que ela está fazendo aqui?
— Vamos descobrir. – Raj começou a caminhar mais rápido e eu logo o segui.
Meus pais não acostumavam aparecer na porta da escola e por um motivo bem óbvio, eles andavam de helicópteros e sempre tinham vários e vários carros acompanhando o trajeto.
Eu e meu irmão, assim como a maioria dos outros alunos da escola, andavamos em um rolls royce phantom, um dos carros permitidos pela escola para que o deslocamento de alunos.
Minha mãe era a melhor pessoa do mundo, mas ela não sabia ser discreta não com um Augusta Westland AW139 estacionado no gramado da escola.
Assim que Raj chegou perto do helicoptero às portas se abriram, minha mãe estava mexendo no telefone e sua expressão parecia preocupada. Eu não gostava quando ela estava com aquela cara então eu andei depressa.
— Eu sei que vocês gostam de discrição, eu viria de carro, mas o trajeto estava demorando 45 minutos e nós não temos isso. – Ela falou assim que a porta fechou.
— Sempre demora esse tempo mãe. – Eu falei.
— Lakishmi. Meu amor. Eu amo você, mas eu odeio quando você fala assim.
— Porque veio nos buscar mãe? – Raj perguntou.
— Eu esqueci que hoje começava a reunião anual em Storybrooke. Enfim, estamos indo direto para o aeroporto. – Minha mãe falou sem tirar os olhos do telefone.
— Mãe. A única maneira de irmos para Storybrooke é usando um feijão mágico, nós não precisamos usar o tapete para ir para lá. Nós poderiamos ter saído direto da escola.
— Sim. Meu amor, eu sei. Mas como eu disse, eu não lembrava que hoje começava a reunião. Então nós não temos um feijão mágico.
— Mãe, a gente tem uma fazenda só desses feijões a gente vende pra floresta encantada inteira, por que não pegamos um de lá? – Raj falou.
— Porque meu amor o processo de colheita demora 3 dias, e nós não temos todo esse tempo.
— E nós estamos indo para onde exatamente? – Perguntei.
— Faremos uma parada para buscar Ruby e depois seguiremos para o castelo do Adam.
— É uma viagem. – Raj falou.
— Uma grande viagem. – Falei. – E meu celular está descarregando.
— Pedi para a Mirtes fazer a mala de vocês. Ela deve ter colocado os carregadores, fones de ouvido, e todas as outras coisas que vocês usam.
— Eu posso perguntar o que tanto a senhora vê nesse celular que não pode olhar pra gente? – Perguntei levemente chateada.
— Não Lakishmi. – Ela olhou para mim ao responder. — Você não pode. E não perturbe estou ocupada.
Demorou dez minutos para chegarmos ao aeroporto.
Ao contrário do que os livros e filmes falavam o tapete não era um tapete mágico e sim um avião, muito bonito, adotaram esse nome quando meu avô disse que o veículo seria tão inutil como um tapete. Nosso avião era roxo com detalhes dourados, eu nunca entendi o porquê já que a minha mãe tinha declarado que as cores do reino eram azul e amarelo, mas o avião era roxo. Enfim, nunca entendi esse povo.
Entramos no avião e pude ver meu pai sentado na poltrona a direita mexendo em seu notebook.
— Oi pai. – Falei assim que eu o vi.
— Oi Lakishmi. Como foi a aula querida?
— Boa. Meu russo não está tão bom, mas eu acho que posso falar alguma coisa.
— Então treine nas próximas horas, você tem um almoço com o filho da imperatriz Anastacia. – Ele respondeu.
— E porque eu não fui informada antes, eu precisava me preparar psicologicamente para falar com aquele menino. Ele é meio retardado.
— Ele não é retardado. – Raj falou e pegou sua mala embaixo da poltrona. – Ele é um sedutor.
— Ele é um idiota. Se você se dá tão bem com ele, por que você não vai a esse jantar?
— É um almoço, não prestou atenção no que o seu pai disse? – Mamãe falou com a sobrancelha direita arqueada.
— Tanto faz.
Peguei minha mala de mão e subi para o segundo andar onde ficava o quarto.
Joguei a mala em um canto e deitei na cama.
TOC TOC.
— Entra. – Gritei.
— Princesa Lakishmi, por favor, sente na poltrona e coloque o cinto de segurança durante os procedimentos de decolagem. – Maya falou sem passar pela porta.
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