O diário perdido de Suzzy Martin... O começo.
2 Capitulo um: É só o começo...
Notas iniciais
Capitulo um: É só o começo...
Acordo completamente assustada após aquele terrível sonho. Serio, tenho que para de assistir filmes de terror antes de dormi.
Espreguiço-me, e sinto todos os meus ossos estalarem, logo o despertador toca. Estava na hora de levantar. Hoje seria meu primeiro dia de aula, e meu ultimo ano no ensino médio, depois daqui, rumo à faculdade. Mas sinceramente, eu não estava nem um pouco a fim de levantar.
Estava um clima tão bom, que dava vontade de ficar o dia todo debaixo das cobertas, tomando chocolate quente e assistindo maratona de Sobrenatural. Mas a vida não é sempre tão boa assim comigo. Me levanto com toda preguiça do mundo, um vento forte atravessa minha janela, e só agora percebo que ela estava aberta.
Devo ter esquecido de fechar, sério ando muito distraída. Saio do quarto e vou até uma porta toda de preto com vários adesivos escritos “Não bata”, “Não perturbe”, ou “Foda-se a sociedade.” Garoto revoltado.
– Vamos tampinha, está na hora de acorda. – falo batendo com força.
A porta se abre brutalmente, meu irmão parecia estar bastante irritado, o que me causa uma grande satisfação.
– Satisfeita? – pergunta com a voz rouca e cheia de ódio.
– Sim.
Respondo sorrindo angelicalmente e lhe dando as costas, de relance percebo que ele me indicou o dedo do meio, faço o mesmo e entro do banheiro, eu e ele nos amamos incondicionalmente.
Assim que termino de escovar os dentes, faço um coque mal feito e entro de baixo do chuveiro.
A água estava perfeita para ficar ali horas e horas, mas eu não podia continuar, estava atrasa. Desligo o registro e me enrolo na toalha. Abro a porta e me deparo com o Thony, ou como eu o chamo, o cruzamento mal feito dos meus pais.
– Pensei que tinha sido levada junto coma descarga. – fala me empurrando para fora do banheiro.
– Para seu azar não.
Vou para meu quarto e escolho algo confortável e quente para vestir. Assim que me olho no espelho e vejo que estava adequada, vou prepara o café. Desde que minha mãe faleceu com câncer terminal, eu comecei a ajudar mais em casa. Meu pai começou a trabalhar menos, se dedicando a nos dar mais atenção. Durante sete anos ele tem sido um pai e uma mãe para mim e meu irmão.
Arrumo uma bandeja com café, e vou levar para Luiz. A porta do quarto estava entreaberta, empurro com o pé, então vejo que meu pai estava debruçado sobre sua mesa e com o notebook ligado. Deixo a bandeja em cima da cama e vou acorda-lo.
– Bom dia pai. – lhe comprimento.
Ele se espreguiça e solta um gemido colocando a mão atrás do pescoço.
– Bom dia querida. – me responde com um sorriso.
– Seu café esta bem ali, — aponto para a cama. – Chegarei um pouco atrasada.
– Tudo bem, mas não vá chegar tarde.
Vou para o meu quarto e arrumo meu material, antes de sair lembro que tinha esquecido o celular, vejo que tinha treze ligações perdidas da Ariane.
– Vamos Suzanna. – ouvi Thony me chamar enquanto descia as escadas.
Ele já estava no carro. Desço as escadas rapidamente e grito um “Tchau” para meu pai. Entro no meu querido Rambler e coloco o cinto de segurança e a chave da ignição.
Joguei minha mochila no colo da tampinha e sai da garagem.
– Hei. – chiei ao vê-lo jogar a mochila no banco traseiro.
– Da próxima vez jogo pela janela. – retrucou todo irritado. Bastante irritado do que o comum.
– O que aconteceu? – pergunto parando o carro no sinal vermelho.
– Por que a pergunta? – ele arqueou a testa, reprimir em não soar grossa.
– Você esta irritado? Até parece estar com T.P.M. — respondo sorrindo de lado.
– Vá se ferrar Suzy. — diz bufando e se virando para a janela.
– Ok, desculpa, foi sem querer. Mas é sério o que aconteceu?
– Desde quando se importa? – responde com um sorriso zombateiro.
Respirei fundo para não dar uma resposta malcriada, e pus o carro novamente em movimento.
– Estou tentando ser legal. Mas já que você não quer, não vou mais me esforça. – respondo.
– Desculpa, é que fiquei um pouco surpreso com sua preocupação repentina.
– Você não foi o único. — Dei uma risada enquanto estacionava o carro,
A Fallen High School era um conjunto de prédio formando um círculo que no meio ficava a quadra de futebol e o pátio, do lado de fora era só o estacionamento. Eram divido em três blocos. O bloco “A” ficava a parte administrativa e a biblioteca, o bloco “B” o auditório e onde praticávamos educação física, e o “C” onde ficavam as salas de aula, do primeiro ao terceiro ano.
– E ai, preparada para seu ultimo ano no ensino médio? – Thony pergunta enquanto caminhávamos para a entrada.
– Querido, já nasci preparada. – respondo tentando soar confiante.
Thony solta uma risada e passa sua mão pela minha cintura, reparei que ele estava ficando quase do meu tamanho, e aquilo me incomodou.
– Você deve estar cagando de medo isso sim.
– Estamos falando de mim e não de você irmãozinho. – respondo o empurrando de leve. – Acho melhor você ir, não vai querer conhecer a fúria do Sr. Watson, confie em mim.
– Confiar em você? Não enlouqueci para chegar esse ponto. – diz se soltando de mim e virando o corredor.
Comecei a fazer meu caminho, ainda tinha mais um andar para subir, então o segundo toque bateu. Droga! Definitivamente hoje não é meu dia. Essa seria minha aula de história, e com certeza eu estou atrasada, o velho rabugento do Wilson irá adorar me mandar para a detenção o resto da tarde. Ótimo começo de ano Suzy!
Fale com o autor