O destino do príncipe
14 Eu aceito
Notas iniciais
— Eu aceito. — Bruce olhou em direção a sua mãe que sorriu.
— Te ajudarei a ter seu poder. — pausa. — Mas para isso. — falava seguindo em direção a janela imensa ali presente. — Terá que comanda-los.
A mulher sorriu friamente mostrando o exterior da janela. Bruce se aproximou vendo um cenário de caos e destruição juntamente com vários demônios que se "divertiam" com os mais fracos. Alguns tinham forma humanas com diferentes tipos de asas, outros eram completamente monstros.
— Então é melhor eu começar. — O bode se aproximou de Bruce enquanto ele se virava. — Eles iram me ouvir?
O bode olhou para os monstros que voavam e se batiam numa briga, aqueles eram os de baixa classe, mesmo tento alguns fortes. Aqueles não eram para a batalha em vitória, e sim para a destruição de povoados. O bode balançou a cabeça fazendo Bruce arquear uma sobrancelha.
— Aqueles são os "menos inteligentes". — falou num modo para não humilha-los. — Os que você deve controlar, estão na outra parte da dimensão.
O animal seguiu a porta mandando Bruce o acompanhar.
Bruce arregalou os olhos vendo um cenário completamente diferente daquele que viu antes. Um jardim florido e decorado, cheio de vida se encontrava a sua frente juntamente com oito demônios de asas negras. Os mesmos olharam em direção a Bruce semicerrando os olhos e outros rosnando não gostando de sua presença.
— Por que essa criança esta aqui, seu bode velho! — falou um demônio esticado no sofá dourado juntamente com varias mulheres a sua volta o acariciando. Seus cabelos negros estavam tapando seus olhos não deixando Bruce o fita-lo.
Outro ser riu, aquele tinha cabelos brancos e compridos. Ele permanecia escorado num pilar branco com as pálpebras fechadas. Suas vestes eram uma armadura dourada com vermelha, juntamente com um símbolo de duas asas e uma espada no meio.
— Tire essa coisa daqui, apenas os cavaleiros negros ficam aqui.
— Coisa!? — Rugiu Bruce.
O demônio de cabelos brancos abriu os olhos analisando Bruce, nenhum inferior ousou responder o demônio de cabelos negros como, Derek era conhecido.
Derek o olhou com um sorriso frio nos lábios, o mesmo tirou sua franja dos olhos para ver melhor a criança a sua frente. O demônio não achou nada de interessante, mas se perguntava quem era ele? Não conhecia as historias sobre ele? O demônio de cabelos negros, o pior dos cavaleiros negros.
— Você acha que tenho medo de uma criança rebelde? — gargalhou Derek. — Saia antes que eu arranque sua cabeça! Praguinha. — Bruce nada fez, apenas continuava a encarar. —Ou posso transforma-lo em minha putinha, o que acha?
Todos começaram a rir, seus olhos azuis passaram por todos os demônios cavaleiros que faziam diferentes coisas, mas se não estivesse errado, eram oito, e só via sete deles. O mesmo voltou a encarar Derek que afastou as mulheres de seu lado se levando.
Bruce gargalhou fazendo seu inimigo arquear a sobrancelha e ficar mais furioso.
— Acha que vim aqui para me transformar em sua putinha? Achas que vim aqui para ver sua cara, Demônio repugnante e inferior! — falava ele com o tom da voz mudado.
Aquele não era o mesmo Bruce de sempre... Era outro que estava ali preste a mostrar o porquê de estar ali...
— Cale a boca. — Berrou Derek avançando contra Bruce.
O bode olhou para se mestre e logo em seguida para a lamina dourada que vinha em direção a Bruce. O animal queria fazer algo, não poderiam machucar o filho legitimo de sua rainha...
— Eu não sou qualquer demônio, lembra. — sussurrou ele para o bode que assentiu confiante se distanciando,
Bruce voltou a olhar a lamina que passou por ele, Derek arregalou os olhos surpreso por em cima da hora ele ter desviado o suficiente para a lamina não atingi-lo, como todos do campo também se surpreenderam. Os olhos azuis do demônio analisavam se adversário mais surpreso ainda quando foi jogado contra o pilar que o de cabelos brancos estava.
— Achas que sou fraco? — gargalhava Bruce loucamente. — Já acabou?
