9:00 horas da noite em Londres, 5 de outubro.

-Alguém me ajude!-Gritava uma mulher. -Por favor alguém...

A mulher caiu no chão dura e provalvemente morta, sob a neblina densa e a prevista tempestade, de sua bolsa saiu uma maçã mordidae aos poucos ia apodrecendo.

Numa limusine, na cidade de Londres, a detetive Azura Leilane com sua clássica jaqueta jeans e bermuda vermelha, sentada de pernas cruzadas olhava pela janela.

-Atenção, atenção!-Anunciou um garotinho entregador de Jornal. — Madrasta da névoa atacou de novo...

-Madrasta da Névoa?-Perguntou o motorista.

-Viemos investigar o caso de recentes assassinatos que abalam a sociedade inglesa!-Respondeu Azura. -Dizem que a Madrasta da Névoa matam as jovens mais belas, alguns dizem que com maçãs envenenadas!

-Isso é conto de fadas!-Riu o motorista. -E se for um homem!Que apelidinho hein!

-O que está acontecendo aqui é mais do que um mero conto de fadas, é um assassinato e é meu dever pegar o responsável, acho que as vítimas não precisam esperar pelo seu príncipe encantado!

A detetive chegou em um hotel, sem dizer mais nada apenas saiu do carro e entrou no hotel, como já tinha se registrado por telefone então só pegou a chave do quarto e entrou em seu quarto, a vista era magnifica de toda a cidade de Londres.

-Eu irei caçar o meliante!-Resmungou Azura. -O caso verdadeiro está só começando!

8:50 da noite 6 de outubro.

-Mãe eu já vou dormir!-Gritou uma menina.

A menina era loira e de olhos azuis aparentava ter uns 25 anos, pegou uma maçã no cesto e foi comendo para o seu quarto, apagou a luz e se preparou pra dormir.

8:55 da noite.

A jovem começou a se sentir mal como se tivesse uma parada cardíaca e então caiu no chão, a maçã rolou de sua mão até o pé da cama.

9:00 horas da noite.

Alguém entrou no quarto, por causa da escuridão não dava pra indentificar, apenas tinha uma faca na mão, o sangue da jovem menina foi jorrado.De manhã a mãe da jovem entrou em seu quarto com uma bandeja de torradas e suco, mas a cena aterrorizante tranformou a alegria em desespero.

-Ahhhhhh!-Gritou a mãe. -Socorro a minha filha!

Com os gritos o andar inteiro levantou e foi para o quarto da mulher, o quarto de Azura era ao lado, então passando pela multdão Azura havia chegado pra ver tal cena, a menina estava estripada, ensanguentada e havia um imenso buraco no lugar da boca e do queixo que parecia ter sido explodida.

-Minha filha!-Chorava a mãe.

Azura passeava com os olhos pelo quarto pra encontrar evidências e viu a maçã mordida perto da cama e a pegou pelo talo. Os agentes estavam correndo com o caso Branca de Neve investigando a mãe da falecida e analisando a maçã.

-O que descobriram?-Perguntou Azura.

-Uma mera maçã fazer tanto estrago!-Disse Thomas. -Impossível!

-Isso já sabemos que é!-Respondeu Azura olhando os arquivos. -Pelo o que eu to vendo o que descobriram nas análises na maçã não é veneno, é um tipo de clorofórmio, isso é estranho!

-Com certeza!-Falou Catarina. -Clorofórmio não explode uma boca daquele jeito!

-E quanto a mãe da jovem?

-Disse que estava lavando a louça quando aconteceu, o nome da vítima era Jéssica Santana e era considerada uma das mais belas modelos em Londres, seus modelos eram o que mais eram vendidos!

-Uma molelo!-Azura toma um gole de morango ao leite. -Que superficial!

-Uma coisa que achei que poderia lhe interessar!-Disse Sandro. -Resolvemos investigar as famílias de todas as vítimas e tem uma das mães que conseguiu presenciar o assassinato!

-Excelente!-Disse Azura.

-Trouxemos ela pra cá!-Respondeu Sandro. -Achei melhor você interroga-lá pessoalmente!

Na sala de Interrogatórios.

-Alice Luana!-Chamou Azura; -Relaxe, não vamos lhe fazer mal!

Alice Luana era morena com alguns fios grisalho, usava um vestido longo comum e tinha a pele pálida, estava tremendo de medo, mas ia se acalmando aos poucos.

