O circo do amor 2

1 A escola de circo Scelerisque!


Notas iniciais
Olá, queria dizer que não tenho costume de reler, então se tiver um erro é só dizer sem medo no coração. Tenham uma boa leitura!

Olá, sou Doux! Acabei de chegar do meu primeiro dia de aula. Foi um saco! Eu, realmente, não gosto da minha escola. Eu tenho amigos? Sim, mas só amigos casuais. Tenho uma pessoa que odeio chamada Patrícia e tenho um namorado "badboy" (sim, entre aspas) Jorge que é um ano mais velho que eu.
Estava no meu quarto, até minha mãe entrar.
–Oi, Doux!
– Ah, oi Doux!- sim, chamei minha mãe de Doux porque é o nome artístico dela.
– Haha! Doux, pode me fazer um favor?
– Claro!
– Pode comprar chocolate? Eu vou fazer um bolo!
– Claro.
– Chocolate ao leite! Nem pense comprar meio amargo!
– É por isso que você é apaixonada pelo papai! Não para de comer doce bem doce!
– Só vai filha, só vai...- disse minha mãe rindo.
– Sim, mãe...
Coloquei um vestido branco e fui ao mercado.
[...]
Cheguei no mercado e fui direto ao meu destino e fui para o caixa. Mas não.

Estava pensando no aleatório que acabei esbarrando em alguém.

– Des-desculpa!

Quando voltei a prestar atenção, eu tinha esbarrado num garoto de madeixas pretas e pontudas, com uma pele bem branca. Mas não sei se era dele porque as lâmpadas do mercado eram florescentes e eu também estava que nem uma vampira.

– Olha o que você fez!- acabei percebendo a burrada que fiz.

Eu derramei suco de uva na blusa branca do garoto!

– E-Eu sinto muito!- eu inflei as bochechas pra não rir. A cena era hilária.

– Você ta rindo?!

– Eu não!- acabei soltando uma leve risada de porco.

Ele pegou o que tinha de seu suco e jogou em mim!

– Você está louco?!

– Estamos quites agora.

Chutei a canela dele.

– Quites uma ova!- e fui para o caixa.

Paguei e fui pra casa com uma mancha roxa no meu lindo vestido branco.

– O que houve, Doux?

– Nada pai, nada...

– Como bolo amanhã, mãe. Estou cheia de sono.

– Ok, boa noite!- Suzi.

Corri para o meu quarto e coloquei meu pijama vermelho de botão e fui dormir.

[...]

No dia seguinte, acordei sem nenhum ânimo. Não por causa do sono, mas porque vou ficar sozinha lá. Com o Jorge, que não fica o tempo todo comigo; a Patrícia que me enche o saco e meus amigos casuais que só falam comigo pouquíssimo tempo.

Fui para o meu armário e peguei minha calça jeans e minha blusa, que é o uniforme. Desci para tomar café.

– OI PAI!- dei um beijo nele.

– Oi, filhota!

– Cadê a mamãe?

– Elas estava vendo as contas da escola ontem à noite.

E a mamãe entra em cena!

– Bom dia!

Ela me deu um beijo e depois em seu marido, que eu chamo de pai. Eles se amam tanto que dá até inveja.

– Desculpe, mas acabei não tendo tempo de cozinhar!

– Mas teve para fazer um bolo, Dona Suzi!- brinquei.

– Não se preocupem! Eu fiz o almoço!

– Meu herói!- mãe.

– O café foi bom, mas eu vou indo.

– Boa aula!- mãe e pai.

Pena que não será assim.

[...]

Cheguei na escola e me sentei. Tentei não fazer contado visual com a Patrícia.

As aulas passaram e, finalmente, o recreio.

Saí e fui ver o Jorge.

– Oi, lindão!- dei um selinho nele.

– Oi, princesa!

Ele pegou no meu braço e saiu correndo, mas pisou no cadarço e caiu.

Jorge é muito desastrado!

Ele se levantou e me levou num cantinho da parede. E ficamos nos beijando. Dãaaa. Todo o garoto tem uma mão boba, né? Mas Jorge insiste em fazer isso.

– Jorge, sabe que eu não!

– Desculpe, mas não resisto. E você ainda não disse quando será a nossa noite juntos.

– Já disse que não estou pronta!

Na verdade, eu só estou o enrolando. Eu, realmente, não tenho a mínima vontade de fazer essas coisas. Queria fazer que nem a minha mãe, fazer coisas pervertidas depois de casar. Na minha opinião, acho romântico.

– Ok, vou conversar com os garotos.- disse ele desanimado.

Fui para o refeitório, peguei minha comida e fui para um grupinho, da minha sala, conversar.

– Oi, Doux!

– Olá, Letícia!

E como de costume, conversei por uns cinco minutos e fui "abandonada" depois. Resolvi encher a minha barriga.

Quando o sinal toca, todos vão pra sala.

As aulas foram.... chatas, mas na penúltima aula o professor falta! Uhuuu!

Mas alguém veio me perturbar.

– Olha quem ta sozinha aqui ouvindo música!

– Oi, Patrícia....

– Nossa, a circense não está feliz?- provocou ela.

Não resisti e me levantei.

– Circenses também podem ficar tristes, sabia? Ah não, esqueci que você é muito burra pra entender!

Ela estava indo até a mim. Então decidi empurrá-la, mas de leve. Ela fingiu que foi foi forte.

– Você vai ver sua palhaça!

– Que irônico de sua parte, Patricinha!- provoquei até demais.

Ela chutou minha canela e me empurrou na parede. Puxei o cabelo dela pra me defender, mas sou muito fraca. Os alunos estavam me defendendo, mas verbalmente. Ninguém tentou segurá-la.

Mas, um aluno esperto, chamou a diretora.

– Patrícia, vem pra diretoria.

– Que saco!

A turma veio até a mim perguntando se estou bem e bla bla bla! Eu dizia que sim, mas eu estava com vontade era de chorar.

[...]

O sinal tocou e fui pra casa almoçar para depois ir pro curso.

Minha mãe e seu irmão são os donos da incrível ESCOLA DE CIRCO SCELERISQUE! Os filhos dele são Solange e Luan (são gêmeos). Estão no final da faculdade.

[...]

– Olá minha prima preferida!

– Oi, Luan!

– Doux!

– Solange!

– Vamos ensaiar?- Solange.

– Vamos.

Na escola de circo eu faço de tudo, menos ser atiradora de facas, é que os gêmeos fazem. E, principalmente, uma equilibrista, como mamãe. Quero seguir a carreira dela. Desculpe papi, mas não sirvo pra ser médica.

E começamos a ensaiar. Os gêmeos saíam fazendo piruetas (cada um de um lado.) e eu entrava no meio, também fazendo piruetas.

As apresentação sempre eram no final do ano. Os gêmeos eram conhecidos como irmãos piruetas e seus nomes artísticos eram Sol e Lua. Tem o pai deles (meu tio) o atirador de facas Dagger e minha mãe, a equilibrista Doux! E eu sou Douxzinha, pois é..... eu até gosto, pois era o nome da minha mãe antes de colocá-la em mim. Que foi, na verdade, a deia do meu pai.

[...]

A aula acabou, os alunos estavam indo embora. Eu ia também, até que Luan entra num assunto que não queria.

– Por que essa cara?

– Só não gosto da minha escola.

– Sai de lá! Você não se sente bem nela.

– Mas o que eu posso fazer?

Solange entra no assunto.

– Por que você não estuda onde seus pai estudaram? Disseram que o pessoal de lá é gente boa!

– Ótima ideia!

Corrí pro banheiro do curso, onde minha mãe estava se trocando (ela dá aula lá).

– MÃE, MÃE!

– Oi?

– Quero estudar na sua antiga escola!

– Mas já? Tão de repente.

– Por favor!

– Temos que falar com o Rui.

Ele se trocou e fomos pra casa. Onde nos sentamos na mesa da cozinha e eu expliquei toda a situação e eles discutindo e até que tomaram uma decisão.

– Claro! Lá é incrível!

– Obrigada, mãe!

– Lá é divertido!- pai.

– Vou adorar!

– Farei sua matrícula amanhã mesmo. Vou te mostrar o meu antigo uniforme.

– Sim, mãe!

O uniforme era lindo! Muito melhor do que uma blusa surrada uma calça jeans. Era uma blusa com um casaco e uma saia! Lindo, lindo e lindo!

[...]

Depois do jantar, corri pra cama, peguei meu celular e liguei pro Jorge.

– Alô?

– Jorge! É a Doux!

– Oi, princesa!

– Tenho novidades! Vou mudar de escola!

– Quê? Você vai me abandonar?

– Você não entende, essa escola não faz bem pra mim!

– Você não pode ir, ainda nem tivemos uma noite juntos!

Desliguei na cara dele.

– Idiota.

Já que ainda eram 20:00, resolvi ligar a pequena televisão do meu quarto e assistir Hora de aventura.

É normal uma circense gostar de um desenho louco e cheio de magia?

Humpf, é claro que é!

Notas finais
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