Olá, meu nome é Bianca Di Angelo e desde que minha mãe morreu, eu e meu irmão — Nico — enfrentamos muitos problemas sozinhos. Desde que era pequena via coisas, digamos que.. estranhas, como monstros realmente esquisitos, mas depois que minha mãe morreu, as coisas pioraram. Bem, resumindo, muitas coisas aconteceram desde então.

Tudo começou no dia de seu enterro, era um dia ensolarado com apenas algumas nuvens no céu, mas isso não é de muita importância. Estávamos em silêncio, até que um advogado misterioso — de aparência um pouco amedrontadora, usando um terno preto e óculos escuros — apareceu e nos levou para um aeroporto sem ao menos nos dar qualquer explicação, mas eu em nada questionei — estava realmente aturdida com o que estava acontecendo, eu não queria aceitar a morte de minha mãe e tudo aquilo, tinha um irmão ainda pequena e não tinha ninguém mais no mundo.

O advogado nos levou até um aeroporto um pouco distante da cidade e nós três embarcamos em um jato particular. Por fora, parecia um pouco simples, mas por dentro era impressionantemente luxuoso e muito espaçoso, havia poltronas de couro que pareciam super confortáveis, um banheiro, um local reservado com uma cortina e uma mesa de café da manhã, capaz de alimentar um batalhão inteiro, havia de tudo — bolachas, um bolo com cobertura de chocolate, suco de laranja, pudim.. — Ao ver aquele banquete, Nico e eu não hesitamos e fomos nos deliciar com todas aquelas delícias — nós estávamos realmente famintos.

Após o café da manhã reforçado, fomos descansar nas poltronas — que agora pareciam mais confortáveis ainda. Nico observava tudo com muito entusiasmo pela pequena janela ao lado. Já eu estava com o pensamento distante, me perguntando o que iria fazer a partir de agora e como eu e Nico viveríamos, eu estava sentindo a falta de minha mãe, a ponto de chorar, mas não podia. Nico não poderia me ver chorando, ele era muito pequena e ingênua, seria demais para ele...

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O sol já estava se pondo e ainda estávamos em nossa viagem para algum lugar — que por sinal, teria de descobrir sozinha onde era. Olhei para Nico, ele estava com uma lágrima no canto do olho.

_O que foi Nico? — perguntei a ele.

_Eu.. eu estou com medo — disse ele soluçando.

Cheguei um pouco mais perto dele e o reconfortei com um abraço.

_Vai ficar tudo bem, eu estou aqui com você, não precisa ter medo — respondi, então percebi que estava tentando convencer a mim mesma. — Agora, descanse um pouco, amanhã será um novo dia.

Então, ele se deitou em meu colo e dormiu depois de alguns minutos, percebi que meus olhos estavam ficando pesado e quando me dei conta, estava dormindo também.