O despertar da lendária Sailor Dyastro
13 De frente com o inimigo

Capítulo 13: De frente com o inimigo
Sailor Dyastro e o Guardião das Galáxias encaram o inimigo a sua frente. Seu manto sobrevoa acompanhando a direção do vento, com seus braços cruzados e seu olhar transmitindo obsessão e hipnose. Taelong parecia se divertir enquanto jorava sua arrogância como um veneno fatal.
_Sailor Dyastro e o Guardião das Galáxias, é um desprazer ver vocês! — Taelong era arrogante, mas não negava seu desejo por Sailor Dyastro com a frieza de seu olhar.
_Quem é você? — Pergunta Sailor Dyastro demonstrando coragem na frente do inimigo.
_Porque apresentações agora? Ainda tenho dois pecados capitais para te atacar até que eu entre na batalha! E será seu fim, o fim de vocês dois! — Taelong dá as costas para os dois e parte.
Sailor Dyastro e o Guardião das Galáxias não tinha entendido porque aquele inimigo apareceu, será que tem um plano por trás?
Mas naquele momento não se tinha mais nada para fazer, era retirar a transformação de Sailor e ir embora.
Então volta a sua forma civil, Serelly volta para a feira como se nada tivesse acontecido, as pessoas ali não se lembrava do ocorrido, já que as memórias foram apagadas graças ao poder de Sailor Enigma.
Então foi direto para a barraca de frutas, pegando bastante variedade como maçã, banana, pera, uva, morango e mamão. As frutas estavam dignas de serem apreciadas, se verduras também, principalmente os pés de alface que estavam grandes e suas folhas bem verdinhas.
Foi para a casa contente, apesar da batalha, tudo terminou bem.
Serelly estava curiosa com uma única coisa, e achava que Piero fosse a resposta.
_Pietro, você sabe quem era aquele cara que apareceu? — Serelly pergunta para Pietro com uma certa esperança do gatinho saber.
_Para falar a verdade, eu acredito que ele seja um dos quatro mestres do negreiro! Mas qual deles, eu fico te devendo! — Pietro tinha dado uma resposta que Serelly e Kyung já esperavam.
_Mas isso a gente já sabe! Eu não gostei daquele cara, olhou para minha linda de um jeito muito peculiar! — Kyung demonstrava estar com ciumes, fazendo Pietro revirar os olhos.
_Minha nossa senhora dos gatos, que sujeito ciumento! — Pietro tinha feito um comentário que fez Kyung olhar torto para o gatinho.
_Eu sou ciumento sim, mas não é motivo para reclamar Pietro! — Kyung tentava cutucar o pequeno gatinho.
_Eu não estou reclamando, apenas enfatizo o que é verdade! — Pietro faz seu comentário que faz Kyung revirar os olhos — Mas terei que admitir que Kyung estava certo, eu também não gostei do jeito que te olhou Serelly, receito que tenha que tomar cuidado com esse cara!
_Você não poderia dizer isso antes de confirmar que sou ciumento Pietro? — Kyung pega o gatinho no colo.
_Poderia, mas achei melhor afirmar o que você sempre foi! — Pietro começa a rir da expressão seria de Kyung.
Por mais que Serelly se divertisse com as brigas de Kyung e Pietro, ela estava profundamente preocupada consigo mesma. Sua vida mudou da água para o vinho, e ainda teria que lutar contra vilões.
Era o conceito diferente do que ela esperava, tinha sonhos que não condizem com esta vida, e admitia para si mesma que adorava ser Sailor Dyastro.
_Eu vou tomar cuidado sim! — Serelly sorri gentilmente, passando mais tranquilidade para Kyung e Pietro.
De volta em casa, ela foi guardar as frutas que comprou na geladeira, para não estragar. E se sentou novamente do sofá, procurando relaxar depois de uma batalha exaustiva.
O corvo negro tinha sentado no muro de sua casa, e olhava fixamente pela janela cada movimento de Serelly.
Cada passo, aonde ia e qual cômodo entrava. E pelos olhos do animal, tinha também outros olhos que a via, além dos mestres do negreiro.
*Na escuridão*
Um par de olhos negros olhava cada passo de Serelly, vigiava sem nenhum descanso. Seus cabelos azuis caia no meio de sua face, escondendo um olhar hipnotizante.
_Temos que agir imediatamente! — Diz a mulher impaciente.
_Espera! Deixa isso por conta dos mestres do negreiro! — Diz uma voz masculina cheio de frieza.
_Aqueles idiotas não estão conseguindo nada! — A mulher misteriosa quebra a taça de vinho em suas mãos.
_Penélope! Tem que levar em consideração o fato de Sailor Dyastro ser poderosa e ter aliados poderosos também, e além do mais, sabemos um pouco sobre a vida civil dela, mesmo sendo uma pena o corvo negro não ouvir, mas será questão de tempo até sabermos sobre seu nome civil, sem esquecer claro do Coração de Cristal, que não sabíamos da existência, mas é tão poderoso quanto os cristais que procuramos e as flores mágicas que estão prestes a desabrocharem! — A voz masculina tinha conseguido tranquilizar sua parceira.
