Notas iniciais
Primeiro dia. Dia. Dia. Futuro. Nop. Desculpa pelos erros de pt gente. Mas deu um erro feio no corretor (acho que esta em frances) assim que eu puder corrigir eu vou ok?

Vamos?- falou meu pai, me estendendo sua mão. Eu não queria levantar da cama. Não queria acordar. Não queria que aquele dia começasse. Eu só queria ficar na minha cama, pensando no que aconteceu ontem. Joseph. Beijo. Minha cabeça ainda latejava fracamente por causa da vodca. Mas hoje não. Hoje eu não teria tempo para pensar em Joseph, ou no nosso beijo.
– Vamos- disse, com um falso tom de coragem. Eu tinha lido sobre o procedimento online, alguns testemunhos de sobreviventes, o que eu nunca viria a ser. Agarrei a mão do meu pai, forte. Eu já tinha dormido com as roupas que usaria no dia seguinte, sabendo que não ficaria com elas por muito tempo depois de chegar no hospital. Eu tinha que encarar a realidade, a hora tinha chegado. E aquilo era pro meu bem. Aquilo ia me ajudar, e tornar tudo mais suportável para mim e para as pessoas a minha volta. Não tinha como voltar atras, até porque não era eu quem tinha dado o primeiro passo.
***
Chegamos em frente a uma porta branca, com uma nada discreta placa azul em cima. Li o que estava escrito : Melvin Goldman , oncologista. Que nome bosta, Melvin, foi tudo o que eu me permiti pensar. Meu pai bateu e depois abriu a maçaneta da porta. Eu não ousei dar um passo. Sabia que depois que cruzasse a linha entre o corredor e a sala, eu seria uma verdadeira paciente de câncer. Uma paciente de câncer prestes a começar sua primeira sessão de quimioterapia. Por mais que já tivesse lido na internet sobre quimioterapia e radioterapia, não tinha ideia do que ia acontecer comigo, e pra ser sincera, não queria ter. Mas logo eu teria, viveria aquilo. E pelo o que eu li, não parecia nada bom.
–Bom dia Ana- disse Melvin. Ele era alto , com traços rudes e um nariz bem maior do que a media. Ele estava vestindo um jaleco branco com uma plaquinha dourada onde estava escrito o seu nome e sua profissão. Como se aquele hospital maldito não quisesse me deixar esquecer por um segundo do que eu iria fazer. Merda. Não posso chorar agora. Seja forte. Acho que se eu começar a chorar, meu pai vai começar a chorar junto, e essa não seria uma cena agradável-Você já sabe o que vamos fazer?- ele perguntou, dessa vez para o meu pai
–Não exatamente- meu pai respondeu
– Então deixe-me te explicar — Melvin falava lentamente, como se nos dois fossemos crianças e ele estivesse tentando criar um ambiente o mais calmo possível. De certa maneira era reconfortante. De outra, era assustador- Vamos começar a fazer uma quimioterapia paleativa. Como o câncer esta no esta em um estagio avançado, é tudo o que poderemos fazer para deixar a vida da sua filha o mais confortável possível- ele afirmou. O mais confortável possível antes de eu morrer, pensei.Meu pai assentiu, como se estivesse entendendo o que o medico estava dizendo. Eu não reconhecia nenhum daqueles termos.
–Paliativa?- perguntei
–Sim. Seria algo para diminuir os sintomas do câncer, e tentar reduzir o tamanho do tumor. Mas não e possível erradicar os tumores completamente, dado ao estagio em que eles se encontram.
–Meu cabelo vai cair?- fiz mais uma pergunta, preocupada. Não era tanto a minha aparência que me preocupava, mas sim o fato de que se eu ficasse careca ia ter que enfrentar o fato de que iria morrer toda a ver que eu me olhasse no espelho ou que passasse a mão na minha cabeça.
–Não- disse melvin, sorrindo — O cancer de visicula biliar pode ser tratado com diversos medicamentos. Vamos administrar a gemcitabina, que não faz o cabelo cair.
