O cogumelo e o vagão errante
14 A verdade
Amanita passou longos segundos olhando para Carantelo, refletindo o quanto amava a criatura à sua frente, pesando o quanto a verdade poderia afastá-las.
Ele não queria perder aquilo. Mesmo com pouco tempo, o vagão já parecia mais um lar do que qualquer outro lugar onde morou anteriormente.
E Carantelo era mais amor do que jamais sentira.
O momento de aporia durou mais algumas batidas de coração.
— Eu roubei algo, Carantelo. Algo importante... e, quando descobriram, fugi para longe do meu povo, do nosso povo.
— O que você roubou, Amanita?
— Um píleo, Carantelo. A vida de alguém. Foi isso que roubei
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