O dia em que tudo mudou
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Boa Leitura ;)
Capítulo 6 POV Lucas
(Presente, antes de chegar no hospital) Estava sentado em baixo de uma árvore lendo enquanto o Jhon não acordava, na verdade tentava ler, já que minha mente não parava de viajar e pensar em como está minha família, meus pais ainda estariam vivos? E quando eu pensava nisso me dava uma dor no peito, mas isso aconteceu somente a alguns meses. Como estaria meu irmão, será que eu tenho sobrinhos? E o pensamento que mais me doía era como Ela estava, será que ainda pensava em mim como eu pensava nela todos os dias? Será que ainda está me esperando? E eu não sei porque, mas sua última frase antes de eu apagar nunca saiu da minha cabeça: “Não nos deixe sozinhos.” É claro que ela estava falando dela e da nossa família, mas isso sempre me martelava a cabeça e eu não sabia porque. – Boa tarde Jhon, você tem acordado cada vez mais tarde. – Sua percepção está cada vez melhor, me percebeu antes de eu realmente está aqui. E eu sou um velho agora, mas do que era quando nos conhecemos, então minha função é dormir. – Falou ele sorrindo. – A propósito eu tenho que te perguntar: Já faz 6 meses que eu finalizei tudo que eu poderia te ensinar e você agora é melhor que eu em tudo, você está totalmente pronto, mas ainda não tocou no assunto da sua volta pra casa. Eu sabia que ele tocaria esse assunto uma hora ou outra. Quando ele me disse que eu estava pronto há 6 meses eu realmente me senti feliz, mas o pensamento que me atormentava era, como serei recebido. Se passaram 13 anos desde o dia da praia e a minha decisão de ficar e deixar pra traz tudo que eu amava, inclusive deixar sozinha a mulher que eu amo. – Se passaram 13 anos Jhon, acha mesmo que eu posso simplesmente aparecer e dizer: Voltei, vamos continuar da onde paramos. – Falei sarcasticamente pra ele. – Quer dizer que você não vai voltar? Vai abandonar sua família e sua esposa? – Eu já os abandonei há 13 anos Jhon. – Falei amargamente. – Acha que me aceitariam depois de tanto tempo, acha que acreditariam se contasse tudo que me contou no começo e tudo que houve aqui nesses anos? Acha que ela ainda é minha esposa? – Soltei as palavras amargas que entranhavam a minha mente e que me deixavam em desespero. – Eu morri pra eles, e voltar só traria mais sofrimento. – Bom diante dessa sua afirmação eu tenho que te contar umas coisas, na verdade te atualizar de uns fatos ocorrido dentre estes 13 anos. Olhei pra ele espantado, como assim me atualizar de fatos dos últimos 13 anos? – O que você quer dizer com isso Jhon? Que de alguma forma você sabia o que acontecia com a minha família e nunca me contou? – Sim, eu sempre os vigiei, ou você achou que mantendo você aqui eu os deixaria desprotegidos? Achei que gostaria de saber que estão bem e que você... – NÃO QUERO SABER! – O cortei irado. – Como você pôde fazer isso comigo? Eu não quero saber de nada, eu morri pra eles e é assim que vai continuar, saber o que aconteceu com eles ou eu aparecer depois de 13 anos como morto só causara mais sofrimento. Eles tem suas vidas, Ela tem a vida dela e eu não quero saber nada sobre eles e nem sobre Ela. Na verdade eu tinha era medo de que o Jhon me contasse que ela escolheu outro e que estava feliz em algum lugar e nem mais se lembrasse de mim. – Mas uma coisa você tem que saber, porque você pode ajudar de alguma forma. – Eu já disse que não... – Sua mãe está no hospital e vai morrer em breve! – Como é? – O olhei espantado. – Sua mãe está internada há 6 meses e está cada vez pior, se você a ama, vá até lá e a traga aqui, você não pode impedi-la de morrer, mas pode aliviar a dor que ela sente e pode dar uma última lembrança agradável a ela, não acha que ela gostaria de ver esse lugar, e com você, o filho que sumiu há anos e que ela sente uma saudade extrema? Eu não sei o que pensar, mas eu preciso fazer isso pela minha mãe, ela deve ter sofrido muito. – Sabe como funciona para que você saia daqui, então vá e faça o que eu falei. Pensei em minha mãe e no momento seguinte abro meus olhos ao ouvir vozes espantadas ao meu redor e o pior que poderia acontecer está acontecendo, todos, ou melhor, quase todos estão aqui, minha mãe logicamente deitada e me olhando com um olhar entre assustado e triste, meu pai e Marcio perto da porta com um olhar semelhante. De repente ouço vozes e a porta do quarto é aberta e por ela entram 3 meninas idênticas no rosto que me lembrava a Luiza, uma tinha o cabelo todo cacheado, outra tinha eles lisos e cacheados nas pontas e a outra tinha ele liso, mas eu tinha certeza que eram naturalmente cacheados. As 3, que não tinha me visto, olharam na mesma direção que minha mãe olhava e se assustaram. – Oi, quem é você? – Disse a de cabelo liso ondulado – Você me lembra alguém. Disse a de cabelo cacheado – A gente te conhece? Parece que sim, mas... – falou a de cabelo liso. Eu fiquei sem reação, no fundo eu sabia que elas eram, mas não poderia ser, eu não queria acreditar. – Vovó, o que foi, porque a senhora está com essa cara? Quem é esse?
Me assustei com essas palavras, vovó? Eu imaginei elas sendo filhas da Luiza e imaginei que meus temores fossem realidade e que ela realmente tivesse encontrado outra pessoa, porque essas meninas eram praticamente a sua cara, mas ao ouvir elas chamando minha mãe de vovó eu fiquei atordoado, só o que consegui fazer foi sair daquele quarto, andando mesmo e ir para fora e pensar. Quando abri a porta e saí, alguém bateu contra mim com o rosto na altura do meu peito e esmo sem olhar eu sabia quem era, poderiam se passar mil anos, mas eu nunca iria esquecer como era senti-lá no meu peito, olhei e a vi com a cabeça abaixada por está olhando o celular, Ela não mudou nada, sempre se distraindo com o celular. Ela levantou a cabeça provavelmente pra se desculpar, mas ficou paralisada quando me olhou e lágrimas começaram a se formar em seus olhos e foi o bastante pra mim, vê-la chorar a me ver. Fechei meus olhos e quando abri estava de frente pro Jhon. – Porque não me contou que eu tenho 3 filhas? Porque não me falou que ela estava grávida quando me trouxe pra cá, e não me diga que não sabia porque eu sei que sabia. Eu perdi 13 anos da vida das minha filhas, e agora elas nem me reconhecem direito! Despejei tudo em cima dele e desabei sobre o sofá. Ele não me respondeu e na verdade eu não queria que respondesse, o que estava feito, estava feito, o que importa agora é que eu sei e que elas nem sabem quem eu sou direito, minha mãe está realmente mal, eu pude sentir e Ela, ela estava lá ao alcance de minhas mão, linda como sempre, mais velha, mas linda, o tempo só a melhorou e mãe das minhas filhas. As 3 meninas que eu sempre sonhei estavam ali, e eram iguais, trigêmeas, lindas, perfeitas, e eu não sabia nada delas, nem mesmo seus nomes. Agora eu tinha que voltar, tinha que voltar e ajudar minha mãe e tinha que voltar e conhecer minhas filhas, minhas filhas, como era bom dizer essas palavras. Era isso, não tinha mais como fugir, a decisão tinha sido tomada. – Jhon, eu vou voltar!
Notas finais
Até o próximo :*
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