–Mais uma pergunta- falei- Em que estagio esta o meu cancer?
–Esta no estagio três- respondeu Melvin, dessa vez com uma cara seria- O câncer se espalhou para os orgãos vizinhos. Mas acho que chega de discutir sobre a sua doença. Vamos conversar mais outro dia, ok? — ele mudou novamente o seu tom, tornando-o mais reconfortante- Você poderia ir falar com uma das enfermeiras do saguão para te mostrar o seu quarto? Como você só vai ficar uma semana nós decidimos te por em um quarto compartilhado com uma menina da sua idade.
–Não vai ser legal?- começou o meu pai- Como se você estivesse em uma colonia de ferias divindo o quarto com uma amiga.
–Colonia de ferias dos moribundos- falei, em um tom sarcastico, deixando obvio a minha irritação. Comparar uma semana no hospital fazendo quimioterapia com uma colonia de ferias. Sei que as intenções eram boas e que ele queria me acalmar, mas mesmo assim aqulio tinha me deixado com muita raiva. Tinha sido patetico. Na realidade, aquela situação toda era patetica. Sai da sala, deixando meu pai e Melvin sozinhos conversando, e fui procurar uma enfermeia. Uma enfermeira baixinha e mal encarada perguntou o meu nome, e depois de alguns minutos no computador me disse
– Va para a ala de oncologia. Fica no terceiro andar. Quarto 302- ela falou, tentando esboçar um sorriso que ficou mais parecido com uma careta. Me virei e fui até o terceiro andar.

Cheguei na frente do quarto. Alguns pacientes velhos andando com cateters ficaram me encarando. Só conseguia imagina-los gritando- carne fresca. Venha para o lado cancerigeno da força! — Bufei,e finalmente abri a porta.
O quarto era espaçoso, com uma televisão e duas camas. Uma delas estava ocupada por uma garota com os cabelos roxos lendo um livro: o apanhador em um campo de centeio. Ela sorriu ao perceber a minha presença. Sorri de volta,e entrei no quarto. Em cima da minha cama repousava um par daqueles vestidos/aventais de hospital. Olhei novamente a menina e ela estava usando as mesmas roupas.
–Eu vou ter que usar isso? — perguntei, com um ar de desprezo.
–E mais confortavel do que parece- ela respondeu, sem tirar os olhos do livro- sou Barbara.
–Sou Ana
–Prazer Ana. Qual sua idade?
–Dezessete- respondi.
–Nossa, achei que tinha treze- ela falou. Bufei. Treze era exagero. Mas não falei nada, ja que fazer inimizades nesse lugar era uma pessima ideia. Principalmente com a menina que ue estou compartilhando o meu quarto.
– É, pois é — respondi secamente. Ela não pareceu se importar.
–Quer saber de uma coisa? Bota ai a sua roupa que eu vou te apresentar para o pessoal.
–Pessoal?
–É- ela falou, finalmente parando de ler- Você acha que aqui só tem gente de oitenta anos? Se veste logo. Você vai gostar deles.
–Olha, sinceramente, eu não estou com um humor muito bom...-começei
–É, eu imaginei. É sempre assim quando um novato aparece. Quando eu vim para ca pela primeira vez foi a pirata lee que me tirou desse tranze depressivo pos diagnostico. Mas demorou um pouco-ela falou. Pirata Lee? Mas que diabos ela estava falando? Nossa, que lindo. Acho que estou compartilhando um quarto com uma esquizofrenica com cancêr. Melhor colonia de ferias do mundo,pai, pensei. Decidi não fazer cara feia e fui me vestir no banheiro. Botei aquele vestido/avental e realmente era bem mais confortavel do que parecia.
–Pronto- falei-qual é o seu8 nome mesmo?
–Por enquanto pode me chamar de Barbara- ela falou, fechando o livro e levantando da cama- vamos para o jardim da parte de trás. Acho que o pegador vai estar la. Ai eu peço para ele chamar o resto- ela falava aquilo com tanta naturalidade que fez ela parecer ainda mais maluca.
