O cara certo, o voto de Duda.
2 A garota diferente
Notas iniciais
Eduarda, Eduarda… o que posso dizer dela? Bem ela é a garota mais romântica que já conheci ou ouvi falar, apesar de que não demonstra ser uma garota delicada e romântica, não mesmo, ela é o tipo de garota que na infância amava brincar de carrinho, subir em árvores, amava esportes (sempre se metia em jogos de futebol com os moleques seja na escola ou na rua), o tipo que curte filmes de ação e aventura, jogar videogame e demais brincadeiras consideradas para meninos inclusive estava sempre dentro de uma briga, essas às vezes caia dentro por acaso ou por ser perseguida por ser “diferente” das demais meninas.
Por isso seu apelido quando criança era Machadão ou Dudão, ela odiava isso por dentro ela só queria se divertir, pois, achava as brincadeiras de meninas tão sem graça e chatas, não via graça em brincar de boneca, de casinha ela até brincava escondida com o seu cachorro, Eduarda pensava muito em casamento quando criança, na verdade ela pensava em como se davam os relacionamentos ao seu redor e comparava com os dos filmes, outra coisa que fazia escondido era assistir filmes românticos ou ler livros assim. Seus favoritos eram sempre o que tinha um rapaz bonito e uma moça corajosa, em sua lista estavam às histórias de William Shakespeare com os títulos Romeu e Julieta e Rosalinda, desenhos de sua infância como: A bela ea fera, a dama eo vagabundo, havia livros como: o fantasma da ópera e demais romances.
Quando adolescente conheceu os doramas e não podemos esquecer seu amor pelos animes seu favorito era a sakura card captor, queria alguém como o personagem Syaoran Li, tudo naquele anime era perfeito, nessa época Duda gostava das boys bands e tinha escondido alguns pôster de seus favoritos.
Mas o mundo era para somente os mais fortes, foi isso que aprendeu com seu pai, a influência dele na vida de Eduarda é algo normal, todavia não era um pai comum, não mesmo, segundo sargento do exército, via a vida como uma guerra constante, onde quem não é o melhor deve ser por obrigação o maior, foi isso que ele ensinou a Duda, bem ela já tinha um gosto por coisas de meninos e isso foi ampliado pela influência de seu pai.
Mas lá no fundo ela queria mesmo viver um conto de fadas, como toda a garota sonha, porém a vida na escola não era fácil e os garotos não eram bem o tipo que ela gostava, eram “estranhos”, um dia quando tinha por volta dos dez anos ela recebeu sua primeira cartinha de amor (naquela época era algo bem comum e bonitinho, hoje em dia acredito que não exista, mas), ela ficou tão feliz era algo muito legal e fofo, porém ao pensar em sua vida e principalmente no garoto que deu a cartinha, Duda resolveu recusar o “namoro”, isso devido ao conteúdo da tal cartinha tinha um desenho, bem acho melhor não comentar a respeito, mas Eduarda sabia que um dia iria encontrar um rapaz diferente que não pensa nela daquela forma, por causa de sua recusa e por também andar como um moleque, sério ela se arrepende até hoje disso, em sua inocência de criança e também por acreditar nas bobagens que seu pai havia ensinado, acreditava fielmente que se andasse como um moleque e usasse roupas mais largas ninguém iria querer chatear com pedidos de namoros e poderia se divertir, sim Duda só queria brincar, ela não queria fazer como as demais garotas que, aliás, quando a Eduarda se formou no fundamental boa parte estava grávida, uma triste realidade de seu mundo, por causa disso ela foi chamada de “estranha” de “hominho” e seu apelido Machadão.
Era Machadão aqui, Machadão lá e às vezes socos e pontapés diversas lutas com as demais “crianças” sério não parecia o fundamental e sim a idade média ou como ela mesma imaginava uma caçada à raposa, uma coisa que não falei e que faz Eduarda ser um pouco mais diferente nessa época ela tinha dificuldade de fala, trocava o r pelo l e tinha déficit de atenção por isso só aprendeu a ler mesmo na quinta série, algo que só sua professora do quarto ano havia notado sim Eduarda era bem diferente das demais, se destacava sem querer amava saber das coisas, perguntava sobre tudo e buscava saber, enquanto as demais meninas em sua faixa de idade queria namorar com o garoto mais popular, Duda ficava na biblioteca conversando com a “tia” que cuidava da limpeza e da biblioteca ou em uma partida de futebol ou xadrez.
Seus únicos amigos nessa época eram todos meninos incluindo seu cachorro, na escola ela tinha um que chamava de irmão, tinha por ele um carinho especial, amava conversar sobre jogos e super heróis, ele a defendia dos outros meninos que por ela não querer “namorar” ficavam querendo arrumar briga com ela e a chamavam de Machadão, crianças sabem ser cruéis muito cruéis, para não sofrer ela passou a usar uma aliança, essa ideia foi de sua mãe, então aos doze anos ela passou a dizer que namorava, seu erro foi continuar a usar roupas de meninos e a se comportar como um não há problemas em gostar de “coisas de garoto” o problema era ser um.
Ela tinha também outro amigo nessa época um que a visitava, ele era seu vizinho e por dois anos eles brincavam juntos, um bom amigo que queria ser mais, foi com ele que Duda deu seu primeiro beijo, mas ficou só assim mesmo não namoram, pois, Duda não se via com ele no futuro e namorar por namorar não era algo que ela sonhava, como posso explicar… Duda imaginava para ela algo mágico como nos filmes, queria muito ter encontrado seu “príncipe” quando criança, mas, isso não aconteceu, ela até pensou no amigo da escola, afinal gostavam das mesmas coisas ele era bonitinho e bem a defende, mas ele não deu nenhum passo e ela bem ela não queria tomar nenhuma atitude que fosse prejudicar seu voto, isso sempre foi algo muito sério para Eduarda, ela desejava um relacionamento bom sem as brigas que via, seus exemplos de relacionamentos eram todos ruins seus pais brincavam, pois seu pai bebia, seus tios e tias era uma história pior que a outra, não teve um relacionamento nessa fase de vida que provasse a Eduarda que estava errada em esperar por um melhor.
Quando chegou no colégio às coisas pareciam melhores, ela frequentava mais a igreja e por ser uma escola nova e bem longe de seu bairro não teve muito problema (isso significa lutas constantes ou fugas incríveis, sério Duda tem marcas de pedradas na cabeça e cicatrizes, tudo bem que as cicatrizes também foram por ser bem agitada quando criança), o problema aqui foi o ser “estranha” ela não gostava de ser feminina ela achava isso idiota e muito bobo, não entendia o motivo de tudo ter de ser rosa e delicado, pois a vida real as mulheres dirigem, operam máquinas, vão ao exército e demais coisas consideradas de homens assim como os Homens cozinham, cuidam de seus filhos... achava a “obrigação de ser Rosa e delicada” algo tão injusto fora que usar maquiagem era sem dúvida algo muito inútil, tudo bem usar em uma festa ou em uma situação especial, mas todos os dias no colégio.
Nessa parte de sua vida Duda era bem diferente e mais bonita que as demais, mesmo ela tentando se esconder em roupas largas e em seu digamos jeito único, alguns rapazes (feios) tentavam a conquistar e ela com sua velha desculpa de estar namorando, se tinha uma coisa que Eduarda era de verdade é com certeza uma sonhadora, ela passava muito tempo criando histórias (alguns romances escondidos rs), então não foi nenhum problema inventar um namorado, algo até engraçado devido a toda criança ou pelo menos algumas ter tido um amigo imaginário, no caso de Duda era um namorado imaginário.
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