O botão azul

2 O lado da vítima


Um dias antes.

Centro Clínico de Atendimento Psicológico — 08Hrs. Um grupo de 7 pacientes estão sentados em suas cadeiras, formando um círculo, duas cadeiras estão desocupadas. Os pacientes estão todos calados, alguns estão olhando para seus pés, outros para o teto, e a minoria pra parede.
4 mulheres e 3 homens, aparentando idades diferentes cada um.
Uma mulher alta entra na sala. Ela esta usando tailleur azul marinho, com o nome da clínica no peito esquerdo, e uma calça de tecido leve combinando. Seu cabelo é curto, com um branco azulado, era a única características que chamava atenção. Ela senta em uma das cadeiras vazias e na outra, ao lado, coloca alguns papéis.
— Bom dia gente. — Ela mostra um sorriso simpático e logo em seguida volta o rosto para um papel que estava em suas mãos. — Bom, esse é o primeiro dia de vocês aqui certo? Então não se sintam com medo, ok? — Ela olha em volta, a parede e o chão da sala eram totalmente brancos, ela se sentia um pouco desconfortável ali. — Vocês querem que eu seja como? Séria ou divertida? — Todos continuam calados, olhando em sua direção. — Tudo bem, quero que se apresentem pra mim ok? Podem começar aqui da minha direita?

Todos continuam calados.

— Vamos, não fiquem com medo. Vamos, vamos! — Ela aumenta o tom da voz — Vamos! Seus inúteis! Vermes! Vermes!
A mulher se levanta e coloca a mão dentro de um saco preto que estava na segunda cadeira, ela tira de lá uma arma, para ser mais específica uma Remigton 75.
— Acho que vou estourar a cabeça de vocês. Falem alguma coisa, me sinto sozinha nesse silêncio todo. Vocês... Me escutem... É sério. — Ela vai em direção a um dos homens. Ele usava uma camisa amarela com algumas frases em neon, elas estavam borradas. — Ei você, está com medo de mim? Ela pergunta. A única coisa que ele tinha no rosto era uma enorme boca, o resto, não existia.
— Estou, mas, não quero falar com você. Porque a lua está cada vez mais Sol, mas, talvez eu ganhe um copo de café no final do dia.
— Não, não, acho que não. — A arma está apontada para testa dele. — Quais suas últimas palavras?

— Adeus.

O tempo fica mais lento.

Ela apertando o gatilho, a bala saindo do revólver que imediatamente entra em contato com a pele do homem. Com a força da arma, o homem e sua cadeira estão caindo para trás.
Esse foi o fim de um homem sem rosto.

Ela se volta para os 6 restantes.

— Quem quer se o próximo? Ainda resta algumas balas. Respondem seus porcos!
Todos continuam calados.
— Serio isso? Só pode ser brincadeira. Acabaram de ver alguém morrer e continuam na mesma forma de antes?

Eles se levantam, seus rostos estão se deformando, como se fosse plástico queimando. Estão andando na direção dela.
— O que pensa que nós somos?
— Como assim o que são? Vocês são simplesmente meus pacientes que estão com problemas.
— Olhe bem pra gente, tem certeza que somos seus pacientes?
— Não se aproximem, fiquem longe de mim ou mato todos vocês. — Ela aponta a arma para eles.

A parede e o chão que antes eram brancos agora estão totalmente escuros. Ela cai, e vai se arrastando até o canto da parede.
Como se ela estivesse em um palco de teatro, uma luz de holofote foca nela. A atração principal. Os seus "pacientes" que agora são monstros no escuro, só se podia ver seus grandes olhos derretidos que brilhavam. — Vamos matar você querida, Vamos matar você. — Todos falam juntos, como se aquilo tivesse sido ensaiado.

A luz se apaga.

Menos de 2 segundos o holofote volta a brilhar.

A mulher antes aparentemente com medo agora está com um enorme sorriso no rosto, ela não é mais a de antes, a roupa e a maquiagem foram trocadas. Seu nariz é uma bolinha vermelha, seu cabelo bagunçado, a roupa agora tem cores infantis. Um palhaço, ela se transformou em um palhaço. — Acho que vou matar vocês — a voz agora era uma mistura, feminina e masculina e vozes de crianças se entrelaçavam naquela bagunça de tons.

