O brilho dos seus Olhos
4 Capitulo 3
Notas iniciais
POV Benjamin
Levanto mais cedo que o habitual, corro no parque perto de casa por quase uma hora tentando voltar a cabeça no lugar antes de me organizar para o primeiro dia de volta ao trabalho. Depois da bronca da Sophie eu procurei maneiras de mostrar que eu estava apto para o trabalho, ela me disse que mostrasse pra ela que eu poderia voltar. Então aboli a bebida completamente, comecei a correr no parque pela manhã e como meus pais viajaram eu fiquei encarregado de cuidar do cachorro deles. Todo domingo eu passeava com o cachorro, e jogava seu brinquedo pra que ele pegasse. Em algum momento em meus devaneios eu acabo acertando a bola em uma garota. Quando fui pedir desculpas me deparei com um anjo. Ela tem uma voz doce, cabelos loiros que brilhavam ao sol, mas o que mais me chamou atenção foram seus olhos. Ela tem enormes olhos verdes que se assemelhavam a agua do mar, se olhassem profundamente dentro daqueles olhos era possível se perder. A conversa entre nos fluía com uma facilidade que eu nunca tinha experimentado, ela leu pra mim e falamos sobre amor e tragédias. as conversas permeavam as trivialidades sem nunca chegar a pontos realmente importantes. Nos despedíamos sem qualquer tipo de arranjo para a semana seguinte mas quando o dia chegava, lá estava ela sentada embaixo da mesma arvore me esperando. Era refrescante conversar com alguém que não sabia o que tinha acontecido na minha vida e que sorria pra mim sem pena ou compaixão. Seu sorriso iluminava os meus dias. Um certo dia e que nos gargalhamos sobre algo e eu a observei e percebi que eu estava me apaixonando, eu sabia que uma relação não seria possível, eu não estaria por inteiro e mesmo se estivesse eu não sabia se ela também me olhava da mesma forma, ironicamente ela sentia. Ontem quando nos encontramos ela aprecia distante e nervosa. Até que me olha nos olhos e diz está apaixonada e no impulso eu a beijo, por que eu desejava isso desde o dia que a vi, mas rejeito qualquer possível relação. Termino a minha corrida e estou mais confuso que antes, mas resolvo bloquear tudo isso. Tomo banho. organizo minhas pastas e sigo para o trabalho. O centro educacional tom Jobim é o referencial quando se falava em educação, com os melhores índices do país. Sophie minha melhor amiga era também herdeira ,e após a faculdade ambos tivemos nossas vagas como professores garantidas, algum tempo depois o pai de Sophie se aposentou e ela tomou seu lugar a frente do colégio. Passando a ser a diretora Castilho. Daiane, Sophie, Joaquim e eu erámos melhores amigos desde muito cedo, eu sabia que aa Sophie gostava de mim, mas eu só tinha olhos pra Daiane.Com tempo e a morte da Daiane eu passei aperceber pequenos comportamentos de flerte. nunca descarados mais eles estavam lá. Eu a adoro infelizmente não na maneira que ela queria. E isso acaba a machucando. Estaciono na minha vaga habitual pego os meus materiais no carro e atravesso as portas do colégio. O vai e vem de alunos me ajudar a entrar no clima para o dia. Vou até a minha sala e tudo parece estar como eu deixei. Alguns temporários foram contratados, mas ninguém ficou mais que seis meses, minha vaga ficou guardada esperando a minha volta.
Aos poucos os aluno chagaram a e tomaram seus lugares ,como era o primeiro dia apenas apresentações foram feitas ,e ao longo dia eu estava mais confortável, eu sempre amei ensinar e estar de voltas as salas me lembra o por que .O dia passou mais rápido do que eu esperava, em muito tempo eu não me sentia leve como estava naquele dia, e isso estava pra mudar. Eu fui até Sophie para a chama-lá pra comemorar minha volta ,e a encontro no telefone com uma ruga de preocupação no rosto.
—Eu vou informar, e mandarei alguém acompanha-la. Obrigado. Ela fala para a pessoa e desliga.
—Algum problema? Questiono
—A mãe de uma aluna sofreu um acidente .
—é grave?
—Parece que sim. Eu vou pedir pra juliana chamar ela, você pode ficar aqui e me ajudar a falar com ela?
—Claro.
