O diario de uma suicida
1 A morte de alguem
Notas iniciais
Vamos lá.
Eu estava em choque. Não sabia como reagir com a cena a minha frente.
Uma linda menina de pele amarelada, cabelos escuros que estava sempre a sorrir, menos quando "aquilo" acontecia com a gente. Ela era minha melhor amiga, se tivesse acontecendo algo, ela me falaria.... Ne? Mas aparentemente não. Lá estava minha melhor amiga, com os pulsos e pernas cortados e com um casaco preso em seu pescoço. O chão envolta dela estava com sangue já seco no carpete. O corpo dela já acumulava moscas e outras coisas que eu prefiro não lembrar. Minha primeira reação foi gritar. Eu gritei o mais alto que pude. Tao alto, que as lagrimas rolavam entre meus gritos de desespero. A mãe dela chegou logo em seguida. Não demorou muito para que ela cobrisse meus olhos com suas mãos delicadas. Ela me levou ate a sala, e entre soluços e lagrimas, ligou para a policia e depois para o seu marido. A tia e o tio eram pessoas felizes... Ate esse momento. Já tinha passado 1 mês dês da morte de Gabrielle, mas eu ainda tinha pesadelos horríveis. Todos eles eram iguais: em um, lá estava ela, sorrindo de orelha a orelha, fazendo sua covinha ficar exposta e seu aparelho refletir com a claridade. Mas no outro, ela estava de olhos abertos, e o corpo ensanguentado, e uma linha vermelha em seu pescoço. Todas as noites eram sofridas para mim, acordava chorando alto, minha mãe sempre corria e me abraçava, falava palavras de conforto em meus ouvidos, ate novamente pegar no sono para 3 horas depois acorda novamente. Minha mãe aproveitou que estava divorciada a algum tempo e mudou minhas coisas para seu quarto. O meu virou uma especie de biblioteca. Lá ficava meus livros de escola, e os que eu comprava além de outros brinquedos velhos do meu irmão mais velho que agora, já esta casado. Uma das medida que minha mãe tomou, foi trocar de turno no trabalho, agora ela trabalhava de manhã, depois que me deixava na escola e chegava um pouco depois de mim na hora do almoço. A outra, foi pegar todas as facas, e outras "coisas que cortam" e colocar tudo dentro de uma caixa trancada, onde só ela tinha a chave. Isso também incluiu minha tesoura escolar e a de cortar unha. O pai e a mãe de Gabrielle se mudaram da cidade, a casa ficou sozinha e eles levaram tudo da Gabi. A ultima lembrança que eu tinha dela, era uma das fotos que tiramos. Foi no dia que fomos ao parque, tínhamos acabado de sair da montanha russa, e ela deu a ideia de tirar. Todos os dias antes de ir a escola, eu pegava a foto e colocava em meu caderno. Atrás da foto, com letras redondas e bem separadas, ela escreveu um "Amigas para todo nosso sempre!". Será que esse era o nosso " todo sempre"? Por que ela não me contara nada? Por que ela foi capas de me deixar assim? Estava deitada na cama refletindo tudo o que acontecerá comigo em menos de 1 mês. Até que meu estomago roncou... "Inferno .... Por que minha mãe não chega logo?" Levantei da cama e fui ate a cozinha, lá peguei meu celular. Primeira vez. Nada Segunda vez. Também sem sucesso. Terceira e ultima vez.... Também sem resultado. Quando estava indo ate o sofá, meu celular toca novamente — Oi filha. — Aonde você esta? Estou com fome! — Desculpe pelo o atraso, já estou indo. Tem algumas frutas já cortadas na geladeira, você pode come-las. — Ótimo.... Desliguei meu celular. Era incrível como ela me tratava como uma criança... Idai que minha melhor amiga cometeu suicídio. Não quer dizer que eu faça o mesmo! Só quero ser uma adolescente de 15 anos normal. Que bebe e faz sexo escondido dos pais. Diz que vai estudar mas na verdade vai a festas com pessoas mais velhas... Só quero.... Minha melhor amiga de volta..
Notas finais
Espero que gostem
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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