_Tem razão Muriel! — Penélope dá a razão mesmo não gostando.
No mesmo ambiente, Taelong estava bebendo uma taça de uísque para esquecer a cega obsessão que tinha por sua inimiga.
Sailor Dyastro, como é bela, como sua beleza a torna tão inesquecível.
Hokori, o demônio do pecado do orgulho estava ajoelhado diante de seu mestre, pronto para lhe servir.
_As suas ordens, mestre! — o demônio não negava sua lealdade a Taelong.
_Eu quero que você ataque na entrada dos alunos amanhã cedo! Certeza que ela é uma estudante! — Taelong não tinha olhado para Hokori, mantendo se olhar para o vazio.
_Mestre, perdoa minha curiosidade, mas não sabe quem é a Sailor Dyastro na vida normal? — O demônio sabia que poderia ser punido por sua pergunta intrometida, ainda mais que Taelong estava bebendo.
_Não sabemos muita coisa! Sei aonde mora, aonde estuda, mas Corvo Negro é surdo, só vê, mas não ouve nada. O nome civil de Sailor Dyastro ainda é um segredo! — Taelong responde com frieza.
Hokori sabendo disso, então se retira, para que seu mestre Taelong pudesse ter seu momento sozinho.
*Na casa de Serelly*
O tempo tinha passado tão rápido que nem se deu por conta, Serelly pega seu pijama mais curto, consiste em um short branco com bolinhas rosa, num tom aproximado de rosé gold, e uma regata da mesma cor, com uma estampa de gatinho branco brincando com um novelo de lã.
Com a toalha no ombro, ela dá um beijo em Pietro que permanecia deitado no sofá e sobe para tomar um banho.
A medida que sobe as escadas para entrar no banheiro, Serelly pensa em tudo que aconteceu em sua vida depois de se tornar Sailor Dyastro.
Tirando sua roupa para entrar no chuveiro, seu coração bate mais forte ao imaginar que poderia estar tão perto de saber mais sobre sua origem.
Isso estava dando a ela, uma pitada de esperança. A única cosia que deixava triste é não poder contar com seus pais adotivos sobre tudo.
A mudança, sobre ser a Sailor Dyastro, seu amor por Kyung, era uma uma vida com quem não tinha com quem compartilhar.
A medida que a água escorria por seus longos cabelos loiros, e por todo o centímetro de seu corpo, os pensamentos de Serelly voavam longe.
Saindo do banho, e se secando, sente um arrepio percorrer seu corpo, um calafrio que percorria sua espinha. Tratou-se de secar-se logo para poder se vestir.
Sentia que alguém estava lhe observando, mas quem poderia? Estava sozinha no banheiro, Pietro estava na sala e Kyung estava fazendo a ronda, procurando aonde os inimigos poderia estar escondidos.
Mesmo que a cidade sendo pequena, típica do interior de São Paulo, ainda estava sendo difícil porque não se tinha idéia para onde começar a procurar.
Vestiu seu pijama e penteou os cabelos, olhou no espelho, sentindo que alguém a observava.
O reflexo transmitia sua beleza, seu rosto tão perfeito em cada detalhe, seus grandes olhos azuis em tom escuro para oceânicos, dava um charme a ela, olhos que parecia ser fatais, transmitia a graça e a beleza. Seus longos cabelos loiros, em tons tão dourados que parecia ser fios de ouro. Caia e moldava seu corpo de acordo com seu comprimento. Seu corpo tão bem crescido, seus seios grandes com sua marca de nascença, um coração no seio direito, seu corpo tão esbelto e esguio, sua pernas bem definidas.
Sentia seu rosto ruborizar, sentia que tinha alguém estava reparando em seu corpo assim como ela mesma reparava nisso.
Secou seu cabelo com o secador e desceu as escadas. Percebeu que poderia ser coisa de sua cabeça, já que seu Medalhão não tinha brilhado.
_Aí Pietro, eu devo estar tão paranóica que no banheiro eu comecei a sentir que tinha alguém me olhando! — Comenta Serelly, enquanto suas palavras causa estranhamento no felino.
_E seu medalhão brilhou? — Pergunta Pietro curioso, com o comentário de sua "humana".
_Na verdade não! Me deu um arrepio por dentro, então me troquei rápido pensando ser frio, mas aí me olhei no espelho! Olhei cada detalhe de mim mesma, da minha beleza! — Diz Serelly sentindo seu rosto ainda estar ruborizada novamente.
_Minha nossa senhora dos gatos, você ficou se amando no espelho achando que tem alguém te olhando? Resolveu virar Narciso? — Pietro estava inconformado, achando que Serelly poderia estar amadurecendo, mas pelo visto ainda tinha seus momentos de garota "atrapalhada".
_Aí Pietro, não virei o Narciso, mas uma garota sempre gosta de se admirar na frente do espelho! — Serelly sabia deixar Pietro incomodado.
_No caso das garotas, seria apenas você mesma, porque eu não conheço garota nenhuma igual a você! — Pietro arqueia seus olhos felinos.
