O diario de uma babá Adolescente
13 A enfermeira oxigenada e a Menininha encantadora
Notas iniciais
Estava sonhando com um lindo por do sol, o céu laranja, as flores se balançando por causa do vento.
Meu sonho estava tão bom, e eu estava tão confortável, estava quentinho, macio, uma mão me agarrando... Opa, uma mão me agarrando?
Abri as olhos e vi que eu estava abraçada com Carter em um sofá de um hospital, e ainda por cima o idiota estava me abraçando, e eu também, o que deu em mim?
Comecei a gritar igual uma doida:
– ME SOLTA, TARADO SOCORRO, SOCORRO, UM TARADO AQUI SOCORRO!!
Na mesma hora Carter acordou assustado, só que o imbecil acabou se enrolando no coberto e acabou caindo no chão, me levando junto.
Cai por cima dele, e quando olhei para cima vi seus olhos, e eram lindos. Ficamos nesse encara-encara, e o pior é que estávamos muito perto.
Só faltava 2 centímetros para nos beijar, e bem nessa hora eu rolei para o lado fazendo que eu batesse minha cabeça no sofá, e vou lhes dizer, isso dói muito. Comecei a praguejar aquele sofá, joguei uma praga ate a vigésima quinta geração dele, claro que era um sofá, mais a praga ainda vale.
Eu estava caída no chão passando a mão na cabeça, quando ouvi o idiota rindo, olhei para cara dele e perguntei:
– Tem alguma palhaça aqui para você esta rindo? Ele respondeu:
– Tem. Você. E começou a rir mais ainda, tudo bem que essa pergunta foi idiota né, mais eu nunca iria falar isso em voz alta.
Ele veio ate a mim, se abaixou no meu lado e disse:
– Deixa eu ver isso ai. Ele colocou a mão em cima da minha cabeça e começou a latejar. Eu gemi um ''ai'', e ele tirou a mão e depois disse:
– Isso ai tá feio, ficou um galo muito grande, vem vou te levar para colocar gelo ai.
Ele me estendeu a mão e eu aceitei, uma porque a minha cabeça estava doendo muito e eu não podia nem colocar a mão que já doía, outra porque foi por culpa dele que eu estou com esse galo na cabeça.
Me levantei e nos fomos ate uma enfermeira e pedimos uma bolsa de gelo, a enfermeira era loira, alta, magra e aparentava ter uns 20 anos, acreditem se quiserem, mais a enfermeira ficou paquerando Carter só o que me faltava, ficar segurando vela para esse maldito e para essa oxigenada, oxigenada sim, pois de longe dava para ver que aquele loiro era pintado, por isso oxigenada!
E os dois ficarão lá, batendo papo e eu com a minha cabeça doendo, e ainda por cima para vocês verem a quanto tempo eu estava ali, o a bolsa de gelo na mão da enfermeira já estava derretendo, estava pingando agua para tudo que é lado.
Não aguentei mais ficar ali ouvindo a conversinha dos dois, e peguei a bolsa de gelo da mão da enfermeira e comecei a andar pelo hospital com a bolsa de gelo na cabeça.
Precisava descansar um pouco, esquecer todos os problemas, então dei uma volta no hospital para conhecer pessoas novas, talvez o Léo ainda estivesse aqui.
Ele tinha me dito que a irmã dele tinha quebrado a perna, e como ela era uma criança, então eu tinha que procura-lo na parte de pediatria.
Andei pelos corredores e avistei um em especial, onde nas paredes tinham figuras de princesas, príncipes, bola de futebol, bonecas... E fui andando por aquele corredor. Quando cheguei ao final, vi uma menininha sentada e um banco esperando alguém, mais o que me chamou mais a atenção foi o brilho nos olhos da menina, não qualquer brilho, mais um brilho de esperança.
Andei ate ela, me sentei ao lado dele e disse:
– Oi, tudo bem? Ela sorriu e disse:
– Oi, tudo sim, como você se chama? Respondi:
– Me chamo Alyssa e você? Ela respondeu:
– Sou Melanie, e você é bem bonita. Sorri e disse:
– Obrigada, sabia que você também é muito bonita? Mais o que você esta fazendo aqui, onde esta a sua mãe? Ela respondeu:
– Sabe, eu tenho câncer e estou fazendo quimioterapia, e a minha mãe esta lá dentro conversando com o medico.
