O dia em que a terra quase foi extinta.

1 O dia em que a terra quase foi extinta.


As 15; 00 do dia 22/05/2014 o desejo da maioria dos fãs de filmes, seriados, HQs, livros e jogos de zumbis, era noticiado em todos os telejornais do mundo, a notícia era que um terrível vírus havia se espalhando pelos por todos os cantos do planeta, pessoas comendo pessoas, o horror estava nas ruas, nem um lugar era seguro, as forças militares tentavam conter a epidemia, aqueles adolescentes modinhas que viviam em redes sociais desejando tal coisa, não sobreviveram nem as primeiras 24 horas do caos, “imaginar é uma coisa, viver o fato, é outra completamente diferente”. Foram às palavras ditas por um jornalista antes transmitir à palavra do presidente a população, e então o presidente disse assim.

“O mundo esta um caos, coisas que existiam na ficção, estão acontecendo no mundo real, os governantes de todos os países estão unidos para erradicar as ameaças, declaro desde já que o uso de qualquer calibre de arma de fogo está permitido à sociedade, atirem na cabeça é o único modo de pará-los, tentem manter-se em locais seguros, tentem se unir, quanto mais unidos ficarmos, mais fortes seremos... desejo a todos boa sorte”.

Nas ruas o pandemônio dominava, pessoas saqueavam ,matavam e os devoradores de homens atacavam por todos os lados. Uma garotinha loira de cabelos lisos, que não devia ter mais que 5 ou 6 anos chorava na calçada, tinha acabado de perder a mãe, uns dos devoradores de homens, estava a dois passos dela a cerca de alguns centímetros para encostar-se na menina, um estampido é ouvindo, e a cabeça da criatura explode fazendo a cair ao chão, o estampido era o barulho do disparo vindo do Smith e Wesson 500 Magnum, com a qual Lall Smith havia disparado, em seguida correu em direção à menina, a recolheu e buscou um local seguro.

Infelizmente era tarde demais para a mãe da garota, que há essa hora já havia sido morta por uma horda de devoradores, após andar com a menininha no colo um bom tempo, encontrou uma casa de dois andares que parecia segura, entrando na casa examinou todos cômodos e selou o lugar, logo após sentou com a garota no sofá e se apresentou

—Sou Lall Smith, delegado do condado e você como se chama?

—A garota não conseguia responder, apenas chorava e perguntava pela mãe, o homem sem resposta fez a única coisa que ele podia fazer no momento, que foi abraçar a criança dando lhe o ombro para chorar, e ali a menina chorou um bom tempo, ate que se rendeu ao sono e acabou adormecendo, aproveitando que a garota havia dormindo, Lall a deixou no sofá e resolveu dar uma olhada pela janela, a visão que ele teve foi umas das piores, a rua estava infestada de devoradores, o homem ficou na torcida para que as criaturas não notassem a sua presença e nem a da menina na casa.

Anoiteceu os sons das criaturas se arrastando pelas ruas se misturavam com os gritos de pânico das vitimas que elas faziam pelo caminho, dentro da casa uma voz baixinha disse assim:

—Me chamo Eva.

—Ao olhar para trás o delegado notou que a garotinha havia acordado.

—Prazer Eva, eu sou o Lall Smith.

—Disse o homem, que rapidamente tratou de levar a menina ate a cozinha onde procuraram algo para comer, não acharam muito, as únicas coisas que tinham era torradas e geléia de morango, mas para que estava faminto era a melhor refeição do mundo.

—Minha mãe morreu?

—infelizmente sim. —respondeu Lall Smith a menina, que por sua vez não derrubou nenhuma lagrima, parecia ate ter se conformado com o fato.

O silencio tomou conta do lugar por alguns instantes, mas logo o barulho despertou a atenção do homem que então, correu ate a sala, e notou que alguns devoradores de homens haviam invadido a casa, atirando algumas vezes com o S &W 500. abriu caminho entres os mortos,e então pegando a menina pelos braços saiu em uma corrida alucinada pelas ruas, ate ser obrigado a parar diante de uma horda de devoradores de homens logo a sua frente,abrindo o tambor do revolver notou que restavam apenas dois projeteis.

—Droga! Tenho duas balas e uma faca, e na minha frente estão mais de 50 devoradores de homens, ehh não vai ser fácil.

—Eva quero que você corra o máximo que puder, e não olhe para trás, você pode fazer isso?

—A menina de cabelos loiros, balançou a cabeça e disse sim, mas perguntou.

—Você não vai comigo?

—Ajoelhando-se frente à menina, o homem segurou suas pequeninas mãos e disse. —Não, não vou, ficarei aqui os atrasarei, enquanto isso você corre o mais rápido possível e só pare quando não ver mais nenhum devorador entendeu.

—Após ouvir as palavras do homem a garotinha começou a correr, Lall Smith empunhou em uma das mãos a faca e na outra o S &W 500, caminhando em direção aos devoradores de homens pensou assim... Uma faca e duas balas, hahaha nada é para sempre, mas antes de morreu vou levar alguns desses filhos da puta comigo, e assim correu para cima das criaturas, conseguiu abater três devoradores com a faca, em seguida derrubou mais um com o disparo do Magnum 500 restava a ultima bala, mas essa não era para nenhum devorador, essa seria para ele mesmo.

A garotinha correu o mais rápido que pode e logo chegou a uma esquina, onde os faróis dos jipes militares a fizeram parar, aproximando se com cautela alguns soldados a examinaram e constataram que a menina não tinha sido infectada, e então um militar perguntou:

—Você esta com quem criança?

—Eu estava com meu amigo, mas ele ficou lá atrás para segurar os devoradores, e me mandou correr o máximo que eu pudesse, ele esta ali na frente, você pode ir buscá-lo?

—O militar deu a ordem aos outros soldados, para protegessem a garota enquanto ele e outros iriam verificar se o homem estava vivo, ao virarem a esquina escutaram o estampido do S &W 500, Lall Smith usara a última bala da arma em sua própria cabeça.

—Fuzilem todos esses filhos da puta. —Foi à ordem dada pelo militar, em poucos segundos todos os devoradores de homens estavam caídos ao chão, com as cabeças estouradas, voltando aos jipes levaram a criança ate uma base militar.

Um bom tempo depois a vacina foi descoberta com isso os governos de todo o mundo estavam fazem usos de avião pulverizadores para erradicarem o vírus, em terra os militares continuam a combater os últimos devoradores que ainda restavam.

Um ano após o inicio da crise, o mundo se via livre da praga que quase devastou a humanidade, novamente os chefes de estados fazem um discurso padrão a todos os povos do mundo e o discurso assim dizia.

“Passamos por tempos nebulosos, a raça humana quase foi extinta, perdemos amigos e entes queridos, mas felizmente conseguimos sobreviver, e o que nos resta agora é reconstruir nossos lares, nossas vidas e aprendermos de uma vez por todas a vivermos juntos respeitando as nossas diferenças. Nessa reconstrução as profissões que irei dizer serão indispensáveis para conseguirmos tal obra, as profissões são agricultores, médicos e todos ligados a área da saúde, profissionais da área das comunicações, profissionais da área elétrica, e profissionais de segurança. por hora esses são indispensáveis, e assim encerrou-se o discurso dos governantes, e um novo mundo começou a ser construído”.

“Os porquês, e como aconteceu deixo a critério da imaginação de quem vier a ler”.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!