Algum tempo passou entre a saída e a volta da Sophie ,eu estava de cabeça baixa e quando levantei ,me deparei com os cabelos loiros de anjo os olhos verdes como agua e com a boca que eu havia beijado a menos de vinte quatro horas. Catherine. Ela sentou na cadeira ao lado da minha e quando me olhou senti sua surpresa. A surpresa que me tomou quase me fez esquecer que a mãe dela tinha sofrido um acidente.Eu senti o olhar de Sophie sobre nós e percebi que estávamos nos encarando, eu olho para Sophie e Catherine faz o mesmo.
—Catherine ,eu lamento informar que a sua mãe sofre um acidente. Ela foi levada ao Hospital universitário e está sendo operada.
Seu rosto fica branco
—E...u preciso ir. Ela sussurra
—Você não pode ir sozinha.
—Eu a levo .me prontifico
Ela levanta e parece estar estupefata, eu a guio até o carro e ela afunda no assento,o percurso até o hospital é silencioso e calmo. Nos entramos no hospital e somos informados de que ela ainda está em cirurgia .Nó sentamos e nenhum de nós fala por muito tempo.ela olha constantemente a hora e um velho relógio marcado por muitos arranhões ,e finalmente eu ouço a sua voz ainda de cabeça baixa ela diz.
—Você nunca me disse que era professor.
—Eu não fui, por um bom tempo.
Ela parecia que queria dizer mais alguma coisa, mas não o fez.Depois de cerca de uma hora um médico saiu.
—Vocês são os familiares de Cecília Alencar?
—Eu ,Eu sou filha dela
—Lamento informar que sua mãe não resistiu aos ferimentos. Fizemos tudo que pudemos.
Ele sai nós deixando a sós, ela se abraça a mim como se eu fosse sua tabua de salvação,e finalmente chora. Eu sussurro em seu ouvido dizendo que tudo ficará bem.Com o tempo os soluços começaram a ficar maior e percebo que ela está tendo um ataque de pânico. Seus olhos estão vagos, e ela parece não consegui respirar.
—Catherine, eu preciso que você se acalme.
Ela balança cabeça em negação.Pego seu rosto em minhas mãos ,olhei nos fundo dos seus olhos.
—Catherine querida, eu preciso que você se acalme olhe nos meus olhos e respire comigo, ok.
Eu inspiro e espiro demostrando como ela deveria fazer e depois de alguns minutos sua respiração normaliza e seus olhos tornam a focar e nossos olhos se encontram. Eu limpo suas lágrimas e por mais irresponsável que a minha atitude fosse ,desço meus lábio nos dela e a beijo da maneira mais suave possível .Sussurro e seu ouvido que ela não estava sozinha, enquanto acaricio seu cabelo. Ela finalmente se acalma e voltamos a nos sentar.
—Eu preciso saber quem eu devo contatar para lidar com os preparativos.Algum familiar pra quem eu poderia ligar?
—Minha tia Isabel. Ela mora há uma hora daqui.
Eu pego seu telefone e me afasto.
—Alô.
—Alô, Catherine?
—Olá senhora meu nome é Benjamin Thomas eu sou professor da Catherine,eu sinto muito em ser eu a lhe dar essa noticia e por telefone, mas a mãe de Catherine sofreu um acidente acabou falecendo...
—Oh meu Deus. Ela ofega
—Nós estamos no hospital Universitário e alguém da família tem que vir para cuidar da parte burocrática.
—Eu estou a caminho.
—Eu estou a sua espera.
Eu volto para a cadeira, a abraço e ela coloca a cabeça no meu peito se aconchega e dormi nos meus braços. E é assim que seus tio nos encontram quarenta minutos depois. Eles parecem um pouco chocados com a cena, mas a natureza da situação parece servir de justificativa pois eles não falam nada. Eu acordo a Catherine que ao ver sua tia corre para abraça-la e as duas começam a chorar novamente. O homem na casa de seus cinquenta anos me olha dos pés a cabeça.
—O professor ,certo? Ele aperta a minha mão
—Benjamin, muito prazer.
—Antônio, Obrigado por cuidar dela eu vou lidar com isso a partir de agora.
Eu sinto um tom condescendente mas finjo não ter percebido.
—Eu espero que você fique bem, Catherine. E na frente de todos ela me abraça forte e eu retribuo, e sem pensar beijo seus cabelos antes de libera-la.
Saio do hospital e sigo pra casa, e me arrependo amargamente de ter parado de beber. Maldita ideia estupida, se eu tivesse bebendo agora pelo menos eu poderia acabar com o estoque de Jack Daniels do bar do Joca. Pelo menos a ressaca da bebida podia aplacar a besteira de ter me apaixonado por uma aluna.
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