O demônio acorrentado
13 No final sempre estamos sendo enganados
Notas iniciais
As manhãs em Londres eram agitadas aos domingos, os feirantes enchiam as ruas principais, as donas de casa e empregadas saiam cedo para aproveitar a feira. Fumaça escura saía pelas chaminés das casas e carros cruzavam as ruas. Um demônio assistia e se irritava com aquilo.
Ink estava deitado em uma poltrona, à parte de trás dos joelhos apoiadas no braço da poltrona, e uma grande almofada atrás das costas. Pela janela ele podia ver a cidade acordando, as mulheres andando felizes em seus vestidos simples e coloridos. O irritava profundamente a felicidade delas com sua falsa liberdade, pessoas ignorantes que pensavam viver sob leis justas, não sabiam de nada, eram tão inocentes quanto um cachorro.
Ao lado da poltrona uma cama grande ocupava parte da sala. Derek dormia nela, Ink lhe lançava olhares de vez em quando, ele era um dos únicos que Ink passava a noite sem ir embora antes do amanhecer. Tinha de conquistar ele, pois precisava ser agora.
Em poucos minutos um relógio ao lado da cama soou um alarme irritante, Derek acordou assustado. Quando percebeu o que estava acontecendo, resmungou e bateu no relógio que se silenciou. Ele olhou para o incubo na poltrona e sorriu.
– Você fica lindo depois de uma noite dessas. – comentou Derek se espreguiçando. – Te beijaria, se eu pudesse.
Derek não era muito alto, tinha cabelos castanhos claros e olhos escuros. Ink gostava de seu sorriso, ele era totalmente sincero quando sorria.
– Quer que eu prepare um café? – perguntou Ink se levantando da poltrona sorrindo, usava apenas sua cueca.
– Sim, quero, é claro. – respondeu Derek se levantando e abraçando a cintura de Ink antes que ele se afastasse, Derek estava totalmente nu. – Nunca consigo acordar antes de você.
– Eu sei, vá se limpar, está com um bafo terrível. – reclamou Ink e Derek o soltou resmungando. – Eu tenho que ir embora antes das oito, se você não se importa.
– Eu me importo, muito. – rebateu Derek irritado pegando sua cueca na cabeceira da cama, a vestiu e foi para o banheiro.
Ink foi para a cozinha e começou a vasculhar os armários, encontrou apenas chá, ele detestava o gosto. Mesmo assim se pôs a preparar, pois com certeza Derek gostava. Durante o café Ink preferiu não comer, apenas assistia Derek da poltrona, até que ele ascendeu um cigarro.
– Você gosta de me torturar ou coisa parecida? – quis saber Derek, sua voz era cansada e tensa, Ink abraçou o próprio corpo. – Eu não entendo você Joshua! Desaparece, simplesmente desaparece! E então, depois de dias chega à minha porta com uma maldita desculpa esfarrapada.
Ink suspirou e se levantou indo até perto da cama para pegar suas calças no chão.
– Eu já lhe expliquei, várias vezes não expliquei? – perguntou Ink sem si virar para olhar para Derek.
– Já sim, muitas vezes, mas eu sinceramente não consigo engolir isso! – irritou-se Derek e foi atrás de Ink que afivelava seu cinto. – Joshua, me escute, eu não consigo mais. Todos os dias, o dia todo, eu só consigo pensar em você.
Ink terminou de afivelar o cinto e cobriu o rosto com a mão, Derek afastou a mão do demônio e o beijou.
– Eu não quero fazer isso mais, eu preciso de você aqui. – pediu Derek lhe segurando bem perto do próprio rosto. – Por favor, Josh.
Ink abraçou Derek e lhe beijou o ombro nu, o menor contornou o corpo do demônio com os braços tentando trazê-lo para mais perto.
