O caminho de fogo
2 Capítulo 2 - O que há no deposito?
Quando acordou Hector reparou que estava em seu quarto. Embora confuso ele tentou se levantar, mas seu corpo estava pesado e exausto.
“O que aconteceu?”
Resmungou quando percebeu que a mãe estava ao lado.
“Você desmaiou na cantina. Seu diretor o trouxe para casa. Descanse. Se precisar de alguma coisa pode me avisar, tudo bem?”
Hector consentiu positivamente com a cabeça. O garoto virou-se de lado enquanto tentava sem sucesso lembrar do que acontecera. Momentos depois caiu no sono.
O menino acordou apenas no dia seguinte. Levantou-se e foi para a cozinha. Era meio dia quando notou que sua mãe não estava lá. Foi quando escutou uma porta rangendo, o barulho vinha do lado de fora. Hector saiu correndo em direção ao quintal e reparou sua mãe saindo do depósito. A mulher trancara o depósito com um cadeado e guardara a chave dentro do bolso.
“O que tem dentro desse depósito, para ela trancar com o cadeado e guardar a chave?” — murmurou ele. O garoto nunca prestara atenção no depósito.
Quando Sônia entrou em casa, a abordou:
“Mãe o que tem naquele deposito que está sempre trancado?”
Surpresa ela respondeu.
“Algumas coisas velhas de seu pai e seu avô. Coisas perigosas por isso que ficaram trancafiadas. Desculpe pela demora” mudou de assunto “O que vai querer para almoçar”.
“Acho que uma costela assada seria bom”.
“Tem certeza?” indagou querendo confirmação.
“Tenho certeza. Estou com muita fome” concluiu ele.
Sônia resolvera ir ao mercado, falou para o filho que poderia demorar um pouco. Compraria ingredientes frescos para o almoço. Depois que a mãe se retirou de casa, Hector saiu em busca de algo para que pudesse abrir a porta do depósito. Nunca antes ficara tão intrigado com algo. Procurou em todos os cantos da casa, até que achou um martelo. Quando chegou na porta do depósito, reparou que o cadeado era estranho; preto e com gravuras que eram parecidas com o desenho de um dragão.
Repetidamente Hector bateu no cadeado até a exaustão. Furioso por não conseguir abrir puxou o cadeado para trás.
“Que maldito cadeado que não abre”.
O jovem não percebeu que seu cabelo começara a brilhar, apenas reparou que o cadeado da porta brilhava. Palavras se formam parecendo de outra língua.
“Que letras estranhas parece que está escrita alma de fogo” sussurrou Hector tentando ler as escrituras.
No momento em que terminou de dizer o cadeado foi rompido. Mesmo curioso com que havia acontecido Hector havia decidido que queria saber o que tinha ali. Ele se esforçou para abrir a porta. Para sua surpresa apenas havia coisas velhas como a mãe havia lhe dito. Ele também encontrou uma picareta, uma bigorna enferrujada, uma marreta, gravuras empoeiradas e também um quadro com a pintura de um belo dragão que chamou sua atenção.
Hector foi em direção ao quadro para ver mais de perto e o tirou da parede. Quando ele foi recolocá-lo no lugar percebeu um símbolo que ficara atrás onde o quadro estava.
“De novo” — anunciou confuso.
Hector já estava se irritando com esses símbolos. O cabelo do garoto voltou a brilhar. Frustrado o menino deu um soco na parede. O soco na parede fez com que uma porta se abrisse. Assustado com a porta escondida, com raiva ou talvez muito curioso Hector passou pela porta. Desceu por uma longa escadaria. Ao redor ele viu muitas tochas, no meio delas uma grande porta branca. Ele tentou empurrar a porta pesada, sem sucesso desistiu e decidiu procurar outra entrada. O garoto não demorou para encontrar uma entrada com a porta branca e mais pequena. Quando Hector passou assustou-se com uma criatura gigante. Acreditando que era uma estátua de dragão vermelho o garoto chegou mais perto, curioso ele estendeu a mão para tocar na pata.
“Como trouxeram essa coisa para cá?”
A face da estátua alargou-se em um sorriso lentamente. Assustado, com o coração acelerado Hector caiu para trás. O dragão que a pouco parecia uma estátua ganhara vida em frente aos olhos incrédulos do menino.
A criatura soltou uma risada alta e rouca, chegou mais perto de Hector e murmurou:
“A quanto tempo meu neto”.
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