Carla acorda, sua respiração está ofegante, está assustada. — Por que Deus? Sempre isso? Todas as noites, já estou cansada disso, faz parar. — Ela coloca as mãos sobre os olhos e começa a chorar. — Não quero mais... não quero mais isso...
Minutos depois ela se deita e fica olhando pra parede tentando se acalmar, quando percebe que já era tarde. -Droga! 10:39? Ah não cara, fala sério... hoje não é meu dia.

Parece que Carla se atrasou outra vez por causa de seus pesadelos. Ela tem o mesmo todas as noites ou pelo menos com o mesmo palhaço. As vezes era igual ao da noite anterior, e outras vezes mudava o cenário, mas sempre era o mesmo palhaço. O sonho mais comum era quando ele corria trás dela, e sempre acordava quando ia sendo morta por ele. Hoje o sonho foi um tanto que estranho.
— Certo... acho que já perdi metade do meu dia. — Carla se levanta e vai até o espelho do banheiro e se encara.
— Oi.
— Oi — Ela mesma se responde.
— E então? Você hoje ta com uma cara de merda.
— Igualmente querida.
— Hum... Teu cabelo está horrível.
— Já se olhou no espelho hoje?
— Acho que estou fazendo isso agora, ou não...
Ela escova os dentes, molha o rosto e vai para cozinha. — Tem nada pra comer, acho que vou morrer um pouco na cama.

2 horas depois sua amiga Juliana bate na porta. Toc totoc toc...
— Carlaa! Abre essa porta mulher!
— Ta aberta idiota.
— Ue! Ta não, vem logo abrir.
— Ta... Fala sério...

— E então? Sonhou outra vez com ele? — Julia fala já sentada ao lado da amiga na cama.
— É... Sim... Foi horrível, como nas outras vezes.
— Tu tem que enfrentar teu medo, sei lá,0 tentou falar com ele?
— Não, nesse sonho não participei.
— Nossa, entendo... Sabe... Acho que tu tem que sair um pouco, todas essas provas da semana passada, sei lá... Hoje vai ter uma festa, não vou ir, mas vai ter um monte de gatinhos lá.
— Tudo bem...
Elas ficaram o resto das horas conversando sobre garotos, quando o assunto acaba, falam de roupas. Foi assim até chegar a hora de ir na festa.

As duas estão na frente da casa de festas.
— Bom, vai lá, se solta, aproveita.
— Obrigada amiga, er... Vai embora agora né tia? Já basta ter me levado até a porta dessa cabaré, Hoje a B vai reviver.

— Carla, isso, essa mesma. — Ela fala apontando pro nome na lista de convidados...

Atualmente ~

B, ou Carla, como preferir, acaba de acordar.
— Que lugar é esse? Onde estou?! — Está tudo escuro, e o lugar era apertado, ela se sentia como se estivesse em uma caixa. — Espera, que dor... aquele homem... Estou presa em um porta malas, só pode! Ele! Ele... Me colocou aquii... Ta doendo. — Ela fica desesperada. — Preciso sair daqui, ele vai me matar.
B escuta passos, são dele, ela tem certeza disso e acha melhor se fingir de desmaiada e depois tentar fugir, ela não queria morrer.

Butterfield abre o porta malas e percebe a atuação dela.
— Que sono... Acho que está tudo bem deixar você aqui né? Aliás está desmaiada, então não vai fugir, vou trocar de música, fica aqui, não é pra sair viu?

Quando ela não escuta mais seus passos, ela sai do porta malas, olha para os lados, estava tudo escuro, e ainda estavam em um estrada de chão, ao redor da estrada tinha muitos matos, ela achou aquilo meio estranho, mas não parou para pensar e correu.

Butterfield já esperava isso, e no mesmo momento em que ela corre, ele pula sobre ela com um facão. Eles dois ficam no chão, ela tenta sair das mãos dele, e quando consegue, Butterfield com o facão, decepa a perna dela, o corte foi sob a região do joelho, e com a adrenalina toda ele nem percebeu aquilo.

Ela começa a gritar quando percebe o corte, e quando ver o sangue espirrando desmaia.

— Nossa, eu não esperava que isso acontecer. Droga...

Ele coloca o corpo e a perna de volta no porta malas.

