Carantelo sabia, racionalmente, que poderia ser mentira. A sensação de estar presa em um redanho era assustadora, angustiante.

Mas, ao mesmo tempo... ao mesmo tempo, Carantelo acreditava em Amanita. Caminhou até ela, ofereceu-lhe a mão e, quando ambas estavam de pé frente a frente, Carantelo tocou o píleo de Amanita com cuidado.

A parte mais sensível de uma pessoa-cogumelo, a base de sua vida.

— Acredito em você, Aman.

O choro veio forte, sentido, doído. Amanita carregou aquela culpa por meses, sabendo que nunca poderia voltar, nunca poderia se explicar, que nunca acreditariam nela.

Mas, ao fugir, encontrou acolhimento em Carantelo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.