Derek rosnou voltando a atacar Bruce que apenas desviava de seus golpes deixando Derek mais irritado ainda e perguntando-se quem era aquele demônio. Bruce agarrou sua espada girando seu corpo para um ataque. O cotovelo do mesmo atingiu a cabeça de Derek que foi rumo ao chão. Todos no campo olhava a cena com os olhos arregalados e logo depois para Bruce que girava a espada dourada de Derek.
— Quem é o próximo? —O bode juntou as mãos fechando os olhos brevemente. Tinha duvidado de Bruce, mas agora sabia que sua rainha estava certa, ele seria o novo governante.
— Quem é você! — Perguntou uma garota em cima de um dos pilar.
Bruce a olhou sorrindo friamente, a mesma estava com um chicote negro que ganhava vida contornado o pilar que estava. Seus cabelos negros e compridos voavam livremente. A única mexa longa e de cor diferente, continuava parada na frente de se ombro, uma mecha vermelha.
— Sou o demônio que vai proclamar seu direito no trono e governar.
A garota avançou seu chicote contra Bruce que o agarrou no ar puxando fortemente. A mesma foi em direção ao chão, mas conseguiu pousar cuidadosamente.
— Não se seu nome, mas isso não importa. — falou Bruce puxando o chicote para tomar para si. A garota arregalou os olhos surpresa, ninguém a derrotava, era a segunda melhor dos cavaleiros... Sua própria arma que só ela comandava vinha em sua direção atingindo-a.
O chicote de vênus, a arma onde apenas ela comandava, outro que o toca-se ele se rebelaria contra, mas com Bruce ele estava deixando ser controlado. O chicote veio na direção dela novamente pegando-a pela perna e a jogando no campo florido, onde um garoto que parecia ser o mais jovem de lá levantou o olhar.
— Esses demônios de alto nível que você disse que seria bons? Aqueles que vi de baixo nível aposto que seriam mais uteis. — Bruce resmungou olhando o chicote.
— Você deve ser o filho legitimo de nossa rainha. —Bruce levantou o olhar para o demônio de cabelos brancos que apenas o observara o tempo todo.
Derek se levantou semicerrando os olhos.
— O descendente do antigo rei demônio, o sanguinário. — Todos se entreolharam. — Você é um renascido, na verdade. Filho de Quiferá. — O demônio parou a frente de Bruce se abaixando num ato de se curvar diante de seu rei. — Sou Nicolas, o mais velho dos cavaleiros negros. O que deseja, meu mestre?
— Set... — chamava Katy.
O vampiro não a olhava, apenas se concentrava numa presa que saia de sua tenta para fazer uma fogueira a todos. As mãos pequeninas de Katy tocaram em seus ombros, fazendo-o suspirar e levantar o olhar para ela. A mesma sorriu fazendo Set corar.
— Não fique de brincadeira. — resmungou ele.
O soldado que fazia a fogueira levantou o olhar para cima do precipício vendo os dois inimigos. O mesmo saiu berrando "inimigos". Set cerrou os dentes pegando uma adaga e atirando em sua cabeça.
— Tome cuidado. — sussurrou ele avançando contra os primeiros humanos que apareciam.
Katy suspirou balançando a cabeça. Seu olhar seguiu para o sol e logo sua visão começou a ficar turva... Algo estava acontecendo dentro de sua cabeça e sabia exatamente o que estava acontecendo. A mesma caiu de joelhos no chão apoiando suas mãos na cabeça, era como um zumbido em seus ouvidos, doía.
Set olhou para trás vendo-a de joelhos no chão enquanto dois humanos se aproximavam com armas na mão. Um tiro e ele a perderia para sempre... O vampiro sem perder tempo avançou contra o primeiro humano pegando sua arma e atirando na cabeça dos outros dois. Odiava armas de fogo, mas não poderia ter hesitado... Hesitação apenas atrapalharia tudo, a hesitação deixa a pessoa mais fraca... E ele não seria fraco... Não perderia ninguém que amava.
Katy o olhou fazendo seus olhares se cruzarem e logo em seguida a mesma caiu rolando lomba a baixo. Set arregalou os olhos ao receber um tiro na costela, a dor veio com um uru e logo em seguida a cabeça do humano se encontrava longe de seu corpo.
— Humanos idiotas. — rugia Set enquanto arrancava a bala com os próprios dedos. — Katy! — Berrou. — Recue...
O vampiro jogou a bala longe levantando olhar enquanto corpos dos humanos cair um por um no chão e logo em seguida ver o sorriso frio de Katy nos lábios. Aquela não era a Katy que conhecia, e sim sua outra personalidade.
Fale com o autor