O diário de uma garota qualquer

6 Quem é Petrônio Berlepsch?


Notas iniciais
Obrigada a todos que comentaram(preguiça de escrever os nomes -q), e a partir desse capítulo, terá muitos mistérios, preparem-se 0/

Ela pegou a foto e me mostrou. Mas não vi motivo para ela corar tanto quando ela me mostrou aquilo.

Era uma foto em preto e branco, onde havia alguém mascarado com armas e ferramentas na mão e uma mochila nas costas. Aparentava ser um homem, e ele também aparentava está correndo. Pelo jeito, estava ventando na foto, pois voando, havia um cartão que, na foto, só dava para ver o nome "Petrônio Berlepsch", com uma imagem de um homem muito escura.

–O que é isso?- Perguntei. -Tenho certeza que não era o que você estava me mostrando.

–Ué! — Ela olhou pra foto. — Não é essa foto! — Alfreda pegou outra foto — Essa é a foto verdadeira! É o Alfredo.

Era um menino pálido, com o cabelo rebelde escuro, olhos acinzentados e musculoso.

–Eu já vi esse menino. Eu vi ele treinando. — Falei dando de ombros. — Mas essa foto aqui que você pegou por engano, o que significa?

Alfreda deu uma rápida olhada naquele mistério.

–Não sei. Mas isso parece ser uma imagem da câmera de segurança da saída daqui do internato, porque há uma porta ali em frente com a sigla ICP.

–Tem razão. — Respondi naquela hora. — No verso da foto tem alguma coisa?

A menina virou a foto.

–Tem sim. Uma mensagem.

Srta. Alfreda Manoela Palmeira Rocha, esta foto que você está vendo, é uma captação da câmera de segurança da entrada do internato.

Isso pode ser o primeiro passo para saber quem sequestrou o Sr. P.

Enviei esta imagem até você, pois você foi a sorteada para desvendar o sequestro do caríssimo dono do internato. Quaisquer informação sobre o Sr. P. , fale comigo imediatamente.

Assinado, Bob Marley.

Eu me lembro muito bem que deu um calafrio na minha espinha naquela hora. Alfreda era muito irresponsável, duvidava muito que ela achasse o idio... Ops! O sr. P.

–Nossa, que cargo deram pra mim... — A loira (ela é loira) releu a mensagem umas dez vezes. — Você acha que eu daria conta?

Eu responderia um não, mas só por educação, eu afirmei que sim com a cabeça.

–Você é capaz. — Falei. — Agora, vem comigo para chamar esse tal de Alfredo para a missão.

Peguei a mão dela e saí correndo, puxando-a.

–Onde ele está? — Perguntei.

–Que horas são Marina? E que dia é hoje? — Alfre indagou.

–São exatamente 4 horas da tarde! E hoje é quinta-feira!- Respondi. — Por quê?

–A essa hora, ele está comendo, pra ser mais precisa, no Mc'Donalds.

–Você decora os horários dele? — Perguntei novamente, com a cara meio estranha.

Ela, com cara de sapeca, respondeu:

–Sim, algum problema? — Ela fez mais uma outra pergunta.

Dei um tapa na minha testa. Isso não era amor, e sim loucura.

Fomos até a praça de alimentação — não, isso não é um shopping — e vimos de cara ele só por lá.

–Vá você. — Falei — Você "ama" ele.

E Alfreda foi desfilando, com a bunda empinada e com a postura impecável — ela era corcunda, e olhe lá — até ele. Eu fui atrás dela.

Alfredo nos fitou por um bom tempo. Alfreda encarou Alfredo, e Alfredo me encarava.

Por fim, finalmente falei o que ela queria.

–Estamos te chamando pra ir numa missão. Resumindo: invasão extraterrestre. Impedir senão CABUM.

O pálido ficou pensativo. Depois de longos minutos, ele deu de ombros, e apenas disse:

–Tá.

–Tá, vou avisar pro Ângelo. — Falei correndo. — Fiquem aí!!

–EU TE MATO! — Gritou Alfreda com os olhos em chamas.

Corri até o pátio, quando eu vi o ruivo por lá, com as mãos no bolso e um casaco, com o capuz por cima dos cabelos chupando chiclete.

–Ângelo! — Gritei.

–Marina! — Ele gritou de volta tirando as mão do bolso. — O que você quer?

–Bem, eu já escolhi quem vai comigo na missão, é a Alfreda e o Alfredo.

–Certo, mais algo? — Perguntou.

–Não. — Quando eu tive uma ideia louca. — Quer dizer, sim.

Ele olhou pra mim com seus olhos verdes radiantes.

–Bem, já que eu vou partir depois de amanhã, eu queria passar um tempo, sabe, junta com você, como melhores amigos. — Falei.

O branquelo sorriu.

–Claro, mas alguém poderia desconfiar que...

Não perdi tempo. Puxei ele até o bosque.

–O que está fazendo? — Perguntou.

–Passando o tempo com você!

–Mas Marina, você sabe que é contra as regras ir para o bosque...

–Pra quê viver seguindo regras?

Ele então cedeu. Começou a correr comigo.

Depois, nós paramos de correr e nos sentamos. Conversamos sobre muitas coisas. Muitas mesmo. Talvez eu teria que passar anos só falando sobre isso, mas eu teria que deixar de continuar a história.

Em um certo ponto, Ângelo apenas olhava para meus olhos.

–Sabe Marina, não sei se digo isso, porque só nos conhecemos a pouco tempo, mas...

–Mas...

–Deixa pra lá. -Ele falou. — Vamos voltar, já está escurecendo.

Voltamos para o internato. Jantamos e fomos dormir.

Antes de dormir, eu pensei em tanta coisa que acho que com tudo aquilo, daria pra fazer 10 livros, 15 filmes e 3 seriados. Dentre essas coisas, as principais que eu pensei foi sobre o sequestro do Sr. P., do cartão da foto, da missão e do que o Ângelo ia me dizer.

Pensei em quem seria Petrônio Berlepsch. Eu quase tinha certeza que ele era o Sr. P., mas o sobrenome vinha da Alemanha, e Sr. P. não tinha cara de alemão, afinal ele tinha a cor de pele escura, e alemão é bem branquelo.

Também pensei nas estratégia que eu usaria na batalha contra os extraterrestres. Ângelo me dissera que eu teria que bolar uma. Mas eu teria que bolar uma com o Alfredo e a Alfreda.

Pensei em tudo isso, e, quando minha pálpebra ia caindo para eu dormir num sono profundo, Alfre entra no meu quarto.

–Alfreda, o que faz...

–Ângelo foi sequestrado também. — Ela simplesmente falou, num tom sério.

Sim, meu professor de 16 anos foi sequestrado.

Notas finais
Desculpa ao capítulo curto, eu estava meio apressada :/