O começo dos Cullen
14 Capitulo 14 - Tempos depois.
Notas iniciais
POV Carlisle.
Dois meses depois.
Mais de dois meses se passaram desde o ocorrido, Edward mudara drasticamente desde então, não sorri mais, reclama toda vez que vamos caçar, que o gosto não é bom, a umas duas semana atrás, ele tentou me convencer a mudar nosso abito de alimentação, expliquei a ele que não podia mudar quem eu era.
FLASH BLACK ON:
Eu estava na sala arrumando alguns papéis da compra da casa, vendo as contas que tinha que pagar. Ele apareceu e se sentou de frente para mim no chão, a mesa de centro nos separava, achei estranho o fato dele ter vindo me fazer companhia, desde o ocorrido o garoto não ficava muito mais comigo, geralmente era eu que tentava puxar assunto com ele, fazer com que saísse do quarto.
— Algum problema Edward? – Perguntei com um fraco sorriso no rosto.
— Não está tudo bem, é só que eu...queria falar com você sobre uma coisa, mas tenho medo que fique com raiva. –Eu parei o que estava fazendo e olhei para Anthony. Ele brincava com os dedos enquanto dizia.
— Não vou ficar com raiva, pode me dizer qualquer coisa. – Sorri para que o incentivasse.
— Nunca pensou em se alimentar de sangue humano? – Eu olhei atentamente para seu rosto, ele queria me convencer a mudar a alimentação. Não fiquei com raiva por sua pergunta, mas me deu certo medo de que Edward quisesse tentar uma vida de vampiro regular.
— Sabe Edward, não é fácil como parece, viver como nômade. E você sabe que gosto de conservar minha humanidade, não acho certo acabar com uma vida, nunca cogitei a ideia de mudar o que sou.
“Mas é muito melhor.”
Ele sussurrou bem baixo, imagino que não esperava ser ouvido.
— Vai continuar sendo bom depois que descobrir que a pessoa que você matou, era um pai de família ou uma mãe, que tinha netos e netas ou a única família de uma certa pessoa era o futuro “Falecido”? – Disse suavemente. – Nem sempre o melhor é o certo. – Ele me olhou por alguns instantes então assentiu, em menos de dois segundos o garoto havia subido para seu quarto, acabou desistindo.
FLASH BLACK OFF.
Meu maior medo era que ele provasse sangue humano e começasse a me questionar ou agir de outra forma e foi exatamente o que aconteceu, mas eu tinha fé. Fé de que isso só fosse uma fase difícil e que logo ele voltária a normal, até porque o garoto é um recém criado.
20 de junho de 1921.
POV Edward.
Já passava das duas horas da tarde, eu estava no quintal sentado de baixo de uma árvore, lendo o livro “O morro dos ventos uivantes”, O dia estava bom, o sol aparecia de vez em quando mas logo sumia, era um dia bem calmo. Carlisle (ou agora meu pai) devia estar voltando para casa depois de um longo dia de trabalho no hospital, até hoje eu não entendo como ele consegue. Lembrar dele me levou para o dia em que ele me aceitou como filho e eu o aceitei como pai, não fazia muito tempo, foi no começo do ano. Eu pensei que Carlisle me largaria depois de tudo o que eu fiz, mas ele não o fez. Eu melhorei com o tempo, meu olhos mudaram de cor, eu comecei a aceitar o estilo de vida do meu...pai.
FLASH BLACK ON:
Carlisle tinha acabado de voltar do trabalho, ele estava em seu quarto arrumando algumas coisas dele. Eu queria falar com ele perguntar o porque que ele não me mandou embora depois de tudo o que eu fiz. Respirei bem fundo criando coragem e fui até seu quarto, eu parei na porta fiquei um pouco receoso, mas graças aos ouvidos apurados de vampiros ele me escutou.
— Entre Edward. – Carlisle disse divertido, ele provavelmente viu que eu estava nervoso. Abri a porta e fui até a cama que tinha no aposento me sentar. — O que o trás aqui?
— Eu queria saber porque você não me mando embora. – Ele me olhou sem entender nada. – Depois de tudo o que eu fiz, você ainda cuida de mim. Porque? – Ele me olhou de uma forma diferente abriu e fechou a boca umas três vezes, até que falou.
— Por que eu sinto, que tenho que cuidar de você Edward, não porque me sinto na obrigação ou por culpa. Cuido de você porque...eu te amo. – Aquilo me surpreendeu, mas eu sorri, eu me sentia exatamente igual, também o amava.
— Também te amo, eu sinto de vez em quando que você é um pai que eu nunca tive. – Ele sorriu muito, era a primeira vez que me abria com ele depois de dois anos.
— E você é um filho...que eu nunca tive. – Eu me levantei e nós nos abraçamos, eu fiquei feliz pela primeira vez depois de tempo. – Quero lhe dar uma coisa. – Ele foi até uma cômoda que tinha do lado da janela e pegou uma caixa dela tirou uma pulseira. – Isso é o brasão de minha família, eu uso o anel que era de meu pai. – Eu peguei a pulseira, era muito bonita era preta e o brasão tinha o nome “Cullen”. Eu o agradeci, afinal agora eu era um Cullen.
FLASH BLACK OFF.
Fiquei lendo o livro esperando ele chegar, não era um dos meus favoritos, mas queria terminá-lo para não tomar decisões precipitadas, vai que o fim é bom. Escutei o carro de meu pai entrando na estradinha de terra que dava aqui, percebi que era ele pelos pensamentos...que por sinal escondia de mim, infelizmente ele falava alemão fluente e eu não entendia nada. Nós dois, começamos a tentar entender como isso funciona “Ler pensamentos”, e Carlisle descobriu como bloquear sua mente, fiquei magoado. Depois de parar o automóvel ele começou a vir até mim, sorri para ele quando parou em minha frente e entendeu a mão com um presente.
— Feliz Aniversário. – Disse-me sorrindo. Peguei o presente que tinha o tamanho médio de sua mão e sorri para ele.
— Obrigado, realmente não precisava. – Tirei o embrulho e nele tinha dois presentes, um rádio novo (O meu quebrara a um tempo) e um caderno para colocar partituras, eu andava compondo e era ruim marcar numa folha normal. – Realmente você me conhece bem. – Ele riu.
— Quer ir caçar? Está em época de leões da montanha. – Carlisle realmente me conhecia bem, com o tempo acabei descobrindo que os carnívoros tem gosto melhor.
— Vamos. – Corri para casa deixei os presentes em cima da mesa de centro e fui com meu pai caçar.
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