Eu a segui até chegarmos em frente a uma porta transparente, dando vista para um jardim repleto de idosos. Abri a porta. O jardim era pequeno e grades o separavam da rua. Tinham alguns bancos espalhados e um banco suspenso. Barbara fez sinal para eu a seguir , e fomos em direção ao banco suspenso. Nele estava sentado uma garota asiatica que aparentava ter algo como nove ou dez anos. Ela estava usando um tapa olho. Assim que nos viu, ela pulou e veio correndo para abraçar Barbara.
–Pirata Lee! Quem foi que fez seu cabelo hoje?- perguntou Barbara, se referindo a trança da menina.
–Foi a enfermeira Dora. Ei, quem é essa ai?
–É a novata. Faz o favor de chamar o resto?Para fazermos uma apresentação apropriada.
A minha cabeça estava doendo. Mesmo que ainda fosse de manhã, eu estava completamente desgastada, e sentia que podia desabar a todo o momento. Não estava nem um pouco a fim de ficar andando com uma garota de dez anos de tapa olho e uma garota de cabelo roxo. Tudo o que eu queria fazer era deitar na minha cama, ligar a teve e tentar esquecer que eu estava na droga desse lugar.
Alguns minutos depois, a menina que aparentemente era apelidada de Pirata Lee por Barbara chegou acompanhada de um pequeno grupo de pessoas, dois meninos e uma menina. Eles estavam conversando animadamente. Me perguntei se todos eles eram do andar de oncologia. Se todos eles eram que nem eu. Tinham câncer e pouco tempo de vida.
– Novata! — gritou Pirata Lee, em um tom autoritario que imediatamente me trouxe de volta a realidade.
–Eu?- Perguntei
–Sim, você — afirmou Barbara-E se acostuma porque vai levar um tempo para você ganhar um novo apelido. Acho que fiquei como novata durante alguns meses, até finalemente chegar uma nova paciente.
–Apresentem-se! — falou Pirata Lee, no mesmo tom autoritario de antes. Me perguntei o porque do tapa olho, e finalemente entendi o apelido. Pirata por causa do tapa olho, e lee por causa...Da origem asiatica. Sorri.
–Bom dia — falou um garoto careca com traços bonitos e olhos azuis limpidos,me estendendo a sua mão- sou Eric. Mais conhecido como O pegador, graças a essa simpatica coisa aqui — ele falou, apontando na direção de Barbara. Olhei para ela. Ela estava sorrindo.
–O pegador? — perguntei para mim mesma, baixinho- Mas que porra é essa?
–Prazer- falei- Ana. Mais conhecida como novata, acho.
–Booooooom dia! — falou um garoto gordinho e sorridente. Ele devia ser só um pouco mais alto que a Pirata Lee, e aparentava ter algo como doze anos- sou Lucas. Mais conhecido como rolha- ele disseo se o apelido não fosse nem um pouco degradante. Talvez não fosse mesmo, talvez ele levasse na esportiva.
Acenti com a cabeça, com preguiça de me apresentar novamente. Dessa vez foi uma menina, estonteantemente linda que se pronunciou.
–Prazer. Sou camila. Mais conhecida como Raposa ruiva , dado aos meus maravilhosos cabelos ruivos — ela falou. Por mais que aquela ''modestia'' me irritou, eu tive que admitir, seus cabelos eram realmente lindos. Era de um laranja quase vermelho, liso e sedoso.
–E a Barbara é conhecida como Vampira. Sabe o porque? Porque ela recusava sair do quaro, viva de cortinas fechadas como se tivesse medo da luz do sol. Antigamente era só eu e ela-acrecentou Pirata Lee.
–E juntos somos os Death Rows (corredor da morte em ingles)! — falou rolha, imitando um discurso de power ranger.
–Death Rows? Quer dizer que todos vocês...- começei
–É- falou pegador- todos nós temos nossos dias contados. Alias, era para eu ter morrido ontem.
–O que?- perguntei, assustada- como assim?
