O destino do príncipe
3 Apenas viver...
Notas iniciais

O rei fechou os olhos suspirando, o homem a sua frente analisava a expressão do rei sem nada dizer. O mesmo olhou para os papeis jogados em sua mesa, ele não teria chance nessa guerra mesmo com tropas aliadas.
–Qual é a situação geral?
–De 100 soldados apenas um sobreviveu. –Disse o homem cruzando os braços. –E imagino que saiba quem sobreviveu.
Hott desviou o olhar para uma estante de livros próxima. O rei se sentou em sua cadeira não falando mais nada, o homem se curvou se retirando de sua presença.
Katy se escorou na parede enquanto escutava seu pai falar algo sobre a guerra enquanto olhava para fora da janela, o vasto campo que era bem cuidado do castelo deixava uma vista magnifica, uma vista que deveria eternizar com uma foto, principalmente no por do sol.
A caçula voltou a olhar para seu pai que estava pensativo.
–O que você acha que deve ter acontecido, meu pai? –Perguntou ela.
O homem balançou a cabeça negando, ele mesmo não sabia qual era o assunto, mas tinha certeza de que os exercito dos três reinos deram mais um passo. O mesmo olhou para sua filha que brincava com as mangas transparentes do vestido branco, Katy adorava seus vestidos brancos, a deixava com um tom angelical. Sua avó antes de morrer sempre a chamava de meu pequeno anjo.
–Não sei, mas espero que esteja tudo bem. –Disse forçando um sorriso. Katy também sorriu para ele.
Jude pensou em um instante se não teria sido melhor deixar sua filha caçula nas mãos do filho de seu melhor amigo, sabia que Kate só queria poder, e fará de tudo à medida que aquela coroa ser dela. O homem de meia idade voltou a olhar a janela.
A pequena voltou a brincar com suas mangas, mas um vislumbre a vez olhar em direção ao outro corredor onde o príncipe passava, semicerrando os olhos a mesma saiu caminhando mesmo sobre o olhar confuso de seu pai.
Bruce caminhava tranquilamente no corredor rumo ao escritório de seu pai, tentava fugir de Kate que queria “conversar”, mas seu conversar não o convenceu fazendo no mesmo instante fugir da garota. Um homem saindo da sala do rei quase bateu em Bruce que rosnou, o mesmo olhou para Bruce se curvando contra a vontade.
–Temo que o rei esteja ocupado com assuntos da batalha. –Disse o homem com as mãos para trás.
–Isso é um aviso para não entrar? Talvez eu seja útil.
–Duvido. –Sussurrou o homem.
Bruce o olhou furioso, odiava aquele homem... Sempre o odiou e não seria agora que o desrespeitaria por seu o príncipe não o rei. Bruce pegou o homem pelo colarinho de sua camisa branca, fazendo o mesmo arregalar os olhos.
–Talvez você precise aprender quem manda. –Sorrindo friamente o homem desviou o olhar.
–Desculpe vossa alteza.
Bruce o largou o jogando na parede.
–Lembre-se antes de falar de mim. –Bruce se aproximou do homem que estremeceu. –Um dia eu estarei no lugar de meu pai, e quero ver você se atrever a falar essas mesmas palavras.
O príncipe se virou voltando-se para a porta do escritório. O homem saiu arrumando seu terno negro. O sorriso divertido estava nos lábios do filho do rei.
Katy piscou vendo o homem passar por ela resmungando alguma coisa relacionada a Bruce, a mesma olhou em direção a porta onde o príncipe adentrou. A caçula seguiu em frente parando a frente daquelas portas duplas de madeira.
–Bruce. –Hott ficou surpreso com a chegada do filho. –Que surpresa.
–Queria saber por que saiu da sala com a expressão seria. –Bruce sentou no sofá marrou ali presente olhando uma porta retrato em cima da lareira ali presente.
–Nada, apenas assuntos da guerra.
–Você disse para casar com aquela garota pelo meu reino, e farei isso. –Bruce voltou a olhar para o pai. –Então quero saber como meu povo esta, a guerra afeta a todos principalmente eles.
Hott voltou a analisar seu filho, uma coisa diferente dos dois era que Bruce não queria a coroa para dizer que era rei, e sim para ser um verdadeiro rei. Ele se importava com seu povo queria protege-lo de qualquer jeito. Hott suspirou fechando os olhos...
–Pai.
–Eles ainda não foram afetados, os 100 soldados conseguiram impedir de adentrar Kaibolic, mas nessa batalha apenas um dos nossos sobreviveu.
–Como isso foi possível. –Bruce piscou incrédulo. –Apenas um...
O rei assentiu não querendo entrar em detalhes.
–Mas isso não é o que importa, agora estamos reforçando as tropas, não temos poder ainda para ataca-los. Estamos fracos, por isso que decidi fazer essa troca com Jude, entende agora por que prometi você a filha mais velha dele.
Bruce desviou o olhar se lembrando de Katy e a cena da cozinha. Foi apenas um sorvete e uma conversa, mas ele soube ali que aquela garota era diferente de todas, mas não podia tê-la.
–Não vou deixar meu povo ser exterminados por aqueles insatisfeito, eu arranjarei a solução!
–Bruce isso esta fora da...
–Não me importo com o que você falara, não ficarei sentado dentro desse castelo com uma mulher que não amo vendo meu povo inocente ser morto e depois fugir para longe daqui!
–Bruce.
–Quer ajudar! Primeiro me tire dessa promessa; Segundo não fique no meu caminho. -O mesmo fechou furioso a porta atrás de si.
Bruce arregalou os olhos com a batida em alguém. Katy quase caiu se não fosse por ele ter pego em seu braço.
–O que fazia aqui?
Katy piscou desviando o olhar, como dizer que não estava ali pela conversa, apenas tinha seguido ele? Mas se ficasse quieta ele pensaria ao contrario e não confiaria nela... Engolindo em seco Katy voltou a fita-lo.
–Eu apenas segui você. –Disse ficando corada.
Bruce sorriu de leve vendo as bochechas de Katy corarem, realmente as expressões e gestos das duas irmãs eram realmente diferentes. Seus dedos tocaram as bochechas coradas de Katy fazendo a mesma olhar assustada para ele.
–Me desculpe. –Bruce soltou seu braço. –É melhor eu partir agora.
Katy o olhava sumir pelos corredores enquanto tocava em sua bochecha onde os dedos quentes de Bruce tocaram. Jude sorriu de leve escondido, sua impressão estava certa, sabia que tinha feito à escolha errada.
O campo de batalha agora nada existia mais, apenas sangue e terra. Todos foram reunidos nos acampamentos para receber a noticia do rei, todos estavam empolgados esperançosos que fossem mais ajuda para a guerra.
Todos os soldados presentes naquele pequeno acampamento estavam reunidos comendo envolta de uma fogueira, apenas um estava sozinho cortando uma maça vermelhinha com sua própria adaga. Um homem de cabelos ruivos se aproximou do soldado solitário que olhava a vasta extensão sem vida.
–Por que não se senta com nós? –Perguntou o ruivo.
–Não tenho vontade.
–Pelo menos você poderia se aquecer? Logo o sol vai dormir completamente e esfriara.
–Não estou me importando. –Disse o soldado comendo sua maça. O ruivo suspirou sentando ao lado dele.
Seu nome era Jace, quando fora para o acampamento lutar naquela guerra estava com medo, mas aquele soldado solitário foi o que chamou sua atenção e decidira fazer uma amizade com ele onde saiu bem sucedido. Era ele que “cuidava” do amigo. Ele não era apenas um solitário, era um guerreiro solitário, ninguém o viu perder uma luta e suas palavras eram a mesmas, nunca desistir no campo de batalha.
–Você esta pensativo... Esta pensando em que? Em mulheres? –Riu Jace.
–Não. –O guerreiro se levantou fazendo o vento gélido mexer seus cabelos negros que iam ate os ombros. –Estou pensando no meu irmãozinho. –A adaga foi fincada no chão. –Tudo isso logo ira acabar...
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