O começo
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Não sei o que escrever, só leiam ae >.
Alguns dias se passaram. Iléssia e os pais de Syndra iam visitá-la uma vez por semana. Zharos demonstrava muita satisfação com o poder da garota. Syndra, por sua vez, estava feliz. Na ultima visita que seus pais a fizeram, ela conseguiu criar uma esfera de energia para eles admirarem. Apesar de amedrontados, eles incentivaram a filha. Em suas visitas, Iléssia levava sua filha, Karma, que logo fez amizade com Syndra.
— Você não sente falta de sair e ver tudo? — Karma perguntou. — As vezes sim, mas eu lembro que é pro meu bem. Quando eu terminar meu aprendizado, serei uma grande maga! — Syndra respondeu, com entusiasmo. — Eu torço por você. O mestre Zharos não te deixa sair? Nem por pouco tempo? — Não... Ele disse que eu não posso me dar ao luxo de diversão. Preciso me aprofundar nos estudos de magia e continuar praticando. — Bem, isso é difícil. Acho que minha mãe já está indo embora. Até semana que vem, Synd! — Até, Karma! Syndra tentava passar uma imagem calma para seus pais e sua amiga, mas ela sentia muita falta de tudo. Zharos era um bom professor, mas muito rígido. Certa vez, ela não conseguiu fazer o que ele queria, e, como castigo, ela deveria criar um escudo para se defender dos raios mágicos que Zharos atirava nela. Não era justo, pois o mestre tinha muito conhecimento, então sua magia era muito poderosa, Syndra sentia seu poder mais fraco do que antes, por isso não conseguia criar um escudo descente, então ela sentia toda a dor causada pelos raios. Apesar de tudo, ela permanecia firme forte. Sabia que essas coisas não deveriam lhe abalar. Ela se tornaria mais forte e provaria a todos que não é uma bruxa sem coração. Pelo menos, ela pensou assim. Certo dia, Syndra estava cuidando do jardim, mais uma tarefa sem sentido que seu mestre havia lhe passado. "Syndra..." A garota se virou, assustada com a voz que havia aparecido tão bruscamente. — Mestre? É você? "Não, não é Zharos, aquele insolente que ousa ferir você. Eu sou sua voz interior, sou a voz do seu poder. Não sente isso? Cada dia que passa, você tem menos poder pra aprender a controlar. Eu estou sumindo, e você está aqui, regando plantas." — Mas eu aprendi muitas coisas aqui. O Mestre me castiga porque não fui boa o suficiente. " Você é boa o suficiente! Você tinha poder para acabar com tudo isso. Agora olhe pra você, está presa, como um animal insignificante. Acha mesmo que eles queriam que você aprendesse magia aqui? Eles estavam com medo de você, eles te consideram uma ameaça!" — Seja você quem for ou o que for, está dizendo tolices! É claro que não foi nada disso! Mamãe teria me contado, Karma teria me avisado! " Acha mesmo que eles se importam? Não viu como sua mãe agiu quando você enfrentou Irelia? Eles tremem em sua presença! Eu conheço seus pensamentos, sei o quanto gosta de ouvir isso. Você é grandiosa demais para viver desta maneira." — Já chega! Não quero mais ouvir isso! Syndra correu até os portões. Ela sabia que essa hora do dia, Zharos cochilava. O portão era gigantesco e estava trancado. Impulsionando seus poderes, ela levitou. Com muito esforço, conseguiu ir para o outro lado. Quando seus pés tocaram no chão, ela sentiu um grande cansaço. Aqueles não eram os limites de sua magia, ela sabia muito bem disso. Algo certamente estava errado. Ela foi andando pela floresta, até que ouviu vários barulhos vindo de um lugar cercado por àrvores. Curiosa, ela foi se aproximando. No centro, havia um garoto, com os olhos vendados, jogando estrelas ninjas nos galhos. Syndra se aproximou mais, porém pisou em um galho, o que despertou a atenção do menino. Ele se virou rápidamente e jogou uma estrela bem em sua direção. Se a menina também não tivesse reflexos rápidos, a estrela iria acertar sua testa em cheio. Syndra estendeu sua mão e a estrela parou no ar, a poucos centímetros da sua palma e seus dedos. O garoto tirou a venda e a olhou, confuso com o que havia acontecido. — Você não deveria brincar com isso. — Syndra abaixou sua mão e a estrela caiu na grama. — Eu não estava brincando, menina. Estou treinando. — Você é um ninja? — Ainda não. Mas um dia serei o melhor e mais poderoso que existe. Quem é você? — Meu nome é Syndra. Você é...? — Sou Zed. Espera ai, Syndra? Não é a garota que arrancou uma casa do chão? — É... fui eu. Você vai ficar com medo de mim agora? — Tá brincando? Eu achei o máximo! Mas você não foi pra uma escola de magia ou coisa do tipo? — Eu fui, mas queria sair um pouco. Meu mestre não sabe que estou aqui. — O meu também não. — Você tem muitas cicatrizes no seu rosto. O que houve com você? — Desculpe, mas não gosto de falar sobre isso. — Sem problemas. Eu acho melhor eu voltar, antes que meu mestre perceba minha ausência. A propósito, você deveria fazer o mesmo. — Eu irei. Até algum dia, Syndra! Syndra deu um beijo na bochecha de Zed, que ficou um pouco vermelho.
— Quando nos encontrarmos de novo, quero ver se vai conseguir me acertar! — Eu aposto que vou. — Tchau, Zed! Zed ficou ali por mais alguns minutos e depois foi andando de volta ao templo. "Ela é bonita" ele pensou. Syndra teve mais dificuldade para pular o muro de volta. Quando conseguiu, caiu de joelhos no gramado. Aparentemente, Zharos não tinha acordado de seu sono. Ela olhou para suas mãos e ficou pensando se havia algo de errado com seus poderes. Aquela voz nunca havia aparecido antes. As coisas estavam começando a mudar.
Notas finais
Um shipp começando a nascer
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