–A expectativa de vida- falou Raposa ruiva- a expectativa de vida dele era de 6 meses. Ele completou 6 meses desde o dia em que ele foi diagnosticado ontem. Vamos fazer uma festa. Ia ser surpresa, até o rolha estragar a porra toda- ela falou, em um tom acusatorio- A máfia vai dar um jeito de se infiltrar na sala de espera e roubar alguns salgadinhos.
–Mafia?
–É. A mafia sendo eu a Pirata Lee e o proprio Pegador.
–Ah- respondi- desculpa gente, mas estou cansada, acho que eu vou voltar pro quarto e dormir um pouco.
–A gente pode te acordar na hora da festa?- perguntou Pirata Lee. Seus olhos brilhavam de expectativa. Como eu poderia dizer não?
–Claro.
Cai na minha cama. Vampira não estava la. Graças a deus. Agora eu tinha tempo pra pensar...Até a hora daquela festa estupida. Bem, não era tão estupida. Li que e muito raro que alguem passe da sua estimativa de vida.A cara de Joseph apareceu na minha mente. Sorri. Aquela sensação...Era totalmente nova pra mim. O que eu vou fazer semana que vem? Como é que eu vou encarar ele? Sera que eu vou estar em condições de olhar pra cara dele? O tempo é um filho da puta. Por mais que eu não queira que ele passe, ainda estou ansiosa pra saber o que vai acontecer.
Enterrei a minha cara no travesseiro. Fechei os meus olhos, tentando manter a imagem de Joseph na minha cabeça e esquecer do resto. Não tinha percebido o quão cansada eu estava até eu me deitar. Suspirei e esperei até o sono tomar conta do meu corpo.
***
–A BORDO MARUJA! — gritou alguem. Mesmo sem abrir os olhos ja sabia que era Pirata Lee. Me levantei da cama- Vamos, a festa vai começar. A mafia ja tomou conta dos preparativos. Vai ser no quarto dele. A enfermeira Dora ja disse que vai dar cobertura. Corre, antes que seja tarde.
–Vou assim mesmo? — perguntei, olhando para as minhas roupas. Ainda estava vestindo aqueles aventais/vestidos de hospital. Bem. Aquilo fora uma pergunta estupida. É obvio que sim. Eu não poderia usar mais nada durante uma semana de qualquer maneira.
–E o que mais usaria? A tunica Hospitalar e essencial nesse tipo de cerimonia. Vamos, só falta você!
Segui pirata Lee até chegar no quarto do Pegador. Todos estavam sentados no chão. Alguns pacotes de salgadinhos estavam espalhados pelo chão, junto com a mesma quantidade de latinhas de refirgerante. Assim que entrei no quarto, todos olharam se calaram e olharam para mim. Sentei do lado de Vampira, e logo depois todos retomaram animadamente suas conversas.
–Hoje- começou rolha- estamos aqui para comemorarmos a sobrevida de um paciente participante dos death rows. E tambem para comemorar a chegada de uma nova possivel integrante para o nosso grupo. Essas ocasiões são raras aqui na ala de oncologia. Vamos brindar em homenagem ao pegador!- todos pegaram uma latinha de refrigerante, e eu os imitei. Batemos as latinhas umas nas outras e tomamos um gole. Fiquei impressionada com a capacidade de discurso de uma criança de doze anos. Chegava a ser engraçado.
– Agora, um brinde para a novata- falou raposa ruiva. Brindamos novamente.
– E não podemos nos esquecer da enfermeira Dora, graças a quem nós podemos fazer essa festa hoje- acrescentou Pirata Lee.
Abrimos os salgadinhos. Todos continuaram a conversar, e eu me senti completamente de fora. Me perguntei se todos eles eram da ala de oncologia.
– Vamos la, vamos conhecer a novata- falou Pirata Lee, com a boca cheia de Doritos.
–Hum...Sou Ana. Dezesste anos- falei.
–Isso nos ja sabemos- disse pegador- queremos saber se você vai ser uma integrante permanente dos Death rows.
