Notas iniciais
Obrigado, leitor(a), por estar me dando apoio nessa reescrita. Bora pra mais um capítulo? Espero que goste. Boa leitura.

Vila de Rodorio

Mais um dia amanhecia na Grécia, mas muitos já haviam se levantado. Na verdade, alguns não tinham nem dormido naquela noite, como era o caso do jovem que corria por Rodorio o mais rápido que suas pernas podiam ir. Ele não tinha tempo a perder, pois cada minuto era precioso para salvar a vida de alguém. Chegando na casa em que tinha sido chamado foi logo verificando se a menina na cama não tinha febre. Logo atrás de si vinha uma jovem loira, também correndo, que trazia seus pertences. Ágil e prático, logo viu que não era algo grave. Receitou algumas ervas e se retirou da casa, com mais calma do que quando entrara.

— Shun? – Questiona a loira – O que você tem?

— Como assim, June?

— Shun, você anda meio aflito. Eu tenho percebido que já não está mais tão amoroso com seus pacientes como antes.

— Não está acontecendo nada.

— Não minta pra mim!

O garoto de cabelos longos e verdes encara a mulher, que agora não usava mais sua máscara, e sorriu.

— Não é nada, juro. Só... Achei que tinha sentido o cosmo do Ikki mais forte que o normal alguns dias atrás.

— Eu achei que ele, assim como eu e você, tinha deixado a vida de cavaleiro e buscava ser como um jovem qualquer.

— Sim. Deve ter sido só impressão minha. Além disso ele está morando na mansão Kido com o Tatsumi, então tenho certeza de que uns puxões de orelha ele deve levar.

— Eu sei que sente a falta do Ikki, mas fizemos as nossas escolhas. Não podemos dizer como as outras pessoas irão viver a vida delas.

— Sim, você está certa. É melhor irmos, temos mais duas crianças para vermos antes do almoço.

Templo do Grande Mestre

Seiya novamente entrava no local que sempre ia, mas dessa vez não por sua vontade e sim por ter sido chamado.

— Mandou me chamar, Saori?

— Sim. Seiya, eu gostaria de pedir desculpas pelo que aconteceu ontem. Aquele tapa-

— Está tudo bem – interrompeu ele – Não precisa se desculpar comigo. Meu comportamento também não tem sido o mais adequado como um dos seus cavaleiros de ouro.

— Em todo caso, era isso.

— Me chamou aqui somente pra isso?

— Não. Também chegou isso – disse estendendo um envelope para ele – É de Seika.

— Seika? Nossa, faz tempo que ela não escreve. Obrigado.

No momento em que ele estica o braço para pegar o papel, Saori se levanta. A mão de sagitário toca a da deusa, enquanto seus olhos se encontram. Em um impulso, ambos vão para frente e tocam suas bocas em um rápido, mas profundo, beijo. No mesmo instante o céu escurece. As nuvens ficam tão escuras que até parecia noite. Saori empurra o homem e leva a mão até sua boca.

— Não... O que foi que eu fiz? Não, isso não poderia ter acontecido!

— Saori, o que você tem?

— Não se aproxime! Não dê mais nenhum passo, Seiya.

Nesse instante o Grande Mestre surge correndo, buscando entender o que estava acontecendo.

— Atena?

— Tire esse homem daqui. Que os pés dele não toquem mais o chão desse Santuário!

— Atena! O que está acontecendo? – Questiona novamente o Grande Mestre.

— Saori, por que está falando isso? – Grita o dourado.

A deusa se recompõe a diz com toda autoridade, elevando seu cosmo, que assusta até mesmo os dois ali presentes.

— Que Seiya seja expulso desse Santuário, perca seu título de cavaleiro e que todos saibam que ele ousou contra a castidade de Atena!

Seiya não sabia o que falar, nem ao menos o que fazer. Estava paralisado até que um raio de energia vindo da mulher a sua frente lhe atinge. A armadura que protegia seu corpo começa a deixa-lo, parte por parte, e se montar em posição de descanso na sua frente, deixando-o somente com a roupa que tinha por baixa da vestimenta sagrada.

— Saori, eu-

— Como você ousa, Seiya? – Fala o Mestre – Você mais do que ninguém sabe que Atena tem seu voto divino de castidade e você ainda vem ataca-la? Isso é imperdoável, até mesmo para um cavaleiro como você!

O sagitariano não conseguia pensar em nada, apenas se colocou a correr. Corria sem destino, só sabia que tinha que sair daquele lugar.

Ouçam todos” – era o cosmo de Atena que agora era emanado para todo Santuário – “Eu acabo de ter uma parte da minha castidade violada por um dos cavaleiros de ouro. A partir de agora Seiya não é mais o cavaleiro de sagitário e está expulso desse Santuário! Mas pelos atos do passado, permitirei que continue com vida. Ele poderá morar em Rodorio se quiser, mas será para sempre motivo de chacota para todos e, se algum dia, ele ousar pisar os pés imundos novamente em território sagrado do Santuário... Matem-no! ”

Não pode ser” – eram os pensamentos de Seiya – “Isso não pode estar acontecendo. Como eu pude violar a castidade de Atena? Bem como o Grande Mestre falou... Eu, mais do que ninguém, sabia e tinha o dever de respeitar essa lei. O que eu vou fazer agora? Ser cavaleiro era a minha vida”.

Quando percebeu, Seiya já estava fora dos limites do Santuário. Estava seguro, por enquanto. Mesmo assim, todos já sabiam o que havia acontecido e certamente ninguém iria acolher um cavaleiro exilado. Exceto uma pessoa. Sim, somente ela poderia acolher ele naquele momento. Era sua única chance naquele lugar.

Ainda no templo do Grande Mestre, Atena estava entregue as lágrimas. O seu braço direito tentava consola-la, sem sucesso.

— Por que? Por que ele fez aquilo?

— Atena... Esse céu escuro tem alguma ligação com o que acabou de ocorrer aqui?

— Eu acredito que sim. Mas não sei o que isso possa significar. – responde, enxugando o rosto molhado – Por hora chame os outros cavaleiros de ouro e explique a situação. Se existir alguém que possa ser proclamado cavaleiro de sagitário, que seja feito isso o mais rápido possível.

— Agora mesmo, Atena.

— Por favor, Shiryu, não precisa me chamar de Atena toda hora. Pode me chamar pelo meu nome de mortal.

— Me desculpe, Saori. Acabei me acostumando a te chamar formalmente assim, independente se tem alguém nos acompanhando ou não.

— Não precisa se preocupar com isso. – Assegura ela, se virando – Alguma notícia de Hyoga? – Questiona sem se virar novamente.

— Ainda não tenho nenhuma informação.

— Está certo. Qualquer coisa estarei no meu quarto.

Notas finais
Como pode ter percebido, adicionei novos elementos na trama. Gostaria de saber o que achou, então deixe um comentário pra eu saber sua opinião. O que vai acontecer com Seiya? Quem vai ajuda-lo? Quais as consequências do ato dele com Atena? E o mais importante: Shun voltara a ser amoroso com seus pacientes?