Notas iniciais
Gente eu imagino o Micael como o Garrett Hedlund, aquele ator que fez "Tron: O legado", "Troia" (ele foi o primo do Aquiles), "Eragon" e outros. Mas eu imagino ele com cabelo preto e olho escuro, acho mais bonito. Ou o Sebastian Stan, o que fez o amigo do capotão america. Ele também eu acho lindo :D Podem imaginar outro cara e me falar, sei lá 'kkkkk A Felícia eu imagino a garota da capa da Fanfic mesmo, só que cabelo comprido e marrom.

Acordei e sentei na cama com as mãos na cabeça e uma infeliz ressaca.

– Merda... – Fiz cara de dor.

Olhei para os lados, não lembrava como fui parar na cama. Fui lavar meu rosto gemendo de dor, me olhei no espelho da pia tentando lembrar o que houve na noite passada.

Desci as escadas lentamente. Cada degrau parecia piorar minha ressaca. Cheguei na cozinha. Meu irmão e Micael comiam.

– E aí? – Du perguntou – Quer ovo mexido?

Me apoiei na pia e passei a mão no rosto.

– Acho que depois.

Puxei uma cadeira e sentei, pondo as mãos na cabeça. Olhei para Micael, ele me encarava.

– Que é? – Perguntei emburrada.

– Você está horrível.

– Vai se fuder. – Dei o dedo do meio pra ele.

Ele bufou.

– Quase fiz ontem.

Ele levantou. Enquanto lavava o prato eu o olhava. Parecia que a noite passada tinha alguma coisa a ver com ele. Não, ele deve ter só me perturbado mesmo. O encarei apertando os olhos.

– Que é? – Ele perguntou.

– Você...? Ontem. – Tentava ligar algo – Esquece.

Passei a mão pelo cabelo, pensando. Ele abriu a geladeira e pegou um saco de gelo. Pôs na mesa a minha frente.

– Ressaca? – Ele debochou.

Olhei pra ele emburrada. Micael saiu da cozinha. Eu esfregava os dedos na testa, massageando.

– Que merda aconteceu? – Murmurei pegando o saco de gelo e pondo na cabeça.

...

Depois que minha mãe ligou de novo eu fui dar mais uma lida nas minhas anotações. Entrei no quarto e Micael estava lendo minhas coisas.

– Ei, o que você está fazendo?!

– Hum? – Ele me olhou com cara de nada – Lendo. Suas anotações são boas. Se eu tivesse estudado contigo teria passado mole.

– É porque você é muito burro. – Disse tirando a folha da mão dele.

Subi na cama e cruzei as pernas lendo a folha.

– Sai.

Ele me olhou.

– Sai daqui. Quero estudar e não vou deixar você me perturbar. Vai fazer alguma, Du está jogando. Vai atrás ele.

Ele me encarava com aquela cara de idiota.

– Você é surdo? Eu disse pra...

Ele foi pra cima de mim me beijando. Arregalei os olhos tentando empurrar ele. Ele abriu minhas pernas e se pôs entre elas apertando minha coxa. Comecei a me debater e a bater nele. Ele parou ofegante, o empurrei com o pé jogando ele pra trás.

– Que merda você está fazendo?!

– Só queria testar uma coisa.

Peguei um livro e joguei nele. Ele pôs o braço na frente e riu.

– Você não se lembra mesmo. – Ele disse se levantando.

– Que? Você é maluco?

Ele riu indo pra porta. A abriu e sorriu pra mim, saindo em seguida.

– Doente. – Cruzei os braços, emburrada.

...

Fizemos as provas. Eu passei com louvor e saímos para comemorar. Ellie me levou para um café e comemos uma rosquinha bem doce.

– Sabe o que devemos fazer pra comemorar? – Ellie disse.

– Pensei que já estávamos comemorando. – Olhei pra ela em dúvida.

– Fala sério! – Ela riu – Café? Não. – Ela bebericou seu café – A Aléxis vai dar uma festona na casa dela e chamou a gente.

– Não vou. – Disse simplesmente.

– Por que não?

– Você sabe o porquê. – Eu disse bebendo meu cappuccino.

Aléxis era prima do meu ex. Se ela ia dar uma festa, ele provavelmente iria. Mas mesmo eu não sabendo a probabilidade, não iria de jeito nenhum!

– Ele não vai estar lá.

– Eu fiquei muito bêbada depois que esbarrei nele na rua. Você quer que eu vá numa festa que ele provavelmente vai estar?

– Provavelmente.

Bufei.

– Você vai. – Ela decidiu.

– Run. – Bufei de novo.

Fomos para casa e para melhorar Ellie chamou meu irmão e Micael para ir à festa. E ainda gritou comigo falando que eu ia de qualquer jeito, mesmo que ela tivesse que me arrastar. Ela achava que a gente tinha que comemorar e eu tentar seguir em frente.

...

No dia da porra da festa, ela vasculhou meu armário até achar uma roupa perfeita. Eu tinha acabado de sair do banho e estava pronta para ir para a cama, mesmo sendo 20h. A roupa e os sapatos já estavam à minha espera. Era um vestido vermelho colado que, como Ellie disse “Deixa você muito gostosa!”, e um par de sapatos pretos bem altos. Eu bufava enquanto ela fazia meu cabelo e maquiagem. Meu cabelo era grande e ela fez alguns cachos nas pontas. Descemos arrumadas, meu irmão e o babaca estavam nos esperando.

– Está ridícula. – Micael disse.

– Vai se fuder, idiota.

– Ô, não comecem. – Du disse – Vamos.

Entramos no carro dele e fomos. Eu estava emburrada e Ellie sorridente. Chegamos vinte minutos depois e a casa da Aléxis parecia um vídeo game gigante. Entramos e parecia que minha cabeça ia explodir. A casa dela era uma mansão e estava cheia. Todos da nossa turma e amigos mais velhos dela.

– Felícia! – Aléxis veio até nós.

As luzes piscando faziam seu cabelo ruivo ficar roxo e vermelho sangue às vezes. Ela usava um vestido e saltos dourados. Seu cabelo estava esvoaçante. Ela me abraçou quase me sufocando.

– Que ótimo que vieram. Eu falei de você para uns amigos. – Ela piscou.

– Ela vai amar. – Ellie disse sem graça forçando um sorriso. Me conhecia muito bem!

– Oi Micael! – Aléxis disse abraçando-o. Ela foi uma das que dormiram com ele, mas já tinha um pouco de fama.

– Oi. – Ele sorriu beijando a bochecha dela com o braço ao seu redor.

Ridículo! Revirei os olhos e puxei Ellie, indo para outro lugar.

Fiquei na cozinha, todos se espalharam. Eu bebia um copo de refrigerante enquanto os garotos muito acima de 18 davam em cima de mim. Saco! Aquele vestido atraía mesmo aqueles idiotas. Por que garotos ligam tanto para um par de seios e um quadril bonito?!

Cansei de ficar na cozinha rejeitando os idiotas e fui para o salão. Enquanto passava e às vezes desviava das pessoas, ao entrar no salão vi o miserável. Meu ex, beijando uma garota. Na verdade agarrando e passando a mão na bunda dela. Fiquei paralisada vendo aquilo. Não sei por que fiquei tão surpresa com o que eu já sabia!

Um garçom se aproximou de mim oferecendo uma dose de whisky. Olhei para o copo com gelo e olhei para aquele idiota. Peguei dois copos e andei para qualquer lugar começando a beber o primeiro. Comecei a falar e rir para qualquer um. Eles pareciam convidativos, ou estavam bêbados mesmo!

Logo que terminei o segundo copo, passei para vodca. Bebi uns cinco copinhos antes de passar para as margaritas. Elas estavam tão atraentes e gostosas que bebi umas três taças sem parar. Micael começou a me vigiar enquanto eu conversava com os outros. Ele olhou para meu irmão, que estava beijando uma garota contra a parede. Ellie ria enquanto bebia margaritas com as garotas.

Enquanto conversava com um cara que parecia ter uns vinte e cinco anos, eu comecei a chegar bem perto dele e do nada o beijei. Quando passei para o cara do lado, Micael agarrou em meu braço e me puxou para longe.

– O que você acha que está fazendo?

– Me divertindo. – Disse rindo levantando a taça.

– Você está bêbada.

– Você também! – Disse com raiva.

– Eu estou menos que você! – Ele disse com raiva.

– Cala a boca babaca! Quem devia estar fazendo isso era meu irmão. Você não tem nada comigo. Eu te odeio!

Saí andando irritada, bebendo mais ainda. Micael socou a parede e começou a beber mais, pegando uma garrafa de vodca da bandeja do garçom. Fui para o mesmo cara e voltei a beijá-lo. Beijei o amigo e ele consecutivamente por um bom tempo. Quando eu beijava o cara, o amigo dele começou a se esfregar atrás de mim. Micael apareceu dando um soco no cara que estava se esfregando, o jogando longe.

– Ela é menor de idade babaca!

– Eu tenho dezoito! – Exclamei irritada.

Ele me puxou pelo braço. O outro não entendeu nada, também estava bêbado. Micael subiu as escadas comigo e entramos num quarto qualquer. Ele bateu a porta e se virou pra mim com raiva.

– Você está maluca né! – Ele gritou. Estava visivelmente bêbado.

– Não se mete na minha vida! Eu sei o que eu faço!

– Cala a boca. – Ele rangeu os dentes – Você não sabe de nada. Acabou de se formar. Eles têm mais de vinte cinco anos!

– Não se mete! – Disse tentando sair do quarto, mas ele me empurrou.

Cambaleei para trás quase caindo sentada na cama. Olhei para ele com raiva, queria tirar meu sapato e jogar na cara dele. Micael me olhou ofegante, com raiva. Passou a mão no cabelo. Antes que eu pudesse tirar o sapato ou minha pulseira grande que também o machucaria, ele me agarrou e me beijou. Apertei a camisa dele sentindo aqueles lábios de novo. Parei para respirar, mas ele continuou a me beijar me deixando ofegante. Andamos e eu me desiquilibrei. Caímos na cama.

Uma pessoa deprimida bebendo muito + uma pessoa com raiva bebendo muito + um quarto vazio resulta em...

...

Acordei com a vista embaçada e uma forte dor de cabeça. Olhei para cima e vi um teto de carro, estava no banco de trás deitada. Cada parte que eu mexia do meu corpo doía exacerbadamente. Olhei para os lados e vi Ellie dormindo ao volante. Torci para que o carro não estivesse batido em algum lugar. Não acredito que ela dirigiu bêbada! Sentei com dificuldade e gemendo. Estávamos em frente de casa e mal estacionados, na verdade o carro estava torto em cima da grama. Vi meu irmão dormindo em frente à porta de casa.

Pus a mão na cabeça, não acreditava naquilo. Comecei a cutucar Ellie até ela acordar.

– Hum... – Gemeu. Continuei – Que é...? – Ela abriu os olhos lentamente – Fê...?

– Bom dia. – Suspirei.

– Hum... O dia está tão claro! – Ela tampava o rosto – Como paramos aqui?

– Acho que você trouxe a gente aqui. Ai... – Pus a mão na cabeça.

– Parece que se divertiu. – Ela riu, logo fazendo cara de dor pela ressaca.

– Isso não é se divertir, é coisa de maluco. – Eu disse me virando para frente – Hã?

– O que foi?

Me mexi olhando para frente, senti algo diferente ou... Na verdade não senti o que deveria. Algo faltava. Levantei levemente o vestido e vi que estava sem calcinha. Arregalei os olhos abaixando-o e olhei para Ellie.

– Você... – Ela começava a rir – Com quem transou?

– Com ninguém! Ela sumiu, só pode!

– Claro! É normal as calcinhas saírem sozinhas e sumirem. PUF!

– Não acredito... – Gemia.

Abri a porta de trás e saí com dificuldade do carro, quase caindo. Cheguei na frente de casa e dei leves chutes no meu irmão.

– Hum...?

– Acorda.

– Argh... – Ele resmungou levantando e gemendo pela dor de cabeça.

Entrei em casa e vi Micael deitado no chão da sala. Franzi a testa.

– Babaca.

Peguei um saco de gelo e sentei na cadeira da cozinha, pondo-o na cabeça. Du entrou praticamente engatinhando e Ellie veio para a cozinha. Pegou um bule.

– Café?

Balancei a cabeça devagar aceitando. Ela pôs a água no fogo e foi até o armário pegar o pó de café. Ellie parecia a que estava “menos pior”.

– Ahhh... – Du veio até a cozinha e se sentou – Eu bebi muito...

– Felícia transou. – Ellie disse.

– É o que?! Ai! – Ele pôs a mão na cabeça.

– Eu não transei! Minha calcinha sumiu!

– É claro! – Du disse sarcástico – As calcinhas somem assim. Olha, minha cueca sumiu! Não, espera. É preciso alguém tirar! Idiota, irresponsável! Pode tomando remédio e fazer exame pra DSTs.

– Argh...! – Bufei.

Ouvimos os gemidos de Micael. Ele apareceu na cozinha com a mão no saco e cara de dor.

– Ai... Meu pinto dói...

– Delicado. – Ellie disse com repulsa – Transou também?

– “Também”?

Ellie olhou pra mim, eu estava com o saco de gelo na cabeça. Ele olhou pra mim e deu gargalhada.

– Com quem?!

– Cala a boca.

– Ela não sabe. – Ellie disse pondo a água no coador.

– Não sabe?! – Du exclamou – O quanto você estava bêbada?

– Muito. – Micael disse – Lembro que vi sua irmã beijando um cara com uma taça de margarita na mão.

– Quem era?! – Du perguntou pra mim com os olhos arregalados.

– Eu não lembro.

Ellie pôs a canecas na mesa e café para cada um. Se sentou e tirou o celular do bolso do casaco.

– Como não sabe?!

– Eu estava bêbada!

– Idiota!

Em meio a minha discussão com Du e as gargalhadas idiotas de Micael, Ellie pôs um dos fones no ouvido, vendo algo no celular. Micael bateu a mão na perna e sentiu algo no bolso. Du e eu ainda discutíamos, mas paramos e olhamos para Micael quando ele tirou assustado uma calcinha de seu bolso. Ellie arregalou os olhos ainda olhando para o telefone.

– Minha calcinha seu idiota!

Tirei da mão dele e ele se assustou.

– Você pegou! Como pegou?!

– Sei lá porra! Eu devo ter achado no chão. Onde você transou?!

– Não sei!

– Hum... Fê? – Ellie chamou.

– Que? – Olhei para ela.

– Acho que sei onde. E com quem... – Ela torceu a cara nervosa.

Olhamos para ela.