O diário de uma garota qualquer
16 A morte de Alfredo
– Me solta! — Gritei o mais forte que eu pude.
– Só se você se aliar a nós Marina! — Gritou de volta o homem que me agarrou. Era o mesmo que tinha sequestrado Ângelo.
– Nunca! Arg! Dragãolidica! — Berro fazendo um movimento na mão, no qual surge um belo e enorme dragão de metal. Subo nele e dou um comando para ele atacar o homem de preto.
O homem cai no chão e suas roupas começam a pegar fogo devido à fúria do dragão.
– Não, não! — Ele gritou ferozmente — Águalidica!
Mas foi tarde demais. Suas vestes pretas logo deram lugar a um homem moreno quase negro todo sujo, com outras vestes por baixo rasgadas, só que estas cinzas, que usava um tapa-olho e seus cabelos grandes cobriam quase a metade do rosto. Eu não acreditei no que vi.
– Senhor P.?! — Perguntei assustada. Eu não acreditei no que eu vi — Como você pôde sair do lado do bem para o lado do mal?
– Você nunca soube Marina? — Ele perguntou — Eu fui embora porque eu já não suportava mais treinar pirralhos para salvar o mundo. O meu mestre é Tobias. Estou obedecendo a ele. E quando eu vi você e Ângelo juntos, decidi fazer de sua vida um inferno. Sequestrei ele para vir comigo, pois, além disso, também queria que ele fosse para o lado do mal, mas ele recusou. Fala o tempo inteiro de você onde se mantém preso. Pff, amor. Nunca suportei o amor.
Fiquei paralisada por alguns segundos. Como ele pôde fazer uma coisa dessas?
– E os meus pais... Petrônio Berlepsch? — Perguntei deduzindo que ele fosse o tal de Petrônio.
O Senhor P. fez uma cara assustada.
– Como sabe minha real identidade?
– Não interessa! — Me lancei contra o corpo dele derrubando-o no chão. Coloquei minhas mãos em torno de seu pescoço ameaçando um enforcamento — ONDE ESTÁ MEUS PAIS?
– Eles estão na mesma cela em que o Ângelo Albuquerque! — Ele respondeu numa tentativa frustrada de tirar minhas mãos em torno do pescoço dele.
– E onde está essa maldita cela? — Perguntei apertando o pescoço de Petrônio.
– Dentro da nave-mãe, a que produz os extraterrestres, é aquela aí! — Respondeu apontando para trás de mim.
– E o Alfredo? — Continuei meu interrogatório.
– Alfreda já o encontrou, ele está com ela!
Soltei o otário e saí correndo até a tal de nave-mãe. Vi a coisa que reproduzia os Aliens, e consegui destruir. Ótimo, ficaria um pouco mais fácil. Enquanto eu tentava subir, extraterrestres e mais extraterrestres tentavam me atacar, mas consegui detê-los. Fui imediatamente procurar a cela de meus pais e de Ângelo. Passei acho que horas procurando, até que achei Ângelo. Meus pais dormiam profundamente atrás dele, e o ruivo estava rodando pelo meio da cela.
– Ângelo? — Gritei.
Ele virou os olhos e estes foram até mim. Seus olhos começaram a brilhar.
– Marina! — Ele correu até mim, só que bateu o rosto na grade.
– Eu vou te salvar, não se preocupe. Sabe onde está a chave? — Perguntei.
– Sim, está ali, ao lado do painel de controle! — Ele respondeu desesperado apontando para uma sala.
Corri até lá e fui procurar uma chave. Rodei várias e várias gavetas, até que encontrei a chave, que continha um adesivo dizendo que era a cela de Ângelo e de meus pais.
Corri de volta para a sala das celas, batendo em extraterrestres que surgiam do nada.
Peguei o cadeado que prendia os três e o abri. Ângelo deu um salto e me abraçou.
– Eu achava que eu nunca mais ia te encontrar... — Ele falou olhando para mim — Desculpe, mas tenho que fazer isso.
