Notas iniciais
Mais um conto de capitulo único terminado em que espero que os leitores possam apreciar a leitura!

Sara morava em a casa muito grande, de tão grande que era a casa, às vezes Sara se perdia. Ela não sabia o motivo de ainda morar lá, o casarão era abandonado, estava em um estado decadente. Sara não tinha muitas lembranças, mas ainda conseguia se lembrar de que ali nem sempre foi tão escuro, tão empoeirado, que já morou com outras pessoas ali, mas não se lembra de exatamente quando eles desapareceram, gostaria de saber o porquê de eles a terem abandonado, mais por curiosidade do que por carência, pois apreciava a solidão, preferia as visitas dos cães e gatos abandonados que frequentavam seu casarão do que a companhia de pessoas.

As únicas pistas de quem ela foi e de pra onde foram àquelas pessoas eram seus moveis velhos, que já estavam caindo aos pedaços, porém, mesmo velhos, ela tinha certo apego àqueles moveis, lhe dava uma sensação gostosa, algo como a de nostalgia. Gostava especialmente do relógio com pendulo da sala principal, se divertia com a cadeira de balanço de um dos quartos, aquele ultimo do corredor, mas preferia o quarto que tinha uma linda cama com dossel, ela era enorme, se sentia uma princesa quando deitava naquela cama. Divertia-se mais ainda com a ampulheta e o globo terrestre caprichoso da biblioteca, ah e claro, e com seus milhares de livros, não sabia ao certo se eram milhares, mas devia ser, eram muitos e ela iria ler todos.

Porém certo dia, as coisas começaram a mudar, ela viu uma certa movimentação de pessoas em frente a sua casa, não gostou muito daquilo, algo parecia errado. No outro dia gostou menos ainda, estavam invadindo sua casa, estavam retirando seus adorados moveis, elas os mandavam embora, mas era ignorada. No terceiro dia os invasores voltaram e agora estavam quebrando as vidraças, limpando a casa, substituindo as portas, ela gritava para eles irem embora em vão, mas conseguia de vez em quando incomodar os invasores, escondia os objetos que eles usavam para a reforma. Uma vez, conseguiu empurrar um da escada, ou então derrubava objetos em cima deles. Com o passar dos dias estavam pondo outros moveis, que para ela eram feios, não tinha os detalhes caprichosos dos eram seus, era tudo tão sem graça. Pois é, nessa hora Sara chegou a triste conclusão que de agora em diante ia ter companhia, sua paz e sua amada solidão tinham acabado, mas ela decidiu que não ia se conformar, e sim, que ia sem empenhar, iria retirar aqueles invasores que roubaram seus amados moveis, destruíram sua casa e que tiraram o seu sossego.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!