Melanie era tão bonita, parecia uma princesinha, tinha cabelos ruivos ate os ombros, branquinha e era do tamanho de Zoe, eu não entendo a menina parecia tão boa, feliz, simpática, e o porque ela tinha que ter essa doença, porque essa doença só atinge as pessoas mais boas, mais talvez a doença só atingem essas pessoas, porque elas são as mais fortes.
Eu disse:
– Nossa, mais você vai ficar bem, sabe você ainda vai viver muito e tal. Cara, eu não sei porque eu fui logo dizer isso. A menina riu e disse:
– Sim eu vou, o medico disse que com a quimioterapia eu tenho muitas chances de sobreviver, e não precisa ficar assim se culpando por ter falado isso, eu já sei e já entendo, e sabe, você parece muito legal, quer ser minha amiga?
Melanie ate podia ser uma criança, mais o modo de como ela agia e falava mostrava que ela parecia uma adulta. Sorri e respondi:
– Claro linda, vamos fazer assim, você sempre vai estar aqui? Ela assentiu e eu continuei- Então, toda semana eu venho aqui para te fazer uma visita.
Ela sorriu e disse:
– Serio, nossa agora tá confirmado, você é muito legal.
Eu sorri e abracei ela, sabe Melanie é uma menina encantadora. Ouvi alguém me chamar, e a voz que eu já sabia de quem era disse:
– Alyssa? Me virei para Carter e disse:
– Oi. Melanie cochichou no meu ouvido:
– Esse é o seu namorado? Eu ri e respondi:
– Não, esse aí é só um idiota que me conhece. Ela e eu rimos e Carter revirou os olhos.
Eu disse:
– Bom princesa, agora preciso ir, e semana que vem eu volto. Dei um beijo na bochecha dela e ela me deu outro.
Sai andando com Carter ao meu lado, ele perguntou:
– Quem era a menininha? Respondi:
– Era a Melanie, e ela tem câncer.
Nos ficamos em silencio por um bom tempo e depois ele disse:
– Mais ela esta bem ne? Suspirei e respondi:
– Ela me disse que estava, mais não Carter, ela não esta, ela não esta pois ela é uma criança e não merece isso, ela é uma criança mais tem que se preocupar com essa maldita doença, então não me pergunte se ela esta bem, me pergunte se ela vai ficar e eu lhe respondo que sim, sim porque conhecendo aquela menina eu vi que ela era forte, ela pode suportar isso, ela... ela suportou mais que algumas pessoas.
Falar isso, me fez lembrar da minha irmã, é eu acho que vocês estão se perguntando que irmã é essa, eu tinha uma irmã, só que ela morreu, essa maldita doença que a Melanie tem, matou a minha irmã, tirou ela de mim, tirou ela da minha família, a minha irmã se chamava Alice e era 1 ano mais nova do que eu.
Me fazer lembrar disso fez que eu chorasse, algumas lagrimas desceram e Carter disse:
– Desculpe, não sabia que falar disso te causava algum mal. Eu limpei as lagrimas e disse:
– Não tudo bem, é uma coisa minha, e por isso não gosto de lembrar, mais agora vamos ver o Austin.
Ele assentiu e disse:
– A cabeça ainda esta doendo? Fiz uma careta para ele e respondi:
– Só um pouco, e a conversa com a enfermeira, foi boa? Ele fez uma careta e respondeu:
– Nunca vi uma mulher mais chata do que essa, ela não parava de falava sobre ela, mais eu já me livrei dela. Juntei as sobrancelhas e perguntei:
– Como? Ele respondeu:
– Disse que você era a minha ex namorada e que a ultima mulher que chegou perto de mim, você mandou para o hospital em estado grave.
Carter começou a ri da minha cara de espanto, e em troca recebeu um belo tapa na cabeça que eu dei, na hora o espertinho parou de rir e essa foi a minha vez de ri.
Chegamos perto do quarto de Austin e ouvi duas vozes, e 1 dessas vozes eu conhecia bem, eram os pais de Austin, agora eu tenho que me preparar pois, coisa boa não vem.
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