–Trauzindo: queremos saber que tipo de câncer você tem. Quanto tempo de vida você tem. Ah, e se você tiver o câncer mais raro daqui, você vai ter a chance de ganhar um apelido hoje mesmo.
Olhei para baixo. Mesmo estando no hospital, o meu tipo de câncer era a última coisa da qual queria falar.
–Eu começo- disse pirata Lee, pulando no meu colo- Ei, maruja. Você ja deve ter se perguntado o porque de eu usar um tapa olho. Eu tenho cancêr de olho. Ja tirei um, e pus um olho de vidro. Mas preferi usar um tapa olho, ja que eu não vejo mais nada com ele de qualquer maneira. Câncer de olho é bem raro, sabe? Agora você, senhorita Vampira.
–Meu câncer é ainda mais raro. Câncer de pancreas- agora você, senhor Pegador.
–Tenho...- ele olhou para baixo, como se fosse chorar- câncer de...- ele começou, e depois um soluço o interrompeu. Não sabia se ele estava de brincadeira ou se ele ia começar a chorar de verdade- câncer de mama.
Todos riram. Raposa ruiva deu um tapa no Pegador, que riu ainda mais. Começei a rir junto. Como eles conseguiam falar disso tão leavianamente? Como eles podiam ser tão animados?
–O meu câncer é o mais ridiculo. Tenho câncer retal- falou rolha.
–Minha vez.Câncer de ovario — falou rapçosa ruiva.
–Agora eu- levantei a mão. Se você não pode vence-los, junte-se a eles. Até porque parecia divertido- Câncer de visicula biliar. Estimativa de vida entre 6 meses e 1 ano.
–Nossa. Ok, você venceu. Nunca tivemos câncer biliar antes- falou O pegador.
–Princesa- começou Pirata Lee- seu apelido vai ser princesa.
–Tenho tanta cara de patricinha assim? — perguntei.
Todos acenaram com a cabeça, quase coreografadamente. Dei um gole na minha coca,e peguei um pouco de Doritos. Começei a fazer uma trança no cabelo de Pirata Lee, que imediatamente sorriu.
–Obrigada- disse ela.
Começei a conversar com todos. Afinal que mal faria? Aparentemente, death rows era o nome que eles tinham dado ao grupo, porque todos estavam basicamente no corredor da morte. Ja a Mafia era encarregada de fazer pegadinhas e roubar coisas da sala de espera. Os integrantes eram Pirata Lee , Raposa Ruiva e O pegador. A Vampira não fazia parte porque o cabelo dela chamava muita atenção, e o rolha porque , pelo o qeu disseram, era um covarde. Fiquei chocada ao saber que Pirata Lee tinha recebido o seu diagnostico aos seis anos. Tão jovem... Mas tinha sobrevivido quatro. Quase dois anos a mais do que a sua expectativa de vida inicial. E todos eram tão animados e gentis. Parecia mesmo uma colonia de ferias.
Assim se passou a minha primeira semana no hospital. Entre a quimioterapia e as reuniões dos death rows. Geralmente nos reuniamos no jardim depois do almoço para conversar. Pirata Lee tinha alguns jogos de tabuleiro, e volta e meia pegava meu computador para todos podermos ver um filme. A quimioterapia não era facil. Não sei mais quantas vezes eu vomitei. Mas a Vampira sempre estava la pra segurar o meu cabelo, e a enfermeira Dora , a enfermeira mais legal do universo sempre me trazia balas de menta escondido. Foi melhor do que eu esperava. Muito menos depressivo do que eu imaginava. No dia em que recebi alta e pude voltar pra casa, todos vieram se despedir. Não entendi no inicio por que tanta cerimonia. Mas depois percebi que, nunca se sabia quando um eles ia morrer. Então sempre se despediam chorando e se abraçando. Meu coração de despedaçou depois de entender isso. Mas assim era o cotidiano dos death rows. E sinceramente, eu estava extremamente agradecida por poder participar desse grupo.

Notas finais
huhu...Que bonitinho. Mas cara. O que o Joseph vai falar? Afinal eles se beijam e ela desaparece por uma semana..Nada legal Ana...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.