– Eu te amo Derek, e tudo que eu mais quero é poder viver com você. – começou Ink perto do ouvido do moreno que arranhou as costas do demônio de leve. – Mesmo que você me abrace até que comece a doer nunca nós tornaremos um só. Não podemos esquecer que o mundo é injusto. – continuou, acariciando os cabelos macios de Derek. – Eu tenho meus deveres, você tem o seus. Só em um mundo perfeito poderíamos ficar juntos.
Ink sentia as lágrimas quentes molhando seu peito, tinha de ir, se aquilo continuasse Derek o prenderia ali.
– Seu maldito, eu espero que sua esposa se engasgue com as torradas e morra. – praguejou Derek apertando ainda mais Ink. – Espero que sua família perca tudo que têm e que você fique tão pobre quanto eu, aí poderemos ficar juntos.
– Quanto egoísmo, você não é assim. – comentou Ink lhe mordendo a orelha de leve. – Eu preciso ir, se eu continuar aqui sentido esse seu cheiro maravilhoso posso até mesmo pensar em matar minha esposa.
Derek deu uma risada sôfrega e se afastou um pouco de Ink.
– Amém. – disse Derek e Ink se inclinou para lhe beijar outra vez, ficaram assim por longos segundos até o demônio se afastar. – Você volta essa noite?
Ink revirou os olhos e beijou a testa de Derek e disse: — Não posso prometer, mas vou tentar. Agora eu tenho que ir, até a noite.
Derek lhe levou até a porta e depois, da janela, o observou sumir pelas ruelas do bairro. Voltou para a mesa a fim de comer algo e sair para ir trabalhar.
[...]
– Você não se sente nem um pouco culpado? – quis saber Samantha, quando Ink se aproximou da ruela onde ficava a Seven Sins. – Pobre garoto, está sendo lindamente enganado.
Ink suspirou e continuo seu caminho, queria machucá-la e muito, mas tão perto da Seven Sins como estavam não seria seguro, lhe renderia problemas desnecessários. Era até irônico Samantha falar sobre um garoto que estava sendo iludido por um demônio quando ela estava na mesma situação. Ink riu com o pensamento, depois entrou no salão que dava para o escritório. Ellie, uma prostituta com a idade mais avançada se aproximou de Ink as pressas, tinha um bafo de cerveja horroroso.
– Nick, eu preciso de você, agora. – implorou ela puxando Ink pelas roupas. – Não precisa me pagar, eu o farei de graça.
– Eu preciso trabalhar agora, sinto muito, mas hoje a noite estou livre, você promete me procurar? – pediu Ink em seu ouvido e ela confirmou inúmeras vezes agradecida. – Então até mais.
Ellie se afastou cantarolando enquanto ajeitava a peruca loira que pendia para a direita. A expressão de ódio voltou ao rosto de Ink, que já estava cansado de interações, ele queria ser o mais antissocial possível dali para frente.
No escritório encontrou Lilith, ela bebia vinho em uma taça de alumínio que nunca fora polida, seus cabelos estavam nojentos, Ink não ficaria surpreso de ver um rato entrando ou saindo dali. O rosto dela tinha tanta fuligem que seria difícil descrever sua expressão. O vestido branco sujo e rasgado pendia nos ombros pequenos e ossudos. Ela se parecia com a encarnação da miséria, Ink pode ouvir quando Samantha passou pela porta e prendeu a respiração, Lilith estava realmente assustadora.
– Não me olhem assim. – resmungou Lilith irritada, tomou outro gole do vinho e coçou a cabeça, as mãos pequenas e feridas. – Foi aquele maldito garoto. – contou ela. – Aquela inocente criatura, ela é violenta isso sim!
Uma porta se abriu e todos na sala olharam para quem descia as escadas, o grande B estava com uma aparência diferente. Estava alto e magro, cabelos castanhos, logos e fofos sem penteado específico. Os olhos eram azuis esverdeados e pareciam despreocupados.
– Não liguem para ela, fica de mau humor quando não consegue o que quer. – falou Belial ao cruzar a sala, ele tinha roupas simples que os jovens costumavam usar. – Parece que eu terei de cuidar pessoalmente disso.
– Espero que ele queime o seu rabo também! – bradou Lilith bebendo um pouco mais da taça vinho, e então ela voltou a encher a taça. – Escute o que eu digo, ele é perigoso, e vai dar muita dor de cabeça. Assim como você deu.
Belial enrijeceu e suspirou, Ink temeu por Lilith, mas sabia que ela não temia O grande B, pois ela era ainda mais importante. Seus olhos púrpuras estavam tensos quando ela levantou.
– Vou precisar de pelo menos alguns dias. – disse ela se encaminhando para as escadas. – Massagistas, e muito vinho.
Lilith subiu as escadas como se ela fosse uma velha de 60 anos, passos curtos e sofridos, Ink queria cair na gargalhada, mas conteve-se. O incubo não sabia bem o que estava acontecendo, mas queria descobrir. Se O grande B havia dado o trabalho para Lilith deve ter sido algo grave. Ink caminhou até o divã e se sentou, estava entediado, mas não poderia ir ver Edric, afinal recebera uma ordem de Mephisto para não se aproximar. E não era burro o suficiente para não obedecer uma ordem direta como aquela.
Belial sentou-se a mesa e começou a fazer anotações e a rabiscar outras, Samantha se aproximou e olhou para os papéis na mesa, eram mapas riscados e cheios de anotações.
– O senhor vai viajar? – quis saber Samantha que balançava o corpo sobre os pés enquanto mantinha as mãos dadas nas costas.
– Sim, mas não por muito tempo. – respondeu Belial sério se concentrando em suas anotações. – Sam, como maldições são retiradas? – quis saber ele.
O rosto da garota enrubesceu e ela desviou os olhos, Belial sequer a olhava, ele respirou fundo e olhou ao redor antes de começar a falar.
– Há muitos séculos existiam pessoas que se autonomeavam espíritos, eles eram como nós, os mestres, mas só podiam enxergar as maldições e por um preço alto retirá-las, pois algumas chegavam a lhes custar a vida. – contou Samantha enrolando um cacho loiro nos dedos. Mesmo Belial sendo um demônio milenar ele não sabia de tudo, e os mestres de maldições são antigos e orgulhosos, nunca revelariam seus segredos de graça. Porém Samantha estava apaixonada, faria o que fosse para Belial. – Hoje eles são muito raros, ninguém nunca viu um, não que eu saiba.
Ink sorriu.
– Mesmo que encontremos um, duvido que ele retire uma maldição poderosa como aquela. Ninguém quer morrer, não de verdade. – comentou Ink, Belial se levantou e encarou Samantha.
– Tem certeza de que é só isso? – pressionou o grande B e Samantha desviou os olhos franziu e mordeu o lábio preocupada. – Tem mais alguma coisa, certo?
– Sim... – respondeu ela se afastando do demônio. – Um... Um anjo... Pode quebrar uma... Maldição sem esforço...
Ink ficou pálido, essa opção era ainda mais impossível que o espírito, não havia anjos na terra e se houvesse ele nunca ajudaria.
– Me busque mais vinho no bar. – mandou Belial e Samantha correu para fora, o sorriso do demônio era assustador. – Acho que não vamos precisar de padre nenhum.
– Ele era um sacerdote. – corrigiu Ink, estivera fazendo pesquisas sobre o maldito criador do selo. – E mesmo que se livre da maldição, ainda terá um demônio acorrentado.
– Como é irritante. – reclamou Belial. – Quis dizer que não é mais tão urgente.
– Você tem um espírito? – quis saber Ink levantando uma sobrancelha.
– Não, eu tenho um anjo.
Ink se levantou desacreditando, nem mesmo sabia se poderia falar, nada sairia de sua boca. Belial sorria despreocupado, parecia até feliz, Ink se aproximou da mesa e se curvou para olhar o grande B.
– O que foi? – quis saber Belial quando Ink se aproximou – Se apaixonou foi?
O incubo sorrio e beijou Belial enquanto deixava sua não passear pela coxa do demônio, ele se afastou em pouco tempo lambendo os próprios lábios.
– Conte-te me sobre o anjo. – pediu Ink em um sussurro e ouviu Belial rir. – Qual é a graça?
– Está louco? Não pode nem pensar em anjos. Você é um demônio inferior, se esse anjo tocar em você é seu fim. – falou Belial, Ink se afastou depressa franzindo o cenho. – Vai me dizer que não sabia? Sério? Sequer acredito em você.
A sala ficou em silêncio por um tempo.
– O que quer dizer com meu fim?
– Anjos são muito poderosos, muito mesmo, mais que eu, mais que Lilith, mais que o chefe. – começou Belial como se contasse uma história, Ink cruzou os braços, ele estava tirando sarro. – Se ele quiser, pode me mandar de volta para o inferno. Então você deveria ficar preocupado, quando sua espécie morre, volta como um daqueles sanguessugas, sabe? Os filhos da noite. Você não gostaria de se tornar um tão cedo, não é? – o sorriso nos lábios de Belial o tirava do sério, mas não havia nada que Ink pudesse fazer. – Se eu fosse você, sumiria por uns tempos, e procuraria outra pobre alma para pagar sua divida, pois não vai encostar um dedo em Edric.
Ink gelou quando ouviu aquilo, se afastou de Belial e suspirou, a sala pareceu esquentar, ele olhou para porta. Tinha de desaparecer.
– Seguirei seu conselho. – disse Ink se afastando dele. – Uma pena não poder conhecer um anjo. – Ink foi até a porta e a abriu. – Diga a maldita garota, Samantha, para parar de me seguir, não me meterei mais em seus negócios, e não voltarei por um bom tempo.
– Vou sentir sua falta. – riu-se Belial quando o incubo passou pela porta e a fechou atrás de si. – Parece que tenho um anjo para convencer.
[...]
Edric assistia a televisão enquanto tomava seu café da manhã, Evelyn estava na poltrona ao lado lendo o jornal. A sala estava em silêncio exceto pelas vozes na TV, Mephisto tentava assistir ao programa, mas não conseguia entender o objetivo. Edric se recusava a dar atenção a ele desde que o havia enganado, então era como se ele fosse invisível até para o garoto. E ele ficava mais irritado a cada segundo.
O telefone começou a tocar e Edric fingiu não ouvir, detestava falar ao telefone, Evelyn bufou e se levantou deixando o jornal no assento. Edric terminou de comer e colocou o copo na mesa de centro, Mephisto lhe segurou a mão e Edric encarou o demônio.
– Até quando você vai fazer de conta que eu não existo? – perguntou Mephisto, Edric puxou sua mão e cruzou os braços voltando a prestar atenção no programa. – Pare de ser infantil Edric, eu só estava brincando. Eu já pedi perdão não foi? Sinto muito mesmo. – choramingou o demônio se aproximando do garoto.
– Fique longe. – falou Edric baixo sem desviar os olhos da tela. – Eu posso ficar irritado o tempo que eu quiser.
Mephisto se sentou ao lado do garoto irritado, ele queria esganar Edric. Evelyn voltou à sala com o telefone na mão enquanto cobria a parte para falar com a mão. Ela sorria e parecia muito feliz.
– Edric, Rose nos convidou para almoçar na casa dela, sua sobrinha está passando alguns dias lá e ela quer que vocês se conheçam. – disse Evelyn animada e Edric quase engasgou, não poderia ir à casa de Rose, ainda estava sem falar com Samuel. – Eu falei para ela que vamos, mas antes preciso fazer algumas coisas, então você pode ir tomar um banho e dar um jeito nesse cabelo.
Edric iria discutir, mas Evelyn já havia voltado para a cozinha, ele bufou e deitou no sofá olhando para o teto.
– Quem é Rose? – perguntou Mephisto desinteressando, Edric franziu o cenho, realmente não se lembrava de ter comentado com o demônio sobre a mãe de Samuel.
– Rose é a mãe do Samuel, aquele loiro que não fala mais comigo. – respondeu Edric fechando os olhos e tirando mechas de cabelo do rosto. – E eu não quero ir.
– Talvez seja uma boa oportunidade para fazer as pazes, não acha? – perguntou Mephisto se levantado, Edric lhe encarou e riu. – Vamos logo, sua mãe vai ficar brava se você desobedecer.
Edric se levantou a contra gosto e foi para o quarto para começar a se arrumar. Tentou, mas seu cabelo não era do tipo que aceitava facilmente, no final Evelyn achou melhor cortar um pouco. Ela não era muito habilidosa, mas o resultado foi bom, agora o cabelo não incomodaria os olhos, mas continuaria com um corte longo.
Na casa de Rose tudo parecia do mesmo jeito, o marido dela havia saído por causa de um emergência na loja. Rose estava radiante como sempre é isso parecia animar um pouco a casa, o cheiro da comida era forte e gostoso, Edric que pensou não estar com fome logo queria encher um prato. Mephisto parecia deslocado na casa, olhava para tudo com dúvida, Edric o ignorou. Rose chamou Samuel e sua sobrinha, foi estranho para Edric cumprimentar Samuel como se nada tivesse acontecido.
– Prazer, Madison Jones. – disse ela ao apertar a mão de Edric. Ela era alta, mais alta que Edric, mas não mais que Samuel. Tinha cabelos castanhos bem claros e ondulados, um sorriso largo e olhos em um tom caramelo. Não se parecia com Rose. – Qual seu nome?
– Edric, o prazer é meu. – respondeu o garoto, era estranho cumprimentar assim, ela falava como uma adulta e tinha um sotaque estranho. – Você é de onde?
– Ah, sou americana, mas agora meus pais e eu vamos nos mudar para o Canadá, ainda não fui até lá, mas parece ser um lugar lindo. – respondeu Madison animada, ela mexia muito no cabelo enquanto falava. – Já deve ter visto fotos de lá, das montanhas e dos lagos, meus pais foram primeiro e eu vim passar algumas semanas com Rose, sabe, para não ficar no meio da bagunça da mudança.
– Samuel, Emilly está chorando vá olhar como ela está para mim. – pediu Rose que limpava a mesa e logo estendia um forro, sobre a mesma, Samuel logo sumiu escada acima. – Faz tanto tempo que você não vem até aqui Edric, estou com saudades.
– Ah, também estou. – disse Edric ficando vermelho. – As coisas estão meio agitadas, sabe, casa da minha mãe e depois para a do meu pai e então volto e logo volto para lá. – Evelyn lhe beliscou o braço de modo que ninguém percebesse.
– Entendo querido. Estou começando a preparar a sobremesa, querem ajudar? – perguntou Rose se encaminhando para a cozinha, Evelyn a seguiu sorridente e Madison bateu palmas e repetiu sobremesa em seu sotaque. – Edric, pode subir para ficar com o Sam.
Edric apenas as observou sumir pela porta, depois olhou para a escada.
– Vamos lá, é bom ter amigos, ainda mais de verdade. – falou Mephisto em seu ouvido e o garoto olhou para ele. – Ele gosta de você, sabe disso não é?
– Faça silêncio, eu não quero conselhos seus. – repreendeu em voz baixa, Edric estava se irritando, não fora ele que começou a briga. – Você é um mentiroso e sabe muito bem.
– E você é um pirralho, um que eu amo muito. – falou Mephisto e começou a puxar Edric pela corrente escada acima. – Vamos fazer pazes.
Samuel balançava o berço de Emilly com o pé enquanto lia um livro verde pequeno. Edric entrou no quarto que estava com a porta aberta, Sam baixou o livro e fechou a cara. Edric quis sair do quarto e deixar para lá, mas Mephisto o puxou outra vez.
– Oi. – disse Samuel
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