Ele encostou seus lábios nos meus. Eu não acreditei nisso. Aquele beijo me fez confirmar uma coisa: eu realmente estava apaixonada por Ângelo.
Logo nos afastamos.
– Ângelo, o Alfredo e a Alfre estão correndo perigo! — Falei desesperada — Vamos colocar meus pais em um lugar seguro!
Ele me obedeceu e colocamos meus pais em uma sala que achávamos que era segura.
Saímos da nave-mãe, onde parecia ter mais extraterrestres que o normal.
– Eu destruí o reprodutor desses monstros, porque tem a mesma quantidade de antes? — Perguntei socando um bicho verde.
– Porque eles se reproduzem entre si, e para matar todos eles, só matando o Extraterrestre-Chefe, mais conhecido por Tobias! — Ele respondeu matando mais um extraterrestre.
– Onde ele está, esse desgraçado? — Perguntei.
– Aí eu já não sei. Vamos procurar o Alfredo e a Alfreda.
Passamos por várias ruas destruídas e pegando fogo, mas nenhum sinal deles. Cheguei ao ponto de desespero.
– Onde será que esses dois se meteram? — Sussurrei.
Até que eu vi de longe a loira e o pálido.
– Olha eles ali! Vamos Ângelo! — Gritei correndo em direção deles. Eles estavam cercados por vários extraterrestres.
Corremos até eles, e começamos a socar os ET's. Matamos juntos um bocado, e deixamos alguns inconscientes.
– Obrigada, não sei o que seria de nós sem vocês! — Agradeceu Alfreda.
– Ei, temos que matar Tobias, assim matamos todos os extraterrestres malditos. — Falei.
– Então vamos procurar ele. — Disseram os sumidos ao mesmo tempo.
Corremos por vários quarteirões, mas nada de Tobias e seus amiguinhos. Procuramos em banheiros públicos, prédios, hotéis, casas entre outros, mas nada dele.
– Puxa, onde esse desgraçado está? — Perguntei com raiva.
– Estou aqui! — Ele gritou me dando um soco pelas costas, e eu caí no chão.
– Ah, você vai ver! — Gritou Ângelo começando a lutar com Tobias.
– Ora ora, defendendo sua namorada? — Ele perguntou.
Ângelo não pensou duas vezes.
– Sim! — E deu um soco na barriga de Tobias, que caiu no chão — Vamos, me ajudem a matar ele!
– Você não vai ter mais ajuda, porque um de seus amigos vai morrer agora! — Gritou Tobias tirando uma pistola do bolso — Diga adeus à Alfreda, uma das mais poderosas daqui.
Alfredo arregalou os olhos e se manteve atento. Alfreda fez uma expressão assustada. Eu coloquei as mãos na boca. Ângelo cerrou seus punhos, e Tobias puxou o gatilho em direção a Alfreda. Tudo isso em menos de meio segundo.
– NÃOOOOOOO! — Gritou Alfredo se colocando na frente de Alfreda. Tudo que eu vi depois foi Alfredo no chão todo ensanguentado, Tobias morrendo de raiva e Alfreda chorando.
– Você vai pagar Tobias! VOCÊ VAI PAGAR POR ISSO! — Gritou Alfreda lançando um raio em Tobias, e este se teletransportou para algum lugar fora de nossa vista.
– Não, não pode ser... — Choramingou Alfre se ajoelhando ao lado de Alfredo. Ela colocou sua cabeça no peito dele.
– Alfreda, só promete uma coisa para mim... — Pigarreou o pálido, cuspindo sangue — Promete que não vai me esquecer. Promete que vai matar o desgraçado do Tobias com Marina e Ângelo.
– Prometo sim Alfredo. — Ela falou com as lágrimas já pingando no chão sujo e ensanguentado.
– Eu... Eu te amo. — Ele falou dando um rápido beijo em Alfreda, e logo caiu no chão, totalmente duro e mais pálido do que nunca.
E foi assim que se fora o grande herói Alfredo. Morreu para salvar a vida de um amor.
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