O destino de Jane

7 Um magnífico castelo


Notas iniciais
Todos os capítulos começam com U, bora manter a tradição

A menina voava desviando das nuvens, algumas, branquinhas, outras, pesadas e cinzas, em um tom quase preto, pois, como as mesmas eram feitas de água, não devia ser nada agradável ir a qualquer lugar de chapinha estragada. Se bem que ela não usava chapinha, era perfeita por uma lei, um regulamento imposto a elas ainda no berço. Uma sentença de vida ou traição.

— Já podemos virar uma capa de filme agora. — Jane quebrou o silêncio, embora percebesse na hora que não devia ter feito isso.

— Qual? — a menina perguntou curiosamente.

— Não sei talvez UP?

— O que é UP? Subir? Isso não faz sentido! — Ela parecia estar prestes a rir.

— É um filme aonde um escoteiro, um velhote e um cão se perdem em uma parte de não sei que lá por uma ave em extinção. Faz tempo que não assisto, mas deve ser essa a ideia da historia.

— Escoteiro? — a menina perguntou, e, embora ninguém pudesse ver, fez uma cara de nojo.

— Sim ué.

A anja sem asas (Jane criou o apelido em sua cabeça enquanto estavam e um absoluto silêncio com Anist segurado a sua camiseta como se fosse morrer) abriu a boca para perguntar mais algo, mas olhou para cima em um reflexo rápido, e viu nuvens rosa acima de sua cabeça, bem distantes. Ela se calou do nada e foi mais rápido. As nuvens eram sólidas, o que era estranho, pois as anjas sem asas sabiam voar. Ela deixou Jane em uma delas e chamou outra, que estava em um rio (flutuante, talvez donde as cachoeiras vinham?), com os pés atolados, brincando com peixes que pulavam para o ar e nadavam contra serem engolidos pela cachoeira que ia para um lugar desconhecido por todos esses sujeitos: Anist, Jane, Os peixes e a própia cachoeira, aliás, ela era mágica e dava toda a água do planeta, então ela desembocava em um local aleatório.

Isso foi só uma expectativa, mas na mente de Jane pareceu ser real, aliás, como uma teoria esperta daquelas surgiu do nada em sua mente burra, que normalmente pensava em qual seu sabor preferido de picolé quase o tempo todo, Jane não sabia. A menina que estava perto da cachoeira veio perto deles. Ela era branca, como Jane e a outra, usava um cabelo curto e liso, que ia até os ombros. Parecia usar rímel pelo tamanho dos cílios, mas logo ela esfregou o olho, provando ser natural. Tinha um lenço amarrado na cabeça, fazendo um laço no topo. Usava uma camiseta estampada em onça e uma saia dourada, que refletia a luz do sol. Ao contrário da outra, essa usava sapatos de ouro puro. O reflexo deles fez Anist se encolher no fundo da jaqueta de Jane.

Jane não sabia exatamente o porquê de Anist tinha medo delas, mas era claro: Meninas que brilhavam como (e com, pelo o que parecia) o sol deveria ter certa rivalidade com um morcego que pode se transformar na pura sombra. Jane vivia colocando planos em sua cabeça, e nesse momento ela se deu conta que a voz em sua prisão era Anist. Porém, estava na frente de suas inimigas mortais dele, então não achou adequado tirar ele do fundo do poço e perguntar gritando: “Essas são suas inimigas ou é a minha imaginação?” Ao invés disso, ficou calada e decidiu prestar atenção a o que a menina do rio (novo apelido por Jane) falava pelo o que parece, ela e a outra andaram falando, ou melhor, cochichando quase que por telepatia, pois mal dava pra ver movimento em seus lábios, por muito tempo enquanto Jane estava sonhando acordada.

— Ela não é das nossas? Mas poxa, parece tanto — disse a menina do rio.

— A envie á mestra, ela decidirá o que fazer com eles. Você os guia, e eu monto guarda atrás.

—Está bem.

A menina do rio parecia bem mais simpática que a anja sem asas aos olhos de Jane, então decidiu depositar sua confiança nela. Primeiro, passaram pela floresta das flores, que era um campo cheio de flores altas, o lugar era muito bonito. Depois, passaram por uma parte menor da estrada aquática da nascente até a cachoeira, ou seja, um riozinho bem mais estreito, tanto que Jane poderia contorná-lo com um passo, mas aparentava ser bem mais fundo. O terceiro local foi onde elas moravam, passearam pela cidade e tudo. Definitivamente, a menina do rio era bem mais sociável que a anja sem asas.

Logo, estava no entardecer. Todo mundo se tocou que estava tarde demais, menos Anist, que a esse ponto estava dormindo no bolso da saia de Jane. Por sorte, as meninas estavam apresentando aos visitantes um dormitório que ficava ao lado do castelo, que, sem saber, Jane ia, então foram andando até ele. O castelo, por fora, parecia ser feito de diamantes, e por dentro, se descobriria que ele era realmente feito de diamantes. Era alto e majestoso, embora sem torres nem muro.

— Desculpe pela primeira pergunta que faço a menina que está radiando dourado na minha frente, mas qual é seu nome? — disse Jane, depois batendo na própia cara, pois a pergunta escapou, e ela ia perguntar sobre o castelo, mas, ao ver ela, a menina se virou pra trás, riu e respondeu a pergunta:

—Eu sou Aigra, e a menina que está atrás de você se chama Dori. Aliás, ela não se chama, é apenas um apelido que costumamos usar. Agora, é minha vez de fazer uma pergunta: Você já foi uma prisioneira ou algo assim?

— Essa foi uma pergunta íntima demais pro meu gosto — protestou Jane, mas, sabia que como ela fizera uma pergunta para Aigra, devia responder a pergunta dela também — mas não, nunca.

Enquanto elas estavam conversando, em um assunto repentino que apareceu do nada, Dori silenciosamente arrastou todo mundo para dentro do castelo, aliás, Jane e Aigra estavam tão entretidas que nem perceberam nada até estarem lá dentro. Jane costumava ter o velho hábito de puxar conversa, e Aigra apreciava isso, pois gostava de responder perguntas e ouvir fofocas.

Notas finais
Ninguém lê a fanfic ;-; Sério gente, isso desanima, contem ela pros amigos, sei lá ;-;