~

Está tudo escuro, não consigo me mexer, sinto minha respiração, mas não pareço ter controle sobre ela, não sei onde estou.
Tudo fica claro, minha visão está embaçada e sinto meus olhos ardendo, não consigo movimentar minha cabeça, na verdade, nenhum músculo. Vejo a silhueta de um corpo masculino passar pelo corredor, sinto meus pés tocarem o chão, estou indo onde o homem está. Sinto medo, muito medo, mas não tenho controle sobre o meu corpo o que me deixa mais assustada. Chego perto dele, ele está de costa, minha mão direta vai em direção ao seu ombro, tento parar ela, mas é inútil. Toco nele, agora estou frente a frente com o homem, consigo ver seu rosto, fico com mais medo ainda, quando percebo que é o meu palhaço de sempre.
Meu peito começa a doer, muito, minha cabeça automaticamente abaixa e vejo uma faca cravada em mim, é dele, finalmente ele conseguiu me pegar.
— Nunca confie em estranhos amor, nunca...
Essas são as palavras que escuto antes de morrer... A voz dele era diferente, era calma, macia...

Carla acorda.

Seus pés e mãos estão amarrados em um tipo de cama metálica que estava inclinada para cima.
Butterfield esta sentado de frente para ela.
— Bom dia B, tudo bem? A noite foi tão agitada, estou um pouco cansado, quer café? Chocolate? Alguma coisa?.
Tinha um pano amarrado na boca dela.
— Se ainda não percebeu, você está sem roupa ok? E seus seios são perfeitos, mas, não se preocupa, não fiz nada de tão grave contigo.
Ele se levanta e clica em um botão que estava na parede, nele tinha uma seta que apontava para baixo. Era o botão que controlava a cama, que após ele apertar ela se inclina pra baixo.
— Sabe? Er... Isso tudo, me fez ficar cansado. — Ele pega um taco de baseball. — Quero ouvir um pouco sobre você ok? Vou tirar esse pano, se você gritar ou tentar qualquer coisa, vou te bater até tu morrer, ta? — Ele disse sorrindo e olhando nos olhos dela.
Ela faz que sim com a cabeça.

Depois que tira ela fica calada olhando pra ele.
— Uai, pensei que ia gritar, fiquei surpreso. — Ele a encara.
— Bom dia Butterfield, tudo bem?... Vejamos... Lembro que fiquei sem minha perna ontem — Ela fala de uma forma engraçada. — mas não sinto o corte doer.
— Ela foi anestesiada, não ia querer uma louca gritando que perdeu a perna aqui, mas daqui alguns minutos o efeito vai passar, então me conte sobre você. — Ele pega a cadeira e se senta perto dela

— Bom... — começa a sair lágrimas de seus olhos — Eu... Er... Acho que não vou sair bem daqui, sabe? Ainda não entendi o porque disso tudo, mas acho que posso aceitar... — ela chora. — N-não tenho família sabe? Mãe... Pai... Irmãos... Nunca conheci eles... Fui abandonada quando criança, me pegaram na rua e me colocaram em um orfanato ... Lá não era bom... Nenhum pouco... Fugi com minha amiga, até hoje ainda somos amigas, sabe? Amo muito ela... Ela... — Risos começam a brigar entre lágrimas, ela está pensando nos momentos que teve com Juliana. — Ela foi a única que me ajudou até hoje, sempre me enchendo o saco, sempre... Sempre fazendo as coisas que ela devia fazer... Juliana... Mas, mesmo com ela comigo, eu... Me sentia um pouco só... Talvez seja o vazio que uma família fez..
Não sei... Minha vida não é tão importante, a única pessoa que sofreria comigo seria ela... Tenho todas as noites o mesmo sonho, ele me matou sabe? — Butterfield atrapalha ela — Conheço um velho rei... Ele tinha muitos unicórnios fiéis a ele, mas, um dia, um deles se sujou, e se viraram contra o seu rei... Continue, desculpas.
— Bom... Você é legal... Por mais que seja a minha morte, me diverti muito contigo, obrigada...
— É, realmente, seu discurso foi fantástico, lágrimas, um elogio no final, mas eu tenho que fazer isso sabe? Não é por diversão... Na verdade estou sendo obrigado, talvez eu morra se não te matar, mas não me importo com sua morte... Como disse.. Sua vida é insignificante certo? Nós, humanos, somos nada mais que carnes vivas com inúmeros conservantes. Não sabemos quando, nem como, mas estamos conscientes de que vamos apodrecer... Sabe quando isso vai acontecer contigo? Er... Droga... Estou com sede ... Quer água? Huum, não, não vou dar água pra você. Não estou afim de ouvir gritos, estou cansado, e com um pouco de dor de cabeça, não quero ficar pior. — Ele vai em direção a um armário e pega algo. — Prontinho, vou te aplicar isso tá? Vai fazer você dormir.
Ela começa a se debater, mas mesmo assim ele consegue aplicar o líquido em seu sangue e aos poucos Carla vai apagando.