_Isso é verdade! — Serelly sorria sentindo-se linda — Mas é sério Pietro, senti mesmo que tinha alguém me observando.
_Se seu medalhão não brilhou, então é coisa da sua cabeça! — Pietro passa segurança para Serelly.
Suspirando aliviada, ela pega um miojo de tomate da turma da Mônica que tanto gosta, para poder jantar, junto com uma salada de couve, bem picado.
Era uma janta ideal, não pesava muito, para poder dormir, com o cheiro gostoso do macarrão instantâneo dominando a casa, ela pega a comida pronta para comer assistindo televisão.
Ao mesmo tempo que gostava de assistir Dr. House na Netflix, também gostava de assistir dorama.
Estava terminando um filme, era de romance e muito triste, e como Serelly tinha um lado muito sensível, ela chorava vendo cenas tristes ou vendo cenas de amor. Tinha uma doçura e uma sensibilidade que tornava Serelly, uma pessoa delicada e frágil.
Depois de terminar sua janta, saboreando cada garfada, ela lava a panela e sobe para escovar seus dentes para dormir.
Mas desta vez, não estava admirando sua beleza na frente do espelho, pelo contrário, sentia um sono e uma canseira tomar seu corpo.
Foi então direto para a cama, Pietro tinha aninhado nas cobertas quentinhas na cama de sua "humana", dormindo confortável junto a ela.
Ambos pegaram facilmente no sono, não demorou nem meio segundo. A canseira em seus corpo e a vontade de dormir que fazia seus olhos ficarem pesados era tanto que se renderam ao sono.
Foi então que começa a sonhar...
*Sonho de Serelly*
Era uma parte do Reino que era magnífico, tudo era cristalino, havia beleza por todos os lugares.
Era um local que sempre tivera em seus sonhos, desde o primeiro instante que viu Pietro e teve essa visão.
Seu vestido era lilás, belo e esvoaçante, tinha o corpete bem justo e sensual, com desenhos de flores em um tom suave de rosa bebê, tinha uma alça finíssima como uma teia de aranha, com luvas que cobria uma boa parte de seus braços.
Estava tão entusiasmada por causa das belezas daquele lugar que não percebeu o vulto atrás dela.
Ele estendia suas mãos sobre os ombros dela, passou os dedos pelos cabelos dourados, foi aí que ela percebeu sua presença.
Era um fantasma, um dos maiores medos que Serelly tinha. Sentiu seu corpo ficar paralisado, não movia um dedo.
Nenhum músculo de seu corpo de mexia, o medo tomou conta de si por completo.
Sentiu lágrimas escorrer por seu belo rosto, queria gritar mas não conseguiu, não conseguia soltar uma palavra sequer.
O fantasma estendeu suas mãos para tocar seu rosto, passando a ponta de seus dedos por sua pele macia e delicada.
O vestido começou a sobrevoar lentamente, seus cabelos voava em direção a suave brisa.
_Você nunca irá escapar! Terá que me enfrentar de uma maneira ou de outra! — Dizia o fantasma com uma voz horripilante.
*Quarto de Serelly*
Pietro estava desesperado, tocava suas patinhas pelo rosto de Serelly, enquanto o medo tomava conta dela.
Não sabia o que fazer, chamava e chamava e ela não acordava. Tudo parecia perdido.
Chamava Kyung, mas não apareceu, era de madrugada e não poderia fazer muita coisa, foi então que Pietro teve uma idéia.
Mordeu o pé de Serelly, mordeu com uma certa força que a fez acordar na mesma hora.
Ao abrir os olhos, percebeu que estava em seu quarto, sentia a dor da mordida de Pietro.
_Aiii Pietro, seu gato maluco, porque me mordeu? — Diz Serelly baixinho para não acordar seus pais.
_Você não acordava, então te dei minha mordida de leão para te acordar! — Pietro a olha ironicamente.
_Precisava ser assim? — Diz Serelly sussurrando, passando a mão sobre a mordida.
_Lógico né! Não tinha outro jeito, além do mais, a próxima vez eu peço pro Kyung te dar um beijo ao estilo bela adormecida! — Pietro voltou a se ninhar na cama.
_Seria muito romântico! — Serelly passa a mão sobre sua testa, percebendo o quanto estava suada.
_A propósito... você estava tendo um pesadelo com o que? — Pietro pergunta baixinho, para entender o que tinha acontecido.
_Com um fantasma! E eu tenho medo de fantasmas, eu estava num palácio tão lindo, eu estava parecendo uma princesa, e tinha um fantasma! — Serelly tinha se escondido debaixo da coberta.
_Você não tá crescidinha demais para ter medo de fantasma? — Pergunta Pietro inconformado com o medo bobo de sua humana.
_Eu sei disso, a agora estou com medo de voltar a dormir e o fantasma voltar! — Serelly se cobria com a coberta.
Pietro revira os olhos, inconformado com o medo bobo de sua "humana" favorita, então deitou mais perto dela para passar segurança até pegar no sono de novo.
Mas para Serelly seria muito difícil, passou a olhar fixamente para o teto, ainda sentindo uma carga de medo tomar conta de seu corpo.
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