O beijo roubado
1 O beijo roubado

“O amor é cego!” Essa é uma verdade, daquelas que se prova empiricamente, definindo-se no dia-a-dia. Minha história começa com um fato estranho, mas um fato. Sonhei com um colega de trabalho, pessoa sem graça, estranho, calado, daqueles que não adianta vestir qualquer coisa: é feinho mesmo! Em meu sonho eu estava afim dele e sentia ternura, paixão e tesão. Mas na realidade eu não o conheço bem e a distância entre nós é algo obvio, mas meu coração tem outra versão para os fatos.
Não acredito em amor a primeira vista e não quero me apaixonar, pois minha última experiência amorosa foi desastrosa – deixou seqüelas dolorosas e traumatizantes em minha alma; mas por outro lado é bom estar em contato com sentimentos sublimes e abrir o coração é algo maravilhoso...tem muita coisa bonita dentro do meu!
Há uma luta acontecendo dentro de mim: Davi (razão) contra Golias (emoção) pelo andar da carruagem Golias vai ganhar. Quero me abrir para amar alguém, necessito sentir aquelas coisas estranhas: coração disparado, vontade de ver o ser amado, ouvir sua voz suave, sentir o toque de sua pele e tudo o que advêm desse contato com a criatura “alvo” de seu sentimento. Mas por outro lado vem o medo de ser unilateral, de desperdiçar tempo e sentimento com alguém que não te mereça e o pior de tudo: sofrer! Vou esperar as cenas dos próximos capítulos.
Em minha imaginação romântica (que dói) protagonizamos várias cenas das quais a minha preferida é a do beijo roubado: onde me encho de coragem, bato na porta da sala dele, entro, olho bem dentro de seus olhos e digo com tom de mistério:
— Preciso de dizer uma coisa que está apertando meu coração, tirando minha atenção e meu sono...Te admiro (admiração é uma etapa preliminar para o amor – quando admiramos começamos a ver tudo, principalmente as virtudes) e quero te dizer que:(neste momento faço uma pausa talvez de nervoso ou um “charminho tolo”, ele com certeza ficará um tanto confuso pois não somos íntimos e uma atitude dessas lhe causa estranheza) Te amo!
Depois de dito isto eu roubo um beijo: suave, doce, sem dar tempo de pensar, recusar ou revidar... mas se ele quiser revidar que fique a vontade!
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