No sonho de Carla ~

— Olá, outra vez — ele abre um sorriso simpático. — Acho que esse vai ser seu último sonho comigo... Tivemos muitos pesadelos. Não quero que o último sonho seja tão ruim.
— Você?! C-como? Não tinha me matado antes? Os dois estão sentados um no lado do outro dentro de um ônibus.
— Ah... Aquele vez... Sim.. Era meu objetivo sabe? Todos os sonhos tem um... O meu era te matar, desculpas se não fui muito legal contigo, mas foi bem divertido, obrigado por sonhar comigo. Você me criou, mesmo sem querer, e nosso fim esta bem próximo, e queria passar os últimos momentos contigo.
— Er... Você me da medo... Essa roupa... Seu rosto.
— Tudo bem, daqui a pouco não serei mais um palhaço, estamos chegando.
— Onde? Ela pergunta sem olhar no seu rosto.
— Pronto... Vamos, levante.

Ela sai na frente, quando eles estão no lado de fora, ele, o palhaço, evapora.

Ela se vira pra trás e se assusta com o que ver. Estava onde fez o ensino fundamental, e o seu corpo estava menor, ela era uma adolescente.

—Mas que diabos está...
— Vem logo Carla, estamos atrasadas.

Juliana puxa ela pelo braço, as duas vão correndo em direção da escola, depois que entram, sobem a escada que ia no segundo andar. Carla não sabia muito bem o que estava acontecendo, apenas seguia sua amiga

Juliana bate na porta da sala e entra. — Professora, desculpa o atraso, é que a Carla tava com dor de barriga e tive que esperar ela.
— Entrem logo, peguem o caderno e copiem, quero essa atividade ainda hoje. — A professora se senta e fica observando todos na sala.
As duas se sentam em dupla.

Elas fazem as atividades, tudo vai indo normalmente, até chegar o intervalo.
— vai falar com ele Carla?
— Bom... Não vou exatamente falar, vou entrar uma carta e sair correndo. Quer ler ela? — Ela entrega a o papel pra Juliana.
— Ficou mui... Droga! Lá vem ele! Boa sorte, vou me esconder ali e ver tudo!

O tempo para.

Carla está de frente para ela mesma agora, as duas, uma só, com idades e universos diferentes.
Um passado que virou presente, um futuro que volta no passado para se tornar o agora. Real ou fantasia?

— Buh... Está se vendo amor? É você né? Lembra disso? Claro que se lembra, te dou a chance de recomeçar, ser feliz! É como uma reencarnação, mas tudo não vai passar de um sonho eterno, toda a sua vida vai recomeçar a partir desse momento. Sabe que se entregar a carta para ele. Vocês vão se amar... Mas no fim, ele vai te deixar sozinha, pra ir para outra escola, vai ter novos amigos, e te abandonar.
Ela se volta para o palhaço. — Como assim? Isso não faz sentido!
— Não, não faz, mas você tem que aceitar.

Ele desaparece outra vez e ela se une com seu antigo corpo.

— Oi Carla! Tudo bem? A Juh me mandou aqui, disse que queria falar algo comigo, e... Bom... Quero falar algo com você também... Te contar algo que venho sentindo a um bom tempo.

— Er... Eu... Gosto... De macarrão! Macarrão é tão perfeito! — Depois de falar isso ela sai correndo.

Enquanto isso na realidade...

— LaFarge... Tenho mesmo que fazer isso com ela? — Butterfield pergunta para o botão colocando o mesmo em uma mesa onde tinha algumas fotos de quando ele era criança e estava com sua antiga camisa.
— Sim. — responde LaFarge sem dar nenhuma outra palavra.
— Sabe... É que ela provavelmente tem uma família, ou alguém que a ame... E ela é tão nova...
— Não se preocupe amigo... Futuramente te contarei o porque disso tudo.

Butterfield vai onde a mesa e pega uma faca, anda até onde o corpo de B estava, passa as mãos sobre seus seios acariciando eles. — Cara... Isso vai ser um verdadeiro desperdício... Tudo bem, vamos lá! Hey... Coloca aí uma música, bem animada, eletrônica, vai ser divertido.
— Eu não posso colocar nenhuma música, mas posso cantar.
— Tudo bem, cante.
— pam pam param param pampirampam uasia, pam pam pam param... ♪

Enquanto o Botão ia cantando, Butterfield coloca a faca sobre o coração da moça e começa dançar junto com a música. " Ram, pam, pam pam ram..." Ele enfia no peito dela, tira, e coloca outra vez, e vai repetindo pelo resto do corpo, do pescoço até a cintura, até quando fica tudo pintado de vermelho. Ela está morta.
Butterfield coloca a faca na pia junto com a louça suja do dia anterior, pega uma outra menor e volta onde ela.
— O que vai fazer garoto? LaFarge pergunta.
— Er... Hue... Tirar a pele do rosto dela. — ele abre um sorriso. — Será se ela é bonita sem essa "máscara"?

Butter começa a cortar a pele pela testa, o sangue começa a escorrer. Depois pega os dedos dela e vai tirando as digitais. — Acha que tenho que tirar os olhos também?
— Você que sabe...
Com dois palitos de ferro enfia com toda a força nos olhos dela, e só para quando percebe que está uma verdadeira poça de sangue.
— Você tem muito sangue sabia? Isso é tão nojento... — Ele sai da sala, quando volta é com um grande e estranho aparelho com vários caninhos com grandes e grossas agulhas, quando liga na tomada coloca no corpo dela, que imediatamente vai tirando seu sangue.

3 horas depois.

—Ei, garoto, acho que já acabou, sai desse maldito computador, nunca vi graça nesse jogo, é tão idiota e sem sentido.
— Cala a boca botão idiota. Ele levanta, pega o celular, na lista de contatos procura por um grupo chamado Seguidores fiéis. — Esse aqui deve resolver. Clica em chamar e espera alguns segundos.

— Olá? Deus? Por que está me ligando senhor? Eu te amo grande deus! Queres alguma coisa de mim? — é uma voz feminina.
— Sim, lembra aquela casa antiga próxima da velha fábrica de sapatos? Venha aqui, tenho um manequim perfeito te esperando.

Minutos depois uma mulher bate na porta. Ela era baixa, morena, e seu cabelo ruivo.
—Bem vinda — ele abre a porta, seu rosto estava coberto com uma máscara colorida. — Entre, lembra quando falei sobre o manequim? Vai até o porão e pega gesso, vai montar teu próprio bonequinho ok? Tem um corpo de alguém ali, coloca o gesso nele, pode ficar com ela.
— Sim senhor deus, Obrigada, nunca vi você aqui, ninguém nunca esteve aqui, pode ficar tranquilo, te amo.
— Tudo bem filha, também te amo, não se preocupe, vou te proteger, sempre.

Butterfield vai até o carro e coloca o botão no painel.
— mas que diabos foi isso? Usou um deles para esse serviço?
— Claro LaFarge, acha que ia ficar com um corpo pra mim? Manda eu fazer as coisas mas não pensa? Quer o que? Que eu seja pego?
— É... Desculpas, você tem razão.
— Agora canta pra mim. — Ele liga o carro.
— Tudo bem...

" Meu inimigo, vou foder você como o diabo
Violento por dentro, belo e malvado
Eu sou um fantasma
Você é um anjo
Somos um e o mesmo, apenas restos de uma era... ♪"

Notas finais
Somos ‘’mortais’’. E esse é um termo usado para eufemizar o fato de que os humanos são nada mais que carnes vivas com inúmeros conservantes. Essas, não sabem quando, nem como, mas estão conscientes de que vão apodrecer. www.thinking-carrion.tumblr.com/creation ATÉ O PRÓXIMO CAPÍTULO /O/ ♥