O ceifador mecânico.

1 Cap - 1 O (re)começo


Em uma realidade distante.
Em um mundo distante.
Em um quarto distante.
Em uma mente distante...
Um desejo surge...
Um desejo bom...
Um desejo mal...
E nesse mesmo quarto...
Surge nosso herói...Mitch.

Nosso querido Mitch, só queria mudanças, tinha o desejo de ver um mundo melhor para se viver...um mundo que ele acreditava ser o ideal, o paraíso.
Um mundo onde ele seria feliz, onde as pessoas sorriam umas para outras, onde as industrias não transformaram o céu azul, em um cinza triste, sem vida.
Porem ele tinha apenas 15 anos, não fazia ideia de como era o mundo, de como as engrenagens do mundo rodavam, e nem como ele iria mudar elas...
Mas Mitch tinha convicção, tinha vontade, e acima de tudo, tinha uma coragem inabalável.
Mitch sempre acreditou na humanidade desde que nasceu, por mais que sempre a humanidade pisava em sua cara, em seu coração, ele permaneceu forte, e corajoso.
Seus parentes sempre o ajudaram, Mitch tinha uma vida boa...

Que estava para mudar...

Certo dia, Mitch perdido em seus pensamentos voltava da escola, olhando para o céu, andando lento e calmo. "Como...como um céu azul pode ter sido destruído por essas fabricas que emanam essa fumaça preta?". Na verdade Mitch nunca tinha visto o céu azul, as nuvem brancas, somente ouvido falar delas, do céu azul, de nuvens brancas parecendo algodão doce, seus pais o falavam da época de 15 anos deles.

Mas algo o acorda de seus pensamentos, uma voz ao lado dele falando:

— No que está pensando garoto?

A voz era grossa, áspera, passava medo e afastava todos. Mas Mitch não se abalou, olhou para a figura dona da voz. Um cara encapuzado com as sombras envolvendo seu rosto, deixando espaço para aparecer apenas os lábios, a vestimenta dessa figura era estranha, um moletom marrom, parecendo sujo, calças rasgadas de moletom, mostrando parte de uma pele suja e enrugada, e os sapatos eram simples, pretos, mais que o comum.
A figura era alta, bem mais alta que Mitch, e andava um pouco curvada, criando uma corcunda, e seu semblante era de assustar qualquer um.

Mas Mitch o respondeu:

— Senhor, eu estava pensado em como o mundo poderia ser melhor sem essas fabricas todas sujando nosso pais e céus. Sujando nosso mundo.

— Vejo que o garoto é esperto, sabia que o nosso céu era azul antes?

— Claro que sim, meu senhor, infelizmente não nasci quando ele era azul.

— Entendo...afinal, faz muito tempo, é somente uma lembrança vaga para mim.

— Mas o que o senhor faz aqui?

— Eu? Bem, estava a procura de jovens espertos como você, eu estou querendo mudar esse mundo, se quiser se juntar a nossa liga, venha até esse endereço, tenho certeza que não se arrependera.

— Eu irei com certeza, senhor, mas antes poderia saber seu nome.

— Me chamo Plist, e lembre-se, a nossa liga é para salvar seu mundo, nosso mundo.
Plist falou isso ja se afastando de Mitch e colocando as mãos no bolso.

Mas para a infelicidade de nosso pequeno amigo, Plist não passava de um pilantra, saiu sorrindo, um sorriso com dentes amarelos e podres, e a maldade se apoderando de seu olhar.

Mas Plist estava de costas para Mitch, que observava atentamente o papel com o endereço.

Rua Const, N° 146.

Uma hora mais tarde Mitch estava em frente a casa numero 146, uma casa grande, com alguns feixes de lux piscando siando por baixo da porta de madeira, Mitch sentiu um calafrio mas ficou ali.
Bateu na porta. Toc Toc.
Nada, bateu de novo. Toc Toc.
Nada, antes de bater uma terceira vez, a porta abriu repentinamente, revelando uma figura alta dentro das sombras.

Ao ver Mitch, a figura sorriu, um sorriso amarelo e feio.

— Entre garoto, vamos, a liga já esta reunida.

Mitch entrou, ao ouvir a porta se fechando atrás de si, Mitch sentiu um calafrio e vontade de estar junto de sua mãe.

Então o pior som veio, o som da porta sendo...trancada. Mitch pela primeira vez sentiu o medo, e pensava em so uma coisa "Porque fui vir aqui?!" Mitch se sentia burro por ter vindo, deveria ter voltado, dado meia volta quando pode, agora não da mais, Mitch foi consumido pelo medo, e sem perceber estava tremendo.

— Garoto, ainda não sei seu nome. — Essa frase o fez sair de seu tranze de medo.

— M-M-Mitch...prazer. — Dava para sentir o medo de Mitch em sua voz.

— Bom, vamos até a sala principal, la te explico melhor.

O cara alto, que Mitch suspeitava ser Plist, avia saído do recinto e ido para a sala da frente, esse tempo fez Mitch observar o recinto onde estava, era escuro e estranhamente silencioso, parecia não haver qualquer móvel. Mas um criado mudo ao lado o chamou atenção.

Em cima dele avia duas luvas brancas com manchas vermelhas de algo que Mitch não conseguia distinguir o que erá, e ao lado delas, uma tesoura com as mesmas manchas, Mitch sentiu que seria melhor não chegar perto para descobrir o que erá.
Mitch olhou mais uma vez para o recinto, parecia não haver nada além daquele criado mudo.

Então Mitch resolver tentar abrir a porta, e infelizmente, ela estava trancada. Mitch se apavorou, sentiu vontade de chorar, mas se conteve, e então caminhou devagar e cuidadoso até a sala principal.

A sala principal era escura como a que acabara de sair, mas os seus olhos se acostumaram um pouco com a escuridão, então conseguiu ver Plist sentado num sofá.

— S-senhor, tem alguma luz aqui?

— Sou eu, Plist, e sim, ao seu lado direito tem um interruptor, pode liga-lo.

Mitch tateou a parede até achar o interruptor, ligou as luzes, que piscaram algumas vezes, e quando se estabilizaram...Mitch se arrependeu de ter confiado em Plist, de ter vindo aqui, de ter acendido as luzes.