O chamado das sombras.

1 Cap.1 Meu passado. Minha história. Minha vergonha.


Notas iniciais
Olá!
Eu já tenho os 3 primeiros capítulos manuscritos, e após algumas pessoas lerem e gostarem, decidi postar aqui.
Espero que gostem, ou pelo menos leiam.
Beijinhos literários!!!

Meu nome é Katherine. Não, não sou nenhuma das Katherines de O teorema Katherine. Gostaria muito de ler esse livro! Mas primeiro eu teria que terminar de ler a trilogia de Jogos Vorazes, e outros livros...

Voltando ao assunto, – Qual era mesmo? Ah, sim, estava me apresentando. – tenho 14 anos, Olhos verdes – Com um toque de castanho perto da pupila — , cabelos... Hmmm... Entre loiro escuro e castanho claro. Pele clara – bem clara mesmo. – e não me considero bonita, nem feia.

Se eu sou louca? Pode se dizer que sim. Muito. Doida pra caramba. Mas não por causa de eu ver criaturas mitológicas. Eu nasci louca.

Moro num orfanato. Já morei em quatro orfanatos. O primeiro foi desde que eu tinha poucos meses, 6, exatamente. Meus pais morreram em um acidente de avião que quase me matou. Eu estava junto.

Morei naquele orfanato até os sete anos, pois ele só ficava com crianças até essa idade. Não lembro muito dele, mas lembro que lá era muito legal.

Fui para outro orfanato. No começo, lá ela legal e no começo todos me tratavam bem.

Até que um dia, um homem de terno preto, alto, carrancudo, que era o dono do orfanato, entrou no meu quarto. Eu tinha nove anos. Fui vitima de abuso sexual.

Passei por isso toda sexta-feira, até os meus 11 anos.

No meu aniversário, eu ganhava 50 reais de cada funcionário e mil do Jonathan Tronpt – O dono do orfanato. – para não contar a ninguém, mas eu não ligava para o dinheiro. Apenas não contava sobre... Bem... Você sabe... Pois ele ameaçava matar todos os meus amigos do orfanato. Eles passavam o mesmo que eu. Então, em cada aniversário, eu ganhava mais de dois mil reais.

Muitos funcionários sofriam maus-tratos.

Um dia, quando eu tinha 11 anos – E seis mil reais, a única parte boa dessa fase de minha vida. – o orfanato fechou. Não preciso nem dizer o motivo.

Fui para um novo orfanato com apenas uma palavra em mente: Aleluia.

Nesse novo orfanato, as pessoas eram legais comigo, apesar de eu passar o tempo todo no meu quarto. Eu estava traumatizada.

No antigo orfanato – Onde eu ganhei o dinheiro. – não dava para trancar as portas, mas nesse dava, e eu trancava. E passava a noite em claro, chorando.

Me perguntavam se eu tinha sido uma das vitimas do cara, mas eu negava, e até hoje nego, até a morte.

O orfanato só ficava com crianças até 12 anos, então acabei indo parar em outro orfanato. E aqui estou eu, dois anos depois, em um orfanato legal, divertido, arrumado, cheio de gente alegre, divertida, amiga, companheira... Ah, e também tem uma pessoa que é traumatizada para o resto da vida. Prazer, eu.

O meu quarto é grande e é uma suite, tem paredes brancas, um closet cheio de roupas de todos os tamanhos. Tem uma cama, uma escrivaninha. No bainheiro... É um banheiro, o que mais eu poderia falar?

Minha porta fica o tempo todo trancada, dia e noite.

Notas finais
Espero que tenham gostado!
Comentem, por favor.
Somente se tiver pelo menos um comentário eu posto o próximo capítulo!
Bye!!