O cara certo, o voto de Duda.
3 O namorado imaginário
Notas iniciais
Eduarda leva a ideia de relacionamento a um nível extremamente alto, onde qualquer tipo é algo muito sério e se deve haver uma troca e onde não há injustiça somente a igualdade e o sentimento seja o de amizade ou de amor, isso para tudo mesmo seja uma simples amizade ou uma possível paixão, como é muito crítica nessa área preferi sempre o estar sozinha do que com alguém que não a respeita ou ama de verdade, para ela não compensa o trabalho e a possível dedicação se irá acabar, então já imaginou que nossa protagonista é uma pessoa sozinha, uma “forever alone” o ser carente de atenção e extremamente sonhadora.
Como em seu colégio assim como em sua igreja só tinha meninas ou garotos que não eram bem o seu tipo, Eduarda se viu obrigada pela “sociedade” inventar para si um namorado afinal de contas era considerado uma bizarrice o fato de não querer namorar e mais ainda o sonho de um casamento perfeito, se caso falasse de seu sonho chamariam ela de esquisita, pois é algo muito mais muito mesmo estranho uma moça bonita não querer namorar ou só ter dado um beijo(na verdade um selinho mesmo) e isso ainda quando “criança”, por aonde ela ia era a mesma conversa de sempre, por causa de seu jeito ninguém queria ser seu amigo ou amiga, na hora de fazer grupo ela ficava por último, pois ela sempre a estranha, a garota nerd com um jeito de moleque, algo que se arrepende muito hoje e Duda pudesse voltar teria usado maquiagem e as roupas de menininha e agindo como a sociedade queria era bem mais fácil ninguém teria xingado ela ou tratado mal, ela poderia até sim comprido seu voto, mas, de um jeito bem mais tranquilo, sem as lutas desnecessárias, algo que só teve consciência aos vinte e cinco anos.
Vamos voltar ao assunto eu acabei por fugir um pouco, sem compreensão que seu jeito estava causando todos os seus problemas Eduarda resolveu apenas metade contando que tinha um namorado, um rapaz idealizado e “perfeito”claro ela tinha que contar algum defeito algo corriqueiro como sua sogra ser uma pessoa horrível e ele um filhinho da mamãe, ela criou uma história tão perfeita que por seis anos era a mesma, até a própria Eduarda acreditava que esse rapaz existia, ele tinha irmãos e uma irmã caçula que ela amava, pois, era muito fofa, um pai que o fazia trabalhar e era o grande motivo por não poderem se vir no colégio e muito mais.
Ela se formou no colégio e foi para a faculdade e com ela adivinhem à aliança a única coisa real de seu relacionamento de sete anos, ela devido a suas experiências viu que tudo que seu pai ensinou foi tudo coisas idiotas e sem valor, a vida era diferente e ela deveria ser diferente para sobreviver, ainda não abandonou as roupas largas, mas, melhorou bastante seu jeito ogro de ser, foi melhorando com ajuda de amizades, mas, ainda não tinha encontrado nenhum rapaz especial.
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