Notas iniciais
Eai galerinha ❤️ essa é minha primeira história então peguem levem comigo kkkkk

Acordo assustada ouvindo pesadas batidas na janela, Lucy, é claro. Minha amiga e eu costumamos ir juntas a escola, mas o combinado é nos encontrarmos na esquina do parquinho aqui perto, quando me direciono para a janela e afasto as cortinas dou de cara com uma impaciente Lucy sentada na saída de incêndio, pelo visto, perdi a hora mais uma vez.
Faço um rápido sinal para que Lucy espere mais um pouco e corro até a porta fechando-a, a última coisa que quero é ter que ouvir os lamentos da minha mãe logo de manhã. Vou ao banheiro e apressadamente escovo os dentes, dou uma rápida olhada no espelho e vejo marcas fundas do travesseiro na bochecha esquerda, jogo uma água fria no rosto e prendo meus selvagens cabelos castanhos, arranco do corpo a velha camiseta que usava e visto uma simples regata preta juntamente com uma calça jeans, olho de relance para Lucy que apontada para meus pés, sorrio, passo a mão por debaixo da cama e pego meu desgastado par de tênis, abro a janela e jogo a mochila para que Lucy pegue no ar.
— Bom dia bela adormecida — ela suspira e me puxa escada a baixo, com toda certeza chegaríamos atrasadas.

Conhecia Lucy desde o fundamental e não sei como conseguiria viver sem ela, éramos o completo oposto uma da outra, eu sempre fugindo de casa e não ligando para merda nenhuma enquanto ela era esforçada e boa, sempre tentando ser a filha perfeita e a amiga perfeita para todos. Ela me contava animadamente sobre o baile que estava se aproximando, não que eu ligasse para isso, mas prometi a ela que ia e bem, promessa é promessa, além do mais Max Stevens já havia me convidado, ele é o cara mais gato do nosso ano e Lucy acreditava que logo algum dos seguidores de Max iria chama-la.
— Você não devia se preocupar com isso Lu — digo e ela instantaneamente me olha descrente, com os olhos azuis bem abertos — ou talvez tenha, eu não sei.
— Fala sério Aly, eu odeio você — eu rio e observo um garotinho brincando com um carrinho na calçada — você nem se esforça e já tem um Max Stevens babando por você — me viro para ela e sorrio debochada — qual o segredo do sucesso Alyssa?
Eu preferia ser chamada pelo meu apelido, afinal meu nome era uma homenagem a minha avó que, por assim dizer, me abandonou nas mãos da minha mãe drogada logo que meu pai morreu, tento entender a dor de perder um filho mas, isso não justifica nada. Já havíamos passado pelo portão e nos encontrávamos agora no corredor da escola, ouvia o jornal diário comentar sobre o maldito baile e Lucy suspirava ao meu lado.
— Pelo amor amiga, relaxe — lhe dou um fraco emburranzinho de lado e ela me encara — ouvi dizer que Filipe estava atrás de uma loirinha na sexta — Lucy se vira tão rapidamente para mim que seus cabelos cacheados esvoaçam para os lados — disse que a viu na lanchonete.
— Jura? — ela dava pulinhos entrelaçando seu braço ao meu — Eu estava lá na sexta, será que eu sou a loirinha? — eu não pude deixar de ir da cara dela, a verdade é que, para não ferir alguém que se ama uma mentira pode ser muito conveniente, e é claro, Filipe andava puxando o saco de Max que, para me agradar, faria com que ele fosse com Lucy.
Minha amiga se afastou para conversar com nosso diretor e eu me dirigi ao meu armário subitamente dando de cara com Ned.
— Opa foi mal Aly — ele pigarreira.
Sorrio e olho ao redor, procurando por um certo amigo dele.
— Onde está Peter, Ned? — ele me olha e consigo ver a ponta de um sorriso se formar em seu rosto — eu não o vi o verão inteiro então..
— Bom, se a senhorita ainda andasse com a gente isso não seria um problema.
Isso era verdade, antigamente eles eram meus melhores amigos mas, bom, muita coisa mudou.
— Você sabe que depois do que aconteceu tudo mudou certo Ned? — sua amigável feição se fecha e ele olha para o chão — nada mais continuou igual e bem, eu mudei também.
— Sei, mas pelo menos agora você pode deixar os grandões longe da gente — ele ri e eu o acompanho pelo corredor — Max não larga do nosso pé — ele aponta para Peter, que estava com a cabeça escondida no armário, Ned se aproxima e eu enfim vejo que ele carregava um boneco na mão, ele o põe no ombro de Peter que logo se vira sorrindo.
Eu estava do lado de Ned então logo seus olhos recaíram sobre mim, ele ficou me olhando por um tempo até que resolveu falar, mas quando abriu a boca Max aparece e me pega pela cintura, me pressionando contra os armários e me beijando.
— Ei Max — digo ofegante — me solta.
Ele me larga e se vira para mim, ainda com as mãos em minha cintura.
— Por que você está perdendo o tempo com esses nerds amor? — ele diz rindo dos meninos, Peter nem parecia ter ouvido pois seus olhos estão firmes em mim, me olhando com certo nojo, decepção talvez.
— Vamos embora Ned.
É apenas isso que ele diz, enquanto Max passa a mão pelo perfeito cabelo ruivo.
— Precisava mesmo ter falado aquilo? — digo me afastando dele e indo até meu armário, onde apressadamente pego meu material.
— Eles precisam de alguém que os ponha em seus respectivos lugares — ele busca meu olhar e suspira — Qual é Aly? Vai mesmo se estressar por isso? — Max me dá um rápido selinho e eu balanço a cabeça negativamente, Peter não era mais minha preocupação.
— Você está certo — digo suavimente e ponho minhas mãos em seu peitoral, suspirando — aliás preciso que você me ajude a juntar Filipe e Lu, beleza? — digo e saio o puxando comigo.
Ele suspira e me segue.
— Você não tem jeito mesmo né? — diz rindo.

Notas finais
Então? Aprovado?!