O conto de Hojou Tetsu.
1 O Garoto Amaldiçoado.
Notas iniciais
Eu sou Hojou Tetsu, da família Hojou. Minha mãe morreu há muito tempo, e meu pai trabalha como um ninja da vila da folha, então não é muito presente. Eu não entendo muito bem, mas ele é forte. No entanto, as pessoas odeiam-no, assim como me odeiam também. Somos ambos nascidos com um poder extremamente perigoso e que causaria uma catástrofe caso saísse de controle. Meu pai aprendeu a controlar e a usar este poder, mas eu... Meu tio, o hokage, colocou um selo em mim que me proíbe de usar tal habilidade para que esta não saia de meu controle. A propósito meu pai se chama Hojou Kuroya e é um sanin, em outras palavras, tão forte quanto o hokage ou até mais que ele. Ele sempre está em missões ou algo do tipo, então desde meus 10 anos raramente o vejo, e já tenho 14 anos. Sou um Genin, no entanto. Devido a problemas com outras vilas, Konoha não pôde participar do Chunin Shiken e acabamos por não poder adquirir a graduação.
Em compensação, a vila criou um sistema parecido com um preparatório para o exame. E eu fui obrigado por meu pai ausente a participar. É muito caro, então apenas pessoas com boa condição e de boas famílias e clãs conseguem entrar.
No momento, estou indo para a primeira aula, minha classe tinha a inscrição “Classe SS, Elite” na placa acima da porta. Em outras palavras, fui avaliado como um dos mais fortes Genins. Na visão de alguns aquilo era “vantagem por ser amaldiçoado” ou “ajuda de contatos do meu pai”, mas não era nada disso. Ao entrar na sala, olhares caíram sobre mim, seguidos de cochichos e mais cochichos.
- Aquele é o garoto amaldiçoado dos boatos?!
- Sim! Dizem que ele matou um aluno quando ainda era estudante da academia!
- Que medo!
- Nojento...
“Aguente”, foi tudo que meu pai disse sobre o que fazer nessas situações. Francamente! Ele não levava isso nem um pouco a sério. Segui até meu canto e sentei na cadeira, sendo rapidamente isolado da classe, ninguém quis ficar próximo da criança amaldiçoada. Até que uma pessoa se aproximou e sentou-se bem ao meu lado, sorrindo pra mim. Fiquei encarando-o por um tempo sem reação sobre aquilo, não acreditava que ele não tinha medo de ficar perto de mim. Por hora, resolvi esperar pra conversar, afinal, o professor já havia chegado e começaria a aula logo.
- Primeiramente, quero me apresentar. Sou Aikata Tora, professor de combate de vocês e também supervisor da turma. Resumindo, irei monitorar vocês e selecionarei os que farão parte do meu time para missões futuras, caso passem no teste chunin. Agora que lhes avisei sobre isso, quero que Hojou Tetsu venha à frente.
Ergui-me de onde estava e fui até a frente da classe, acompanhado por vários olhares. Parei em frente ao sensei, que tirou da bolsa um pergaminho e fez um selo, invocando uma katana completamente negra.
- Um presente do seu pai, se chama “Maldição”.
Mais cochichos. Apanhei a katana das mãos do sensei e me curvei para agradecê-lo, voltando ao meu lugar rapidamente. Era uma espada impressionante, tinha uma lâmina bem afiada e negra além de um cabo firme com inscrições que diziam “use este poder sabiamente”. Por ser originalmente um espadachim, eu conseguiria usar qualquer espada por pior que fosse, mas ter uma katana deste nível era algo bem melhor.
- Eeh, eu preciso testar vocês em combate então irei formar duplas para lutarem contra outras duplas. Juntem-se com a pessoa ao seu lado.
Eu e o garoto que se aproximou de mim pela primeira vez acabamos na mesma dupla, o que seria realmente interessante. No entanto, nossos oponentes não pareciam ser grande desafio e não pareciam se conhecer também, assim como nós. Amarrei a maldição em minha cintura e saquei sua lâmina, me preparando para o combate. Meu colega simplesmente cerrou os punhos, acho que era um combatente de taijutsu provavelmente muito poderoso. Bom, para começo de conversa, ninguém naquela classe estava no nível de um Genin. Mas de, talvez, Jounins.
O sensei seria o juiz, e os outros alunos assistiriam de fora protegidos por uma barreira que cercava a área do duelo dentro da classe – que não era muito grande – para impedir que interferissem. O apito soou, avancei na frente das duas empunhando a katana a frente do corpo, ambas fizeram um ataque conjunto dos dois lados. Bem pensado, mas não seria capaz de me pegar naquela velocidade. Barrei um dos golpes com o cabo da espada e pendulei meu corpo para o lado oposto ao outro golpe, evitando-o com facilidade. Aproveitei a posição que estava e chutei a barriga da garota que teve seu golpe evadido, usando-a de degrau para um salto que me permitiu girar todo o corpo e mover a katana para cortar o ombro da segunda inimiga à medida que a primeira era arremessada para meu parceiro. Em seguida, assumi minha posição de costume tendo em distância algo perto dos três metros, talvez menos. Preparava-me para outra investida quando vi algo passar ao meu lado, pensei que fosse um ataque mas passou voando contra a outra garota. Era um corpo. A garota que arremessei com um chute para meu colega foi rapidamente trucidada e sangrava quando foi arremessada, o baque derrubou as duas no chão da sala. Incomodei-me um pouco a princípio, mas continuei minha investida para o golpe final. Inverti a lâmina com o lado sem corte ao girar a katana pelo cabo e avancei numa impressionante velocidade ditando – Primeira forma, serpente de oito cabeças! – seguido de um “zoom”, oito estrondos foram ouvidos mas apenas um corte foi visto. O golpe apagou a consciência das duas garotas e o duelo foi encerrado.
– A propósito, me chamo Miyagi Ushio! – ouvi o garoto dizer e virei-me enquanto guardava a katana em sua bainha.
– Hojou Tetsu, prazer em conhecê-lo.
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