O domínio do mundo?!
3 Starling City...
Notas iniciais
Eu pensei que ela iria me apontar uma arma, ou simplesmente me xingar, mas não. Percebi que ela correspondeu mordendo meus lábios. Eu a puxei para perto de mim e a agarrei pela cintura. Ela passou seus braços envolta do meu pescoço. Foi um beijo quente e apimentado, mas ao mesmo tempo suave. Até que ficamos sem folego para continuar e nos separamos.
Nem uma palavra foi dita, somente nos comunicamos por olhares.
A festa para mim tinha sido perfeita, e logico o beijo também. Avisei a Natasha que eu já iria embora e ela concordou em ir comigo. No caminho não nos falamos sequer uma palavra. Chegamos a SHIELD e nos direcionamos até os nossos quartos. Bem que ela podia ir até o meu quarto, para prosseguirmos o nosso beijo... Parou Steve!
– Tchau! _ eu disse a ela com um pouco de vergonha.
– Tchau! _ respondeu ela, que parecia ter gostado do que aconteceu na festa, tomara...
Abri a porta do meu quarto e me joguei na cama. Nem me dei ao trabalho de trocar a roupa, apenas tirei minha jaqueta, e a atirei no chão. Meu sono se perdia, quando o pensamento era aquele beijo. Aos poucos fui me consumindo pelo sono... Até que, comecei a roncar! Mentira eu não ronco.
(...)
Meu amado despertador começou a tocar e a vibrar sem parar na cabeceira, que estava ao lado de minha cama.
– Vai, só mais cinco minutinhos! _ eu supliquei, enquanto revirava na cama (Ah serio? Pensei que fosse na banheira!) de uma lado para outro.
Mas o despertador não me obedeceu, continuou tocando. Claro né, se você não sabe Steve, você tem que apertar um botão localizado no próprio despertador, para poder desliga-lo. Com muito custo levei minha mão até o despertador, e dei um muro dele. Acho que estraguei-o, para dizer a verdade.
Me levantei igual a um zumbi. Fui até ao banheiro fazer minhas higienes pessoais e tomar um banho, antes que vocês pensem que eu sou um porco. Coloquei uma camisa vermelha e por cima, aquela jaqueta preta de couro que eu joguei no chão na noite passada, uma calça jeans escura e um tênis.
Abri meu frigobar e peguei um suco de laranja e tomei, (Não, me banhei com ele) e catei um pacote de bolachas recheadas, que eu encontrei pelo meu quarto, e praticamente joguei a goela abaixo. Pois pela hora que eu acordei não iria dar tempo de tomar um café da manhã decente. E claro, eu não poderia me esquecer de andar desprevenido, pois afinal eu estou indo para uma missão. Abri a primeira gaveta da minha cabeceira ao lado da cama, e retirei um fundo falso, agentes da SHIELD são espertos. Peguei uma faca e a coloquei em um bolso escondido na calca e uma arma bem potente, e a guardei muito bem naquele meu bolso da jaqueta. Ah, só pra lembrar, antes eu tirei uma arma menos potente do bolso da jaqueta, que eu levei pra festa, lembram? E a guardei no fundo falso. Fechei a gaveta rapidamente e me dirigi até a porta. Sai e a tranquei, e agora era hora de correr que nem o Flash, sai com passos apresados pelos corredores da SHIELD até que eu cheguei na garagem.
Natasha e Nick já estavam a minha espera, em frente a um carro preto e que se parecia ser bem espaçoso. Natasha me olhava como se tudo que passamos por ontem a noite estivesse sumido. Então fiz o mesmo, a olhei com uma cara fechada, sem nem um único sorriso discreto a aparecer. Afinal sou um agente altamente treinado, e sei muito bem disfarçar minhas emoções e sentimentos.
– Pronto para partir? _ disse Nick abrindo a porta do motorista do carro.
– Sempre. _ eu disse seco. Percebi que quem iria nos levar a Starling City não seria nem um agente, ou um motorista, e tal, e sim o próprio Nick Fury.
– Você irá conosco? _ perguntei já sabendo a resposta.
– Sim, mas ficarei no carro, comunicando com vocês e dando-lhes informações. _ disse Nick se acomodando no banco confortável preto de couro do carro.
Eu como um grande cavalheiro que sou, abri a porta para Natasha, que entrou com uma cara amarrada. Logo em seguida entrei e me sentei ao lado da janela.
– Queria dar-lhes alguns avisos. _ disse Nick dando uma pequena pausa. _ Stephen Miller, é um agente altamente treinado. Ele era um dos melhores agentes que já tive. Sugiro que tomem cuidado.
Eu e Natasha concordamos com a cabeça. Já passei por tantas coisas muito piores do que um simples ex-agente altamente treinado. Mas uma coisa me incomodava, mais do que Stephen e do iriamos fazer em Starling City. Natasha ignorou nosso beijo? Ou apenas quer me provocar ou coisa do tipo? Esse pensamento me perturbou a viagem inteira até a cidade.
(...)
Demoramos praticamente uma parte da manhã e da tarde, chegamos a Starling City já quando o sol estava quase se pondo. Starling é uma cidade cheia de prédios, e suas ruas não são muito movimentadas.
Nick parou com o carro numa rua totalmente deserta, e mais escura que o normal das outras ruas da cidade. O dia já havia ido embora e em seu lugar chegou à noite (Serio? Gente, que noticia espetacular...).
– Não vou parar na frente do lugar, senão ficara muito suspeito. _ disse Nick, enquanto procurava alguma coisa ao lado do seu banco.
Nick nos entregou dois aparelhos minúsculos, que quase se tornavam invisíveis ao colocar no ouvido.
– Vamos nos comunicar por isso, então fiquem atentos às informações que eu passar. _ disse Nick sério. _ Vocês terão que pegar um pen drive.
Eu Natasha concordamos com a cabeça. Descemos do carro, e Nick logo nós falou pelo comunicador.
“Sigam reto e na próxima rua virem à direita.”
Fizemos o que Nick nos mandou. Quando viramos a esquina da rua, damos de cara com uma rua sem saída, e com um prédio de três andares, velho e mal cuidado, com alguns tijolos avermelhados quase caindo. A rua era bem escura, onde o único ponto de luz era de dois postes ao lado do prédio.
“Viram um prédio velho? É ai que ele esta.”
Eu e Natasha fomos nos dirigindo até esse prédio com passos longos e apressados.
“Nick qual andar ele esta?” Perguntei a ele.
“Terceiro andar.” Disse ele do outro lado da escuta.
Natasha parou a frente de uma porta de carvalho velha e empoeirada, e deu- lhe um belo chute, que com um estrondo caiu ao chão levantando toda poeira presente no chão. Ela puxou de seu bolso rapidamente uma arma. Lá dentro estava escuro, e eu fui à frente e entrei. Fomos subindo as escadas rapidamente, sem ao menos olhar para trás. Natasha ainda me olhava com uma cara amarada e com a arma apontada para frente. Finalmente chegamos ao terceiro andar.
– Qual o numero do apartamento Nick? _ perguntou Natasha se virando para os lados, procurando os números nas portas.
“Ele esta fugindo, subiu para o terraço!” Disse Nick que parecia estar nervoso.
Eu me adiantei para uma porta que estava escrita: “Saída de emergência” e mandei na maçaneta um for chute, que fez com ela se destrancasse. Puxei de meu boldo da jaqueta minha arma, e a apontei para frente. Eu e Natasha subimos rapidamente as escadas, até que saímos por uma porta estreita, que nos colocou a cima de todos os andares presentes no prédio.
Logo a nosso frente tinha um homem forte e musculoso, com uma arma na mão, e preste a pular de um prédio para outro.
Não pensei duas vezes, coloquei minhas pernas para funcionarem. Natasha me acompanhou correndo. Stephen já havia pulado do prévio velho que estávamos, para outro que estava ao lado. Fomo nos aproximando do limite do prédio, até que num pulo eu e Natasha rapidamente caímos no outro prédio, nem nos atrevemos a olhar para baixo, somente com os olhos fixados naquele ex-agente.
Natasha se adiantou mandando um tiro rumo a Stephen, que quase acertou seu calcanhar. Stephen, por sua vez se virou ainda correndo e mandou um tiro em minha direção, dei um mortal para frente, que fez com que a bala passasse de raspão em minha barriga.
– Pelo desvio Capitão! _ finalmente saiu algumas palavras da boca de Natasha.
Stephen simplesmente parou de correr. Fiquei sem entender o por que.
– Mãos para o alto! – gritou Natasha apontando a arma para ele.
Olhei atentamente para frente, e tive a conclusão de que não estávamos sós. Um homem com um capuz, um arco na mão e com varias flechas dentro de uma espécie de uma bolsa, preso em suas costas, estava parado a frente de Stephen.
Stephen mirou a arma para o capuz e quando estava prestes a atirar, uma flecha atirada pelo homem misterioso acertou a arma, passando de raspão pela sua mão, fez a arma cair. Stephen dado por não vencido, partiu para cima do capuz, mandando um soco, que foi parado por ele, a centímetros de distancia de seu rosto e, depois ele pegou o braço do ex-agente e torceu. Stephen, destorceu seu braço, enquanto, ao mesmo tempo levantava sua perna, metendo um chute no ombro do homem de capuz, que o fez cair.
“Quem é esse Nick?” Perguntei já curioso.
“Já estou procurando...” Respondeu ele. Se dava para ouvir os barulhinhos do teclado digitando.
Eu e Natasha ficamos parados vendo aquela cena na nossa frente. Decidi fazer alguma coisa, pois eu estava lá para cumprir uma missão e não para ficar observando os outros lutarem. Parti para cima de Stephen, mandei um chute na barriga dele, que o parou com a mão e me jogou para trás. Cambaleie, mas me estabilizei rapidamente. Natasha veio por traz dele e o agarrou pelo pescoço, eu por minha vez, dei um soco na barriga dele, e quando eu estava preste a dar outro, uma flecha acertou o chão, próximo ao meu pé.
Olhei para flecha, ela estava com uma pequena luzinha vermelha piscando sem parar, aquela flecha não era uma comum, e sim com algum explosivo injetado. Eu me afastei rapidamente, e Natasha também percebeu e se afastou, ainda segurando Stephen pelo pescoço, até que... BUM!
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