Notas iniciais
Olha eu de volta! Capítulo 2, amanhã posto mais.
— Eu? Me apaixonar? Nunca!
Era isso que eu repetia toda vez que alguém me perguntava se eu gostava de algum garoto. Era isso que eu respondia até o começo de setembro de 2014. Eu tinha 14 anos, todas as minhas amigas da minha idade já tinham seus vários "crushs" e a minha única preocupação era se ia sobrar troco do meu lanche da cantina. Eu achava alguns garotos bonitinhos, fofinhos e etc, mas nunca tinha me apaixonado de fato como a maioria dos adolescentes. Eu pensava em outras coisas e todas elas estavam bem distante do assunto amor. Mas, algum dia, todos nós vamos ser pegos por ele. Se isso vai ser bom ou ruim, só vai depender de você e de quem você ama. Era a segunda semana de setembro, numa terça-feira, duas da tarde e eu e meus amigos estávamos indo para a sala de aula. Nesse dia começavam as aulas de revisão para a primeira etapa do PRISE (processo de seleção para vestibular que começava desde o primeiro ano do Ensino Médio, e eu estava nessa série). A sala estava lotada já que todas as turmas do primeiro ano foram reunidas e nem tinha mais lugar pra sentar, tivemos que pegar cadeiras das outras turmas. Eu nunca gostei de estudar. Para ser franca, sempre achei o estudo um desperdício. Você passa a vida inteira estudando e lutando para realizar um sonho que só envolve dinheiro. E esse sonho vai você seguir outro com a mesma finalidade. Mas quem não quer ser rico, bem de vida? Eu quero, mas se matar estudando nunca foi um caminho que eu cogitei caminhar. Falando assim, você deve me imaginar como a pior aluna da classe, a repetente e bagunceira. Não, na verdade eu era uma das melhores, nunca tinha ficado de recuperação na minha vida acadêmica e eu considerava isso uma conquista importante. Como se eu fosse campeã invicta por anos em alguma competição olímpica. Ficava na maior parte do tempo sentada na minha cadeira e nenhum professor reclamava de mim. Eu era uma aluna exemplar. Coisa mais chata. O primeiro professor que entrou eu não conhecia, a escola devia ter contratado professores novos para a revisão, já que nossos titulares estavam em outras salas dando aula para os alunos da tarde. Era professor de química, se chamava Jorge. Não escutei nenhuma palavra que ele disse sobre a matéria. Não tava a fim de estudar (grande novidade). Pra piorar, tivemos em seguida aula de história. Não consegui dormir, mas, com certeza, rabiscar no meu caderno era muito mais interessante. Finalmente chegou a hora do intervalo. Finalmente poderia comer. Em seguida tivemos mais duas aulas de geografia. Como eu já conhecia o professor e sabia que suas aulas eram legais, resolvi ficar atenta mesmo não gostando da matéria. No final, fomos liberados às seis e quinze. Não tinha sido legal ter ficado na escola por mais de 10 horas seguidas considerando que eu tinha chegado às sete da manhã. Mas eu tinha que aguentar isso pelos meses seguintes. Quando estava voltando pra casa, recordei que o dia seguinde seria quarta-feira. As quartas eram sempre meus dias preferidos, não sabia por que. Fiquei um pouco mais alegre. O dia seguinte tinha que ser melhor. E, de vorma incrivelmente incrível, foi de longe o mais marcante da minha vida. O dia em que eu conheci ele. E eu mal sabia o que me esperava naquela tarde de quarta-feira
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