Amanita passou longos segundos olhando para Carantelo, refletindo o quanto amava a criatura à sua frente, pesando o quanto a verdade poderia afastá-las.

Ele não queria perder aquilo. Mesmo com pouco tempo, o vagão já parecia mais um lar do que qualquer outro lugar onde morou anteriormente.

E Carantelo era mais amor do que jamais sentira.

O momento de aporia durou mais algumas batidas de coração.

— Eu roubei algo, Carantelo. Algo importante... e, quando descobriram, fugi para longe do meu povo, do nosso povo.

— O que você roubou, Amanita?

— Um píleo, Carantelo. A vida de alguém. Foi isso que roubei