-Foi naquela horrível noite!-Falou Alice trêmula. -Aquela noite de tempestade, eu ia levar café pra minha filha, mas ela não estava mais no quarto, eu estava apavorada e mesmo assim fui atrás dela e a última coisa que vi foi uma figura feminina esfaqueando o cadáver da minha filha!

-Como era essa figura feminina?-Azura bebe mais seu morango ao leite. -Tem alguma idéia?

-Não deu pra ver, ela usava chapéu e sobretudo, quem teria tanto ódio da Nathaly?Ela era tão boa menina!

-Thomas cuide para que Alice volte pra sua casa em segurança!-Ordenou Azura. -Kenny preciso que faça um favor pra mim!

8:30 da noite 7 de outubro.

Sandro e Thomas estavam escondidos parecendo esperar alguma coisa, na mesma noite de neblina e com uma tempestade.

-Tsc que frio!-Reclamou Sandro.

-Seja paciente!-Resmungou Thomas. -Vamos esperar!

-Ah qualé Thomas, pra que temos que ficar aqui?

-Fica calmo cara, Azura sabe o que faz!

8:45 da noite.

-Que saco!-Resmungou Sandro.

-Olha!

Uma mulher surgiu no meio da névoa gritando por socorro, olhando para os lados em busca de ajuda ela caiu no chão e não mais se moveu, a misteriosa mulher de chapéu e sobretudo surgiu com uma faca na mão pronta pra esfaquear a jovem inconsciente, Thomas lhe deu um tiro na mão a fazendo soltar a faca e outro no pé por causa da inútil tentativa de fuga.

-9:00 horas como previsto.

A mulher se levantou, era Azura que usava um vestido Azul, com uma arma na mão atirou no chapéu do assassino revelando Alice Luana.

-Bom trabalho rapazes!-Sorriu Azura. -Minhas suspeitas foram confirmadas!

-Mas como...

-Graças a Kenny descobrimos o vidro de clorofórmio usado nas maçãs que as vítimas se alimentavam e analisamos, os resultados eram os mesmos de ambos da maçã e do vidro, junto com as analíses dos fios de cabelos, a próxima vítima seria Michele Vasconcelos de acordo com o seu diário e achei conveniente me disfarçar e esperar, bom truque, só o cheiro do clorofórmio era suficiente pra pessoa pegar no sono, conseguiu o camuflar, esperar a pessoa pegar no sono e arrancar o seu coração!

-Azura mas a razão dos assassinatos?-Perguntou Sandro confuso.

-Sobre isso!-Azura sorri. -Descobrimos as ligações com rituais de magia negra e o sangue das jovens misturados as suas línguas decepadas era o ingrediente principal e sobre as bocas descobrimos atrávez de um exame de corpo de delito que Alice passava ácido na boca das jovens, corroendo e queimando parte do rosto, dos lábios até o queixo assim parecendo que explodiu!Ninguém suspeitaria da extração das línguas!

-Como sabia que era eu?-Perguntou Alice. -Você suspeitava de mim o tempo todo?

-Quando você disse que viu uma figura feminina esfaqueando o corpo de sua filha, pelo que me lembro você disse que ela estava usando sobretudo e chapéu, aí que foi a chave para a descoberta, como sabia que era uma mulher se ela estava sob a névoa?E é claro que sei que um sobretudo cobre as silhuetas do corpo e minha dedução foi, ou você conhecia o suspeito ou você era o suspeito, tudo que tive que fazer é esperar atacar!

-Somente com o sangue e a língua delas!-Gritou Alice. -Eu me tornaria bela!

-Mas por que adormecer a pessoa?-Perguntou Thomas?

-Muitas mulheres acham que sempre tem um belo principe encantado que ira lhe salvar do perigo!-Disse Alice. -Eu provei que isso é mentira, acabei com essa ilusão de contos de fadas e lhes mostrei a realidade, então lhe arranquei o coração primeiro!Mulheres que não sabem se dar valor e não proucuram arranjar boas familias, essas sim merecem morrer!

-Em parte concordo com você!-Disse Azura. -Eu no Havaí sou chamada de feia o tempo todo, por causa do meu cabelo repicado e estilo de surfista, mas mesmo assim nunca pensei em tirar uma vida humana e isso é um crime, prendam-na!

-Sim srta Azura!

No dia seguinte Azura já saia de carro para o aeroporto, sentada no seu modo habitual de pernas cruzadas.

-Por que sair assim de repente de Londres?-Perguntou o motorista. -Por que não aproveita um pouco?

-Não há mais nada o que fazer em Londres!-Resmungou Azura. -O caso Branca de Neve está encerrado!

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