O destino de uma princesa
5 A humilhação
Notas iniciais
O sol brilha entre as nuvens. O tempo está agradável.
Os portões que guardam o Reino do Sul são muito altos, estão desgastados pelo tempo e a vegetação cresce em seus muros, contribuindo para um clima mais sombrio.
O guarda que nos trouxe aqui cumprimenta os outros soldados.
Passamos pelos guardas. Alguns nos encaram e outros fazem comentários que eu e Lorena não levamos em consideração, pelo simples fato de ignorarmos fingindo que não estamos ouvindo.
Passamos pela a vila dos camponeses. Está parcialmente destruída. Parece que houve um atentado recente. De repente, passa pela minha cabeça,que meu pai possa ter feito isso. Recordo a cena da sala.
Nãaaoo! Meu pai não fez isso! Tento afastar essa ideia horrível.
O povo para o que está fazendo quando passamos por eles, talvez me reconheçam ou apenas saibam que somos do norte. E esse simples fato ,já pode definir muitas coisas para nós.
A vila é pobre. A miséria,a fome e as péssimas condições de vida castigam os habitantes desse lugar.
Onde está o rei deles? Por que ele não toma as devidas providências para ajudar o seu povo? Isso é o mínimo que ele pode fazer.
Sempre aprendi que se você ocupa um trono usando uma coroa, é por que existem pessoas que precisam de você.Confiam suas vidas sob sua liderança.
Esse povo precisa de ajuda.
Continuo andando pela vila. E inesperadamente, recebo um tomate podre na cabeça. Aii!
E mais outro. Aii! O que é isso agora???
Vejo que tem uma mulher atrás de mim me acertando tomates. Logo ,mais outras pessoas se juntam a ela. Começam a atirar vegetais podres em mim e em Lorena. O guarda permanece imóvel.
A mulher grita:
— Sangue ruim! Você é prova da existência daquele povo maldito! Que seu sangue derrame pela colina e seu corpo podre seja consumido pelos corvos!
Meu coração aperta em meu peito.O que eu fiz para essa mulher dizer essas coisas para mim?
Mais pessoas começam a atirar tomates podres.É humilhante.
Meu vestido azul claro que já estava sujo devido a caminhada,agora estava completamente manchado e indigno de se usar.
O guarda permanece no mesmo lugar sem mover nenhum músculo.
— Você vai ficar aí sem fazer nada?
—Não tenho culpa se você é tão bem vinda neste lugar!
Ele está zombando